Pablo pode participar do DVD comemorativo de 30 anos do Asas Livres: ‘A intenção existe’
Por Júnior Moreira
Uma das principais bandas de arrocha está em clima de festa e não é à toa. Em 2017, o grupo Asas Livres completa 30 de fundação e, para comemorar, gravarão um DVD especial, a ser rodado em três cidades diferentes: Belém (Pará), São Luiz (Maranhão) e, por último, Salvador. “A gente vai colher algumas em imagens nesses três estados. A ideia é que fique tudo pronto até o São João. Contaremos a história até os dias atuais”, iniciam Jailton Barbosa, Alan Delon e Jader Pires, que retorna ao conjunto após saída em 2015. “O bom filho a casa retorna (risos). Né? Na verdade, quis fazer uma experiência, que foi boa, porém já estava com saudade disso aqui; da marca Asas Livres, que é uma das maiores quando se fala no arrocha. Estou em casa e muito dedicado a trabalhar 100%”, adianta. “Tudo Azul”, “Quero ser feliz”, “A Gente Só dá Valor Depois que Perde” e "Cristina" são alguns dos sucessos que deverão integrar o novo show. “Se a gente não colocar, os fãs pedem (risos). Mudamos bastante o repertório, porém os grandes sucessos continuam, mas teremos músicas de outros artistas”, confessam.
Ao longo de todos esses anos, Asas Livres ficou marcada também pelas diversas formações. Rafinha Siqueira, Léo Rios, Thiago Lima e Tecinho Leur já passaram pela banda, além de Pablo, o mais famoso entre os ex-integrantes da banda. Questionados sobre a possibilidade de contar com a participação do dono do hit “Porque Homem Não Chora”, eles explicam: “Pode ser que sim. Quem sabe. Quando tocamos no assunto do projeto, ele ficou meio que louco, feliz e agradecido com o convite. Agora assim, não temos como confirmar ainda por causa da agenda dele. Ficaríamos muito felizes se ele participasse, pois faz parte da nossa história. A intenção existe”. Apesar dos artistas que passaram pela banda, a marca “Asas Livres” sempre esteve mais forte na memória de boa parte das pessoas e quanto a isso são práticos: “Não tem muito segredo e dificuldade. A gente sempre divulgou o nome e o público acredita no trabalho, na nossa história. E quando acontece de algum cantor retornar, os fãs ficam ainda mais felizes. A essência é essa”.
Entretanto, engana-se quem pensa que o arrocha está desde os primórdios do conjunto. Na verdade, o ritmo ainda nem existia. Axé, reggae e lambada formaram a base do repertório nos anos 80. Só na década de 90, a banda inovou ao substituir bateria por um keyboard (teclado de ritmo programável), acompanhado da guitarra e abolindo os outros instrumentos na cidade de Candeias, Bahia. A ideia partiu do Jailton, e, por isso, muitos o consideram o pai do ritmo. “Dá muito orgulho, principalmente porque não esperava que durasse tanto tempo. Fiquei surpreso. Sempre pedi a Deus que conseguisse fazer algo diferente, mas não sabia que seria tão diferente. É lindo ver que vários artistas vivem de algo que eu criei”, admite emocionado. Quanto a atual fase do ritmo, ele destaca: “Hoje o momento, graças a Deus, está bom. O arrocha conquistou seu espaço, ultrapassou barreiras e preconceitos. O ritmo está em todas as festas. O sertanejo introduziu elementos do arrocha. Tudo caminha muito bem”, finalizou.
