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Ex-caloura do Raul Gil, Bruna Pinheiro lança CD de axé e explica relação com a Bahia: 'De berço'

Por Aymée Francine

Ex-caloura do Raul Gil, Bruna Pinheiro lança CD de axé e explica relação com a Bahia: 'De berço'
Foto: Claudia Cardozo/Bahia Notícias
Desde pequena nos palcos, Bruna Pinheiro chegou à Bahia na última quarta-feira (01) para divulgar seu mais novo trabalho: um CD de Axé. A paulista veio ao Bahia Notícias e contou um pouco da sua trajetória, que já soma mais de 12 anos de carreira. “Comecei pequenininha no ‘Gente Inocente’. Mandei várias fitas pra vários programas e eles me chamaram. Fiquei um tempo lá. Logo em seguida o Raul Gil me chamou, e eu fiquei num projeto lá que durou três anos. Depois eu tive um projeto de dupla que durou oito anos, depois mais um que durou um ano. Agora eu tô no projeto solo, a gente tá com o CD ‘Suor e Adrenalina’, com a música ‘Cobertor’, que é minha”, contou Bruna. A ex-caloura explicou que seu novo álbum é bem eclético. “Na verdade, esse CD é uma mistura de ritmos, né. Com um axé pop, musica latina, caribenha, música pop. Tem uma música romântica também no fim do CD, que vem de trabalhos antigos meus, que é voz e piano”, destaca.

 
O álbum ‘Suor e Adrenalina’, que Bruna está lançando, contém sete músicas – todas de autoria da paulista. Para ela, o processo de composição foi muito natural. “Na verdade esse lance de composição é muito engraçado, porque acontece, né? Eu fiquei duas semanas compondo e saiu, tipo, umas 30 músicas e pra escolher foi bem difícil. Eu tinha que escolher sete. As sete músicas são minhas, né? Essa última ‘Coração de Aço’ é a mais romântica do CD, é a única romântica do CD – que vem de um trabalho que eu tinha em dupla, Bruna e Bernardo - e as outras todas tem mais ou menos o mesmo estilo”, contou a jovem, explicando que o período em dupla influencia até hoje a sua carreira. “Eu fiquei oito anos em dupla sertaneja, aí tem muita influencia de sertanejo nos shows. Faço sertanejo, pop, tem que ter de tudo, né? Eu não escolhi o axé. Fui compor pro trabalho solo e aconteceu. Saíram essas músicas. Aí eu pensei ‘então, e aí? Como é que vai ser?’ E o pessoal aceitou muito. Até porque assim, quando você trabalha em grupo, ou em dupla você tem que encontrar um ponto em comum. Quando você é solo você coloca toda a sua essência pra fora. Foi o que eu fiz, e saiu assim”, contou orgulhosa.
 

 
Na Bahia para ter reuniões com músicos e produtores, Bruna explica que a relação com o estado não é coisa recente. “Vem de berço, desde pequenininha meus pais eram de terreiro. Eu sempre gostei dessa parte religiosa, também, da Bahia, e o axé eu sempre gostei. Mesmo tendo o sertanejo como o estilo, tinha sempre o bloco do axé. Que era o momento que eu percebia sempre a animação do povo, gostava muito. Ai com o projeto solo, depois que eu fiz essas músicas, pensei: ‘bom, vou assumir isso logo. E Bahia, quem não gosta, né?”, diz ela, demonstrando ansiedade para os projetos do futuro. “Eu fui atrás, mandei vários recados para vários cantores. Mandei pra Ivete, mandei pra todo mundo. O Luiz Caldas respondeu. Foi super gente boa, super atencioso. Me convidou pra tomar um café na casa dele, a gente vai conversar, fazer umas parcerias aí. Conversei com Leo Santana também, Tuca Fernandes”, enumera.
 

 
Ex-participante do quadro “Jovens Talentos”, do programa Raul Gil, Bruna falou também sobre o sucesso da atração nos anos 2000. “Eu acho que tudo que começa, dá muito certo, depois começa a se repetir, vai perdendo a graça. Tipo Big Brother, a primeira versão foi muito boa, e depois foi dispersando. O Raul Gil foi a mesma coisa. Ele teve um projeto muito grande no início dos calouros, que foi a época da Erika, do Robson Monteiro, Reinaldo e Liriel e deu muito certo. Eu entrei naquela época. Ele me escolheu entre 14 adolescentes pra participar dos Jovens Talentos, em homenagem à Jovem Guarda, e isso abriu muitas portas, foi muito legal. Ele fazia homenagem aos cantores e compositores e a gente tinha que aprender tudo em uma semana. Flávio Venturini, Belchior, um monte de compositor que a gente nem conhecia. Foi um contato muito bom com grandes artistas, nomes da música”, contou a cantora. Paulista, ela conta que não considera um desafio cantar axé. “Eu esperava que fosse ter uma aceitação diferente. Mas tá sendo muito legal. O mercado em si é difícil, não só o axé. Mas a gente não pode desistir, cair de frente. Se eu quisesse sertanejo, ia ser difícil também porque é muito concorrido. A gente tem que acreditar”, finaliza.