
Juliana Ribeiro comenta tendência do carnaval sem cordas: ‘É o que o povo quer’
Por Glauber Guerra / Milena Abreu
Foto: Emmanuel Carneiro / Ag. Haack/ Bahia Notícias
A sambista Juliana Ribeiro comentou sobre a tendência do carnaval sem cordas, na qual vários artistas adotaram nos últimos anos. “É engraçado ver como as coisas são cíclicas. É o ciclo que volta. Hoje está no ápice do carnaval abaixar as cordas e era o que acontecia no carnaval dos anos 60. E hoje é o que o povo quer. Não podemos esquecer que a cultura é dinâmica. E quem propõe o carnaval, quem deseja, e quem faz acontecer é o povo. O povo quer corda abaixo, brincar próximo do artista e sair na pipoca. Isso é a grande força propulsora do carnaval e por isso os artistas estão repensando essa postura. Juliana ainda comentou sobre a atual crise no Axé Music e consequentemente no carnaval baiano. Para a sambista, o grande culpado é o modelo atual. “Acho que o acontece no carnaval não é uma crise no carnaval em si, e sim no modelo que vem acontecendo, que é o modelo do apartheid. A verdade é essa. A partir do momento que você coloca cordas e separa quem pode e não pode, você cria um apartheid e não essa proposta do carnaval da fóbica de Dodo & Osmar lá atrás”, completou.
