Roberto Cabrini deixa prisão em São Paulo
Por Josemar Arlego

Na noite desta quinta-feira (17), Roberto Cabrini conseguiu um hábeas corpus emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e deixou a prisão. Ele continuará a responder o processo em liberdade provisória.
Em entrevista concedida para a Folha On Line, Cabrini, que estava acompanhado de seus advogados, disse: "Eu gostaria de agradecer o carinho de todos vocês. Eu pretendo dar detalhes depois com mais calma. Eu pretendo falar sobre tudo isso. Evidentemente há uma série de coisas [sobre] as quais eu não estou feliz, mas nesse momento eu quero dizer para vocês que vou continuar fazendo o meu trabalho da mesma forma e com mais coragem ainda".
Entende o Caso
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na 100º DP de São Paulo, os papelotes de cocaína flagrados na mão de Roberto Cabrini estavam “devidamente separados e grudados num adesivo plástico, ostentando um logotipo da Band”. Cabrini trabalhava para a Band e foi recentemente contratado pela Record. A assessoria da Band alegou desconhecer o fato.
O repórter estava preso desde a noite de terça-feira (15), quando foi pego em flagrante, dentro de um Citroen C5 preto, com 10 papelotes de cocaína, que se encontravam no porta-luvas do veículo.
Ainda de acordo com o Boletim de Ocorrência, Cabrini estava acompanhado de uma mulher e, entre os pertences da bolsa dela, foi encontrado um pen-drive que continha imagens do jornalista aparentemente consumindo droga.
A Rede Record, por meio de sua assessoria, diz que "logo que tomou conhecimento do fato acionou seu departamento jurídico para acompanhar o caso, mas que a área de jornalismo da Record tinha o registro interno que o repórter estava desenvolvendo uma reportagem de caráter investigativo".
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo também emitiu comunicado afirmando que "tinham conhecimento, por depoimentos de trabalhadores e diretores desta entidade que atuam na emissora, que o jornalista estava trabalhando, há cerca de um ano, em uma grande matéria investigativa sobre tráfico de drogas". O Sindicato afirma também que "acredita na inocência do jornalista Roberto Cabrini e entende ser sua detenção um grande equívoco".