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Empresário do Cheiro nega definição sobre 2017, mas crava: ‘O carnaval está fraco’

Por Aymée Francine / Rebeca Menezes

Empresário do Cheiro nega definição sobre 2017, mas crava: ‘O carnaval está fraco’
Foto: Claudia Cardozo/ Bahia Notícias
O empresário da banda Cheiro de Amor, Windson Silva, negou que tenha definido o fim do bloco em 2017, mas assumiu que há uma “grande possibilidade” de deixar de passar pelos circuitos depois de 36 anos. "Eu não disse que o Cheiro não sairia em 2017. Eu disse que está tudo certo pra 2016, mas que vou avaliar muito se deve sair em 2017, pela própria conjuntura econômica, pelas situações do carnaval, pelas insatisfações de um todo [...] Eu não quero ir pro carnaval e não ter condição de pagar as pessoas. Mas se você perguntar qual a possibilidade, eu digo: é muito grande”, confessou. Nesta terça (20), durante o lançamento do ‘Globo de Ouro – Palco Viva Axé’, ele chegou a brincar dizendo que a crise ia “bater na sua porta”, mas não ia entrar. Para Windson, é necessário “saber parar, como jogador de futebol” para poder “parar por cima”. “Não seria bom pra banda, mas também não justifica fazer tendo que bancar o carnaval. Eu não posso bancar, eu não tenho condições financeiras de estar bancando pra colocar o bloco na rua, porque está muito caro", explicou. O empresário alertou que o fato de alguns blocos não saírem este ano ou diminuírem os dias – como Cerveja e Cia e Crocodilo – deve provocar o enfraquecimento do setor e desempregar centenas de pessoas. "O bloco Eva esse ano só vai sair um dia. Ele saía três dias de Nu Outro e três de Eva. Esses se resumiram a dois. Isso significa que você vai desempregar, durante quatro dias, uma quantidade muito grande de pessoas. Tem que mudar o formato? Tem. Mas está gerando muito desemprego, o turismo vai enfraquecer”, avaliou. "As pessoas não querem falar, mas tem que tocar na ferida: o carnaval deste ano está fraco realmente. O carnaval do Centro está na UTI", completa. Windson classificou o acordo entre Vumbora e Siri Com Toddy como “anomalia”, mas minimizou a discussão que ocorreu logo após o anúncio: “Discussões sempre existiram no conselho. Mas eu tenho um hábito: Eu não peco pela omissão, eu falo o que eu penso".