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‘Só voltaria pagando alguém pra ficar na fila’, diz cantora baiana que participou do X Factor

Por Júnior Moreira

‘Só voltaria pagando alguém pra ficar na fila’, diz cantora baiana que participou do X Factor
Foto: Reprodução/ Instagram
Fome, frio, sono, falta de banheiros para atender 15 mil pessoas e segurança abaixo do necessário. A Arena Corinthians, em São Paulo, mais lembrou um “campo de refugiados” para os presentes que tentavam realizar um sonho na carreira. A desorganização na seletiva nacional do programa X Factor Brasil (clique aqui e leia) repercutiu negativamente para a rede Bandeirantes de Televisão após diversos cantores reclamarem da forma como foram tratados. A baiana Talitha Costa natural do município de Baixa Grande, na região da Bacia do Jacuípe, foi uma delas, e contou ao Bahia Notícias sua experiência: “Eu cheguei lá pouco mais das 5h da manhã de sábado (9) e já tinha muita gente esperando. As fichas só começaram a ser distribuídas por volta das 7h da manhã e consegui a 575ª. O portão da Arena só abriu às 8h. Ficamos do lado de fora e fazia muito frio. Muito mesmo. Olhava para a fila e só via pessoas com cobertores, a cena me lembrava os refugiados da Síria”, explica. De acordo com a concorrente, a produção do programa não alugou a Arena por completo e, por isso, todos ficaram na área externa, pois só uma pequena parte teria acesso permitido. A falta de informação prejudicou os participantes. “Não sabíamos que seria assim e acho que eles não esperavam tanta gente também. Não fomos abrigados em nenhum momento; não tínhamos comida, nem bebida. Até ser escutada (às 10h30), esperei sentada no asfalto e fui liberada às 16h. Só tinham 6 banheiros químicos para 15 mil pessoas. Foi um sufoco mesmo”, desabafa. Nem mesmo no segundo dia de audições, quando haviam menos pessoas, os candidatos tiveram mais facilidade. “A produção reduziu o número de seguranças e isso causou muito tumulto. De início, eles chamaram as senhas de 0 a 500 e mesmo sendo a 245ª não consegui entrar, pois todos invadiram o local. E quando fiz novamente a seleção, a produtora me elogiou, mas disse que já tinha fechado a quantidade de participantes. Ou seja, fui prejudicada, né?”, questiona.


A FremantleMedia, co-produtora do concurso de talentos, se manifestou a respeito, pedindo desculpas pelos transtornos causados. “Nós gostaríamos de nos desculpar sinceramente por quaisquer atrasos e inconvenientes que os participantes experimentaram durante a primeira audição que aconteceu para o X Factor Brasil. O entusiasmo gerado em torno do programa em todo o país superou em muito as nossas expectativas. Nós não havíamos antecipado o grande número de pessoas que gostariam de participar das audições do programa. Medidas estão sendo tomadas para evitar futuros atrasos e para fazer com que o processo de audições daqui para frente aconteça sem incidentes”, lamentou em nota. Ao ser indagada se participaria novamente, Talitha Costa admite: “Apesar de ter escutados relatos absurdos, eu não sofri tanto por ter chegado cedo mesmo, sabe? Soube de pessoas que ficaram até às 2h da manhã e, em seguida, foram expulsos do local pela produção. Bom, eu participaria novamente, mas pagaria alguém para ficar na fila esperando e não iria como cantora solo, me inscreveria como grupo, pois a quantidade foi bem menor”, adverte. O X Factor Brasil será exibido na Band, comandado pela atriz Fernanda Paes Leme e com o júri formado pela baiana Alinne Rosa, o vocalista do NX Zero, Di Ferrero, Paulo Miklos, que anunciou sua saída dos Titãs e o produtor musical Rick Bonadio. A estreia está prevista para agosto.