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Deputada Luiza Maia dá bronca na Bronkka e nega apoio a gravação

Por Fernanda Figueiredo

Composição: Tiago Melo/Bahia Notícias

 

A banda "A Bronkka" escolheu o espaço Karrapyxo, em Camaçari, para fazer a gravação do primeiro DVD do grupo, que reunirá 20 faixas com seus maiores sucessos, que incluem o hit "Eu panho". Na letra, que versa "ela já foi solteira, já foi casada, já foi patricinha. Essa mulher é freteêra, essa mulher é gamada na minha. Ela num guenta ver o KaNNaRio de sunguinha. Ela sabe que eu sou é gostoso, essa mulher é parada na minha, porque... Eu paNHo, paNHo, paNHo, paNHo ela gostoso de jeito", há quem diga que não há nada de duplo sentido.


Em contato com a assessoria da banda, a coluna Holofote questionou o conteúdo de algumas canções da A Bronkka, que depreciariam a imagem da mulher. Imediatamente, a assessora Daniela Basílio saiu em defesa do seu cliente. "Não tem nada de duplo sentido. As músicas da banda A Bronkka falam da linguagem do gueto, nenhuma delas denigrem a imagem da mulher, não", justificou a assessora.


Questionada ainda sobre o projeto da deputada estadual Luiza Maia (PT), esposa do prefeito de Camaçari Luiz Caetano, que proíbe o poder público de dar apoio financeiro bandas ou grupos musicais cujas letras ofendam a figura da mulher, Daniela disse que a gravação do DVD na cidade não vai de encontro à proposta, até porque, "a própria Prefeitura de Camaçari está incentivando e apoiando o evento".


Como cada um tem sua forma de interpretar uma letra, a Holofote resolveu, então, entrar em contato com a própria deputada e ler o trecho de uma das músicas da banda "A Bronkka" para saber se o grupo se encaixava entre os "depreciadores da figura feminina". Ao terminar de "declamar o poema", o que se ouviu do outro lado da linha foi um "Misericóóórdia" de Luiza Maia."O conteúdo dessas músicas visam sempre colocar a mulher com o estereótipo de objeto sexual, de desvalorizar a mulher. Nós temos cérebro, temos inteligência", reivindicou a parlamentar, que não hesitou em criticar o material dos pagodeiros.


Logo, a coluna Holofote questionou o paradoxo: a banda canta músicas que o seu projeto pretende vetar e o seu marido estaria a apoiar e incentivar a gravação do DVD em Camaçari, segundo informações da assessoria do grupo? "Eu não acredito nisso, eu duvido muito, mas vou entrar em contato agora com os responsáveis pelos eventos aqui de Camaçari para saber essa informação, porque, inclusive, o prefeito Caetano é um parceiro muito meu nesse projeto e possui vários programas políticos de valorização da mulher", disse a petista prometendo voltar a entrar em contato com este site. Não sem antes contar que já ouviu falar "que essa banda incentiva a droga".


Após alguns minutos, Luiza Maia voltou a contatar a Holofote dizendo que havia falado com as duas pessoas responsáveis por eventos na cidade, Ivanildo e Bira Chinelli, e que eles disseram que a prefeitura ultimamente não tem realizado, incentivado ou apoiado nenhum evento na cidade. A esposa do prefeito ainda ressaltou que, em qualquer evento apoiado pela Prefeitura de Camaçari, a primeira coisa que vai estar no contrato é a proibição de músicas que depreciem a mulher.