Família de João Paulo, que fazia dupla com Daniel, receberá indenização da BMW
Dezesseis anos após o acidente automobilístico que matou o cantor João Paulo, a Justiça condenou a BMW a pagar indenizações por danos morais e pensões para a mulher e a filha do artista. A vítima conduzia um carro da empresa alemã quando perdeu o controle e capotou na Rodovia dos Bandeirantes. A montadora informou que irá apresentar recurso contra a decisão, proferida em 1.ª instância. A decisão de condenação foi tomada pelo juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4.ª Vara Cível de São Paulo. A sentença reverteu a visão anterior da Justiça, que havia absolvido a BMW de responsabilidades no caso em decisão de 2003, que foi anulada. Dessa vez, o Judiciário apontou a culpa da empresa e fixou indenização por danos morais em R$ 150 mil para cada parte - mulher e filha - e pagamento de pensão de dois terços da renda média do cantor na época do acidente; os valores passarão por correção monetária.
João Paulo formava dupla sertaneja com o cantor Daniel e morreu em pleno auge da carreira. A família acusou a empresa de falha: o pneu dianteiro direito da BMW modelo 328i teria estourado e feito o artista perder o controle, capotar e ter o veículo carbonizado. Estudos técnicos foram conduzidos para verificar a possilidade. "Não há como se descartar a possibilidade de defeito atribuído à fabricação da roda, do pneu ou do sistema de roda/pneu (...) que constituiu a causa inicial do acidente", lê-se na sentença do magistrado. Mesmo com a decisão favorável, o advogado Edilberto Acacio da Silva, que representa a família do cantor, mostrou-se decepcionado com a demora na tramitação do processo. Com informações do Estadão.
João Paulo formava dupla sertaneja com o cantor Daniel e morreu em pleno auge da carreira. A família acusou a empresa de falha: o pneu dianteiro direito da BMW modelo 328i teria estourado e feito o artista perder o controle, capotar e ter o veículo carbonizado. Estudos técnicos foram conduzidos para verificar a possilidade. "Não há como se descartar a possibilidade de defeito atribuído à fabricação da roda, do pneu ou do sistema de roda/pneu (...) que constituiu a causa inicial do acidente", lê-se na sentença do magistrado. Mesmo com a decisão favorável, o advogado Edilberto Acacio da Silva, que representa a família do cantor, mostrou-se decepcionado com a demora na tramitação do processo. Com informações do Estadão.
