'The Voice': Edyelle reconhece dificuldades na música por 'não estar nos padrões'
Por Júnior Moreira Bordalo
A semifinalista da edição 2019 do “The Voice Brasil” pelo Time Iza, a baiana Edyelle Brandão esteve na redação do Bahia Notícias para um bate-papo sobre toda a trajetória na atração. Natural de Valença, baixo-sul, ela já tinha tentado integrar o programa nas edições de 2014, 2016 e 2017. “Nunca desacreditei no meu talento", frisou.
Chegar tão perto do troféu não foi algo planejado. "Não criava extremas expectativas nem vaidades extremas. Queria dar o meu melhor em cada apresentação. Queria chegar lá e viver aquele momento". Acompanhada de Tita Gracille, ela cantou os sucessos “Olhos Coloridos”, “Dia Especial”, “Bem Que se Quis”.
Por fim, disse ainda que, apesar da educação em igreja evangélica, não pretende se dedicar a carreira de cantora gospel e reconheceu que as coisas são mais complicadas por ser “mulher, negra, periférica e baiana”. “Sim. Agora a gente está ganhando um espaço, mas existe um padrão dentro do padrão. Há uma manipulação na internet, TV e, consequentemente, acaba sendo mais difíceis, sabe? Sou preta, pobre, periférica, com pouco contato e morando no baixo-sul da Bahia”, reiterou. Assista a live:
