Emanuelle Araújo diz que é preciso coragem para viver prostituta
Por Josemar Arlego
A baiana Emanuelle Araújo está no ar, atualmente, na pele da quenga Teodora na novela Gabriela (Globo). Sua personagem, cheia de fogo, arde nas noites festivas do Bataclan. Para a atriz e cantora, o papel tem sido puro prazer: “Estou amando fazer a Teodora. É um personagem bem complexo e vêm muitas surpresas por aí! Estou cada vez mais conhecendo o interior dela. Pra mim, tem uma coisa deliciosa nesse trabalho, que é representar uma prostituta dos anos 1920 num momento em que existe uma repressão imensa às mulheres”.
“Quando vem uma cena de cama no texto, quente, no fundo ela só está fazendo o trabalho dela. Mas quando você pensa que vai ter que ficar sem roupa numa cena, existe uma delicadeza em torno disso. O Maurinho (Mendonça Filho, diretor geral) é muito delicado, muito elegante na forma como conduz esse tipo de cena. E tem também toda a equipe ao redor, além do meu colega de cena, é claro. Acho que isso traz a confiança”.
“Quando vem uma cena de cama no texto, quente, no fundo ela só está fazendo o trabalho dela. Mas quando você pensa que vai ter que ficar sem roupa numa cena, existe uma delicadeza em torno disso. O Maurinho (Mendonça Filho, diretor geral) é muito delicado, muito elegante na forma como conduz esse tipo de cena. E tem também toda a equipe ao redor, além do meu colega de cena, é claro. Acho que isso traz a confiança”.
E ainda sobre Teodora, Emanuelle conclui: “Ela é um ‘cavalo desenbestado’ (Risos). Para ter coragem de fazer tudo aquilo, tenho que estar muito confiante de que estou em um ambiente confortável. Primeiro, é preparar o interior da personagem e, depois disso, o que vier no texto você tem que fazer, seja que cena for, de dança ou de cama. E, além disso, tem o cenário, o clima do momento da gravação, que tem sido muito confortável, isso faz com que o personagem apareça de verdade e sem pudor.”
