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Câncer de Gianecchini é raro e tem tratamento agressivo

Por Fernanda Figueiredo



 

Internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o início do mês, os exames do ator Reynaldo Gianecchini são preocupantes. Foi constatado que o galã possui um tipo de linfoma de células T — mais raro e agressivo que o tipo B (que corresponde a 80% desse tipo de câncer). Embora o prognóstico varie de acordo com outras características das células doentes, a medicina trabalha com uma média de 30% de taxa de cura (quando o paciente passa cinco anos sem ter qualquer retorno da doença após o fim do tratamento).



Victor Araújo, Diretor Médico do Centro Oncológico de Niterói, ressalta, porém, que o sucesso do tratamento varia muito de acordo com os subtipos, como condição clínica, o organismo, e a idade do paciente. “Como estamos falando de um paciente jovem, pode aumentar a chance de controle da doença. O que podemos dizer de concreto é que nesse tipo T não existem anticorpos específicos, como há para o tipo B. Mas isso varia muito. Então, temos que aumentar a dose da quimioterapia e, se for o caso, até fazer transplante de medula com material do próprio paciente para que ele suporte bem o tratamento. De qualquer forma, o tratamento necessita de um acompanhamento maior”, explica.



O tipo T do linfoma corresponde a menos de 10% dos casos, ao lado de um outro tipo também incomum, o NK. Além da falta de drogas poderosas, o tipo raro do câncer torna-se ainda mais difícil de tratar quando é descoberto em estágio avançado. Interndado, Reynaldo Gianecchini vem recebendo visitas de amigos e parentes nos últimos dias. O pai do ator também se trata de um câncer. As informações são da coluna "Retratos da Vida", do jornal "Extra".