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Precursora de programas infantis, Tia Arilma diz que TVs perderam originalidade por dinheiro
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

Quem foi criança nos anos 80 e sente falta daquela época, já tem um motivo para comemorar. A Tia Arilma, que virou um fenômeno na Bahia por idealizar e apresentar os programas infantis, como “O Parquinho Show de Criança” (TV Itapoan) e “Recreio” (TV Aratu, que era afiliada da Rede Globo), está de volta. Porém, como cantora.  A mineira lançará um EP, intitulado "Te Agradeço", com oito faixas musicais no estilo Gospel. “Já gravei vários projetos, mas sempre tive um convívio grande com pessoas cristãs. Então, desde menina acredito que se colocasse minha vida na mão de Deus, estaria bem e não deu outra coisa. Não tenho do que reclamar da vida. Se cheguei até aqui trabalhando e saudável, devo agradecer. Esse projeto vem para isso. Foi uma forma de dizer a Deus o quanto sou grata, mas não sou evangélica. Além do mais, não fiz para ganhar dinheiro. Quero reencontrar minhas ‘crianças’”, pontuou, em entrevista ao Bahia Noticias.  

O encontro acontecerá no dia 19 de abril, às 17h, no Shopping Piedade. “Vou cantar as músicas que ficaram conhecidas naquela época, como “Lencinho” e “Você Precisa Acreditar”, e mostrarei também esse gospel de agora”. Quando questionada se sente falta da época que apresentava os programas, foi direta: “Não gosto de ser saudosista. Mantenho o que foi bom dentro de mim. Tenho a presença viva daquelas crianças no coração. Vejo todas como se estivesse naquele auditório. É muito gratificante ter participado de tudo que fiz”, frisou, antes de completar: “Além do mais, continuei na TV. Sempre trabalhei fazendo algo na área; nunca sai do ramo, mas não me vejo voltando para um programa de televisão. Fazer todo dia como antes, não dá mais para mim”.

Na internet não é difícil encontrar pessoas reclamando que a TV aberta não oferece mais o mesmo conteúdo às crianças como antigamente e Tia Arilma lamenta a atual conjuntura. “As crianças não são mais como as de ontem, estão em outras discussões. Porém, mesmo assim, acho que esse tipo de formato de programa iria fazer bem. Trazer esse universo lúdico e sem o foco em dinheiro. Criança precisa ser criança”, observou. Atualmente, só o SBT (na TV aberta) apresenta entretenimento para os pequenos e, para ela, há falta de interesse dos grandes grupos à busca por dinheiro. “A coisa saiu da originalidade. No meu tempo, a intenção não era ganhar dinheiro. Era uma brincadeira: Uma tia de escola brincando na televisão. Não tinha essa coisa de seguranças pra lá, marketing pra cá. Ficou muito mecânico e talvez isso não tenha sido ideal para as pessoas se divertirem”, criticou. Por fim, ela, que foi a responsável por revelar estrelas como Mara Maravilha, Geisa, Patrícia Fofolete e Deuzete, explicou que nenhuma das apresentadoras que vieram depois a procurou. “A mim não. Cada uma pegou sem nenhum tipo de autorização. O que soube é que elas mandavam os produtores para saberem como funcionava. Eu que formatei e fiz tudo. Tá tudo nos jornais. Não existia antes”.

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