Hipocrisia: É o Tchan diz fazer show 'sem baixaria'
Por Fernanda Figueiredo
Banda que praticamente originou e fortaleceu o movimento do pagode na Bahia, É o Tchan voltou aos palcos há pouco mais de um ano e, agora, com um novo slogan: "sem baixaria". Isso porque está na moda e na mídia, criticar o pagode feito por algumas bandas como "A Bronkka", "Black Style", "O Troco" e tantas outras, que têm um forte apelo sexual com suas letras de duplo sentido, além das danças que, praticamente, simulam um "acasalamento".
Mas, desde quando o É o Tchan é "sem baixaria"? Será que alguém está esquecido de que "tudo que é perfeito a gente pega pelo braço. Joga ela no meio, mete em cima e mete em baixo"? Ou do "califa de olho no decote dela. Tá de olho no biquinho do peitinho dela. Tá de olho na marquinha da calcinha dela"? Para não citar a "carinha de quem está gostando demais". Isso tudo, na década de 90!
Porém, como não existiam tantas bandas de pagode para banalizar e erotizar as canções, o É o Tchan reinava sozinho e sem chamar tanto a atenção dos pais, dos políticos (né, deputada Luiza Maia?), tampouco da mídia (que estava adorando a novidade, que, todos os dias, rendia notícias e mais notícias) para o "pornogode" que estava sendo feito já naquela época.

E é melhor nem citar as Carlas e Scheilas da vida, com seus shorts, que mais pareciam calcinhas e tops, que muito lembravam sutiã, atiçando a imaginação masculina a cada mão no joelho, agachadinha e remelexo gostoso, balançando a bundinha...
Hoje, o grupo se julga superior as demais bandas, explorando um tal de "bons tempos de volta... Sem baixaria" - como no anúncio (foto) , de uma festa que acontece neste sábado (3), em Camaçari -, a fim de ganhar aderência na cena do pagode baiano. Haja hipocrisia! Abra o olho, Luiza Maia! Como diria Cumpade Washington: "tchu tchu tchu pá".
