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Manno explica saída do Jammil, concorda com Daniela sobre apatia dos artistas e critica JH

Por Rafael Albuquerque

Manno explica saída do Jammil, concorda com Daniela sobre apatia dos artistas e critica JH
Foto: Cláudia Cardozo // Bahia Notícias
O compositor e músico Manno Góes tem motivos de sobra para sorrir. Saindo da linha de frente do Jammil, ele vai ficar nos bastidores da banda, escrevendo sua coluna semanal no A Tarde e cuidando de novos produtos e de um projeto social. Sobre sua tímida saída do grupo, Manno explicou ao Bahia Notícias: “Eu já vinha pensando em sair da estrada há algum tempo. O desgaste de 22 anos de estrada começou a bater na porta, no meu dia-a-dia. Queria ter um convívio melhor com minha filha adolescente e ao mesmo tempo fiquei muito curioso com o que vem acontecendo de novo na música. Quando estamos no esquema de banda, de estrada, a gente vive para aquilo, a gente tem que se dedicar totalmente para aquilo sem conseguir administrar o tempo para outras intenções, outros trabalhos”. O elogiado compositor, que vai cuidar da carreira de artistas como Juninho Lord e Battata, se mostrou bastante empolgado com essa nova fase: “Sem risco a vida não valeria à pena. A gente tem que se jogar. A gente não está se aventurando. Seria risco se a gente estivesse bombardeando grana em produtos que a gente não percebesse qualidade”, afirmou.
 

Mudando um pouco de assunto, questionado sobre a afirmação de Daniela Mercury (leia aqui) de que há crise no mercado criativo e que os artistas baianos só deixam transparecer que está tudo muito bem e não mostram o quanto é difícil botar um bloco na rua e montar um camarote, ele salientou: “Daniela sempre se manifesta espontaneamente e com muita propriedade. Eu sou um grande admirador de Daniela e geralmente eu concordo muito com ela. Acho que os artistas se manifestam de forma muito discreta com relação aos nossos problemas. Os grandes empresários de carnaval estão percebendo que a festa passa por uma grande crise”. Manno vai a fundo e entra na parte política: “Essa crise do carnaval é reflexo da própria cidade. Nós tivemos uma administração tosca, com oito anos sem investimento na área de cultura, nem de teatro, cinema e carnaval, que é um cartão postal da nossa Bahia. Aliás, a Bahia saiu um pouco de moda e isso foi péssimo pra nós. O fortalecimento de Salvador será muito importante para o fortalecimento da música baiana. Os dois caminham juntos. A música que fazemos é uma representatividade da cidade, do povo, das ruas”.