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Ecad pegou no pé dos donos de bloco no carnaval

Por Josemar Arlego

No carnaval de Salvador de 2008, o Ecad implementou  uma nova tecnologia cujo objetivo foi facilitar a gravação das músicas executadas pelos trios elétricos. O objetivo foi evitar a sonegação dos direitos autorais das músicas. O equipamento foi batizado de "Ecad.Tec Som" e é resistente a ruído, vento e impacto, possuindo o formato de uma caixa prateada lacrada contendo um chip com alta tecnologia que proporcionou uma autonomia de gravação de até 16 horas.
"Muitos donos de trios e blocos insistiam em não pagar direitos autorais” - afirma Glória Braga, superintendente do Ecad.
A primeira a sentir o peso do Ecad foi Carla Perez. Por causa da decisão da juíza Maria de Lourdes Oliveira Araújo, da 10ª Vara Cível de Salvador, o seu bloco infantil Algodão Doce quase não desfilava. O bloco, ameaçado de embargo, foi obrigado a pagar R$ 50 mil de direitos autorais atrasados.

Foto: Arquivo