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Nova aposta de Brown, cantor da Electrotimba não teme rejeição: ‘Música não se trata disso’

Por Júnior Moreira

Nova aposta de Brown, cantor da Electrotimba não teme rejeição: ‘Música não se trata disso’
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Apresentado como uma das novidades do Club du Timball, que também inclui Carlinhos Brown e Timbalada Séc XXI, a Electrotimba surge com o objetivo de seguir a tendência da popularização da música lática, pulsante com exemplos de “Despacito” e “Mi Gente”, provocando uma mistura de bachata e reggaeton com os timbais baianos. No comando, Oscar Dominic, 26 anos, cantor, compositor e dançarino, nascido na cidade de Santiago, na República Dominicana, que aceitou o desafio de estrear mais um projeto do Cacique. O pontapé será no próximo domingo (19), na Área Verde do Othon. “Queremos mostrar o nosso diferencial, que é essa combinação. Vai ser um show bem dançante e com coreografias. O repertório, por exemplo, embasará minha cultura, mas com hits da Bahia, como ‘Baianidade Nagô’. Teremos sete músicas inéditas também, composições minhas e de Carlinhos”, adianta o artista ao Bahia Notícias.

Além de Oscar, a banda é composta por dois percussionistas, um DJ e duas bailarinas, escolhidas através de seleção. “No meu caso, é uma história diferente. Sou muito famoso no meu país. Já fiz sucesso e tenho vídeos de mais de 2 milhões de visualizações, em uma ilha que tem 13 milhões de habitantes. Foi através deles que Carlinhos conheceu meu trabalho”, lembra, ao dizer que já acompanhava a carreira do baiano. “Uma vez estava aqui de turista e um amigo dele me encontrou e falou para ele: ‘Nossa, o cara canta. Olha os vídeos na internet’ e Carlinhos virou: ‘O Oscar está aqui?’”. Com isso, resolveram marcar um encontro e o técnico “The Voice Brasil” apresentou o projeto da Electro. “Tinha outros planos, queria ir para o Japão, não estava mais em busca da fama, porém achei tão incrível que topei. A Electrotimba já era eu. Todo mundo diz que Carlinhos é visionário e é mesmo”, reitera. Durante o papo, revelou que a relação com a música começou há sete anos e por acaso. “Um amigo me chamou pra gravar umas canções. Cantava no banheiro da minha casa, mas nunca tinha estudado música, nada. Isso foi em 2010. Depois, um cara me chamou pra fazer música, seguido de outro e outro... e assim fui aprendendo”.

Como é de conhecimento geral, nos últimos meses, a Timbalada sofreu rejeição por parte do público ao trazer Millane Hora como vocalista. Muitos seguidores não aceitaram a falta de representatividade na formação. Quanto a isso, Oscar se mantém tranquilo. “Pelo que escutei, foi por coisas de preconceito. Acho que era o fato da menina ser branca. Olha, sou mais negro que o mesmo negro, sou mais branco que o mesmo branco. Problema racial acho que comigo não vai ter. Música não se trata disso”. Questionado se poderia passar por algo próximo por ser de outra nacionalidade, continuou com o posicionamento. “Me sinto daqui, sabe? O povo brasileiro recebe as pessoas. Desde que cheguei aqui não fui rejeitado por ninguém. E se aparecer, vai ter gente para me defender. Isso não me preocupa não”, realça. Inclusive, o Carnaval não será novidade para ele. “Já vi como turista e fiquei doido. Nunca tinha visto algo assim, pois no meu país não tem trio elétrico. Lá é mais folclórico. Eu gosto quando eu canto e coloco as pessoas pra pular. Estou preparado para isso tudo”, vibra. Para isso, suas inspirações já estão estabelecidas: “Gosto do Saulo, Carlinhos e do Léo Santana”. Nos próximos dias, a assessoria irá divulgar a agenda da Electrotimba para os ensaios de verão e os dias na folia baiana.