Ministério Público investiga casa de shows 'Villa Mix' por suspeita de discriminação racial
Foto: Divulgação
O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou nesta semana inquérito civil para investigar se a casa noturna Villa Mix pratica discriminação racial, social e estética. A empresa deverá prestar esclarecimentos à Promotoria de Direitos Humanos e Inclusão Social em até 20 dias sobre fatos relatados por testemunhas e vítimas dos supostos casos.
A suspeita é de que a casa noturna só permite a entrada de pessoas no local depois de análise da cor da pele, classe social e beleza. No inquérito, há relatos de pessoas que disseram ter sido barradas porque "não faziam o perfil da casa" e "não eram bonitas o suficiente", e outras que ouviram: "pode ir embora que aqui não é o seu lugar". A casa negou que pratique discriminação.
A promotora de Justiça Beatriz Helena Budin Fonseca acredita que a discriminação por parte de funcionários tenha ocorrido repetidas vezes. "A análise dos documentos juntados demonstra a prática reiterada de discriminação racial, social e estética por parte da representada. Essa escolha de quem entra e quem não entra tem a função de segregar e marcar a divisão entre pessoas que, embora morem na mesma cidade, não possuem a mesma classe social, a mesma cor de pele, o mesmo peso, ou a mesma beleza considerada como ideal pela representada” disse Budin.
Em nota, o Villa Mix informou que até o momento não foi citado para responder qualquer inquérito perante o Ministério Público. "Dessa forma, o Villa Mix no momento em que receber a intimação do mesmo, apresentará a sua defesa e as provas necessária para por termo a discussão. Demonstrando que age e sempre agiu, de acordo com os princípios da legalidade e da boa-fé”, informou.
