Os Minino Ki Toka traz ‘pulsação’ para música baiana; show de lançamento será dia 12
Por Bárbara Gomes
Com pouco mais de um ano de existência, uma banda que surgiu sem pretensão em um bar da Pituba tem expandido as fronteiras da Bahia e levado um estilo musical denominado pelos integrantes como “pulsação”. Os Minino Ki Toka tem na linha de frente o vocalista Guga, ex-Babado Novo, há três meses na banda, e os backing vocals Roque e Moisés. “A banda surgiu em meados de 2016 como uma brincadeira pretenciosa, no Palhoça do Caranguejo. De lá pra cá começou a encher o espaço e a gente precisou profissionalizar”, disse o cantor. Apesar de ter pouco tempo no grupo, Guga mostrou-se bem entrosado e destacou a harmonia com os companheiros. “Esse encontro foi previsto por Deus, há uma sintonia grande, a idade da gente também é parecida”, avaliou o artista que tem 20 anos de experiência musical. Quanto à escolha do nome do grupo, Roque contou que a ideia surgiu de uma maneira natural. “A escolha foi engraçada... As pessoas quando vão a um local e não sabem quem está tocando fazem uma referências e fala ‘Uns meninos que toca (sic) lá’. Isso acaba fazendo propaganda nossa, sem a gente né?! Além de que não definimos o que realmente toca, está aberto a diversos estilos, sons e já é proposital”. Os interessados em conhecer ou curtir a banda podem participar da festa "Dia dos Mininos", no próximo feriado, 12 de outubro, no Zen Salvador.

Moisés - backing vocal / Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias
A proposta dos integrantes é mostrar um repertório diversificado, com sertanejo, funk e pagode. “A gente vive hoje um mundo pluralista onde as pessoas ouvem de tudo. Tanto é que o DJ número 1 é um DJ brasileiro, o Alok. Então a gente vem aí passeando por diversos ritmos, sem pretensão. Nosso ritmo denominamos de pulsação: baiano, brasileiro, eclético; fazendo com que as pessoas dancem”, frisou o vocalista, que defende uma identidade musical de desprendimento de gênero. “O intuito é vender sensação de bem estar e alegria nos shows”, completou Moisés Sande. A banda esteve no último mês fazendo participações especiais em Brasília, Goiânia e Fortaleza e teve na recepção do público um gás a mais para desenvolver o atual projeto. “O carinho que as pessoas têm com a Bahia é notável. Na terra do sertanejo, Goiânia, o axé ainda é muito forte. Uma pena que aqui no nosso estado, na Bahia, tenha perdido a força. Mas o carinho que as pessoas têm pela nossa musicalidade fora daqui é muito grande”, comentou Guga. O grupo tem buscado mostrar o trabalho em outras regiões do país, onde há maior reconhecimento. “A verdade aqui é que as pessoas não estão valorizando muito a música local. Então, levamos nossa musicalidade pra fora. É a contramão”, ponderou o cantor.

Roque - backing vocal / Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias
O grupo tem duas canções autorais trabalhadas no momento, “Deixa” e “Faz o Quadradinho”, cada single com uma proposta. “A gente quis mostrar dois horizontes do nosso projeto: uma com a música mais popular, com coreografia que é 'Faz o quadradinho', muito fácil de cantar, que até as crianças cantam; e trazer um conceito mais rebuscado, com uma qualidade rítmica mais rica, buscando elementos mais completos, como a 'Deixa' traz pra gente". Em breve, “Os Minino” lançam um EP com 10 canções, sendo quatro autorais. A expectativa para eles é trabalhar bastante nesse verão para ser a banda Revelação do Carnaval 2018.
