Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Entretenimento

Notícia

'Quando casei com Malu perdi todos os direitos', relembra Daniela ao ser homenageada

'Quando casei com Malu perdi todos os direitos', relembra Daniela ao ser homenageada
Foto: Reprodução / Câmara dos Deputados

A cantora Daniela Mercury e a sua esposa, Malu Verçosa, estiveram no Congresso Nacional na manhã desta segunda-feira (24) para serem homenageadas em sessão solene pelos 50 anos da revolução de Stonewall nos EUA, realizada pela comunidade LGBT contra a invasão da polícia em 1969 ao bar Stonewall Inn, em Nova York.


No evento, a baiana confessou que se sentia honrada em falar pela comunidade LGBTQ+, e lamentou a falta de direitos, mesmo estando vivendo dentro de uma democracia. "Era casada com homens e quando casei com Malu, perdi todos os meus direitos", lembrou, citando como exemplo a questão dos nomes das mães no RG dos filhos. "Vocês entendem a inversão? Que loucura. Como as pessoas não têm seus direitos básicos contemplados? Como, dentro de uma democracia, deixamos isso acontecer?".

A jornalista então completou: "São coisas pequenas, simples, que parecem inofensivas, mas que causam um profundo constrangimento à nossa família, à nossa comunidade LGBT". Daniela admitiu ainda não ver argumento para homofobia e incentivou a celebração do orgulho de "sermos quem somos". "Não é fácil para nós, ativistas LGBTs, trabalharmos o ano inteiro, fazermos as coisas acontecerem. Precisamos de muitas rebeliões, muitos 'stonewalls', esse movimento contínuo na sociedade, para que a democracia se efetive e equalize o direito de todos", disse.

A cantora ainda afirmou que sempre se sentiu livre, e que hoje se vê "maravilhosa, uma lésbica inteligentíssima, talentosa e de sucesso". Em contraponto, lamentou que tenha escutado por anos que a homossexualidade é uma doença, um pecado, ou simplesmente que "não é certo". "É certo sim, e eu sou muito feliz", disse. "Que cada um comece a lutar para quebrar as paredes construídas pela sociedade, principalmente sobre o amor próprio. Nos marginalizaram, e continuam a fazer isso à luz do dia, num país democrático". Por fim, ela fez um pedido aos deputados presentes, para que enxerguem e protejam os LGBTs e beijou a esposa.