Cibele Dorsa deixa carta aos pais antes de suposto suicídio
Por Fernanda Fahel

Antes de morrer, a atriz e escritora Cibele Dorsa deixou uma carta explicando para sua família o motivo de seu suposto suicídio. Na madrugada deste sábado (27), a moça teria se jogado do sétimo andar do prédio onde morava, no Morumbi, zona Sul de São Paulo.
Pouco antes de morrer, Cibele, de 36 anos, deixou um recado no Twitter. Com alguns erros de digitação, a escritora praticamente anunciou sua morte no microblog: “LMENTO, EU NÃO CONSEGUI SUPORTAE A MORTENOS MEUS BRAÇOS MAS, LUREI...ATE ONDE EU PUDE”, escreveu ela, se referindo ao falecido namorado, o apresentador Gilberto Scarpa.
Uma cópia do recado deixado por Cibele chegou as mãos da revista Caras, enviado pela própria atriz por e-mail, a um dos editores da publicação.
No texto, Cibele fala que viver se tornou doloroso para ela desde a morte de Gilberto, que caiu do mesmo prédio no dia 30 de janeiro deste ano. Ele comenta também sobre os filhos e faz acusações ao ex marido, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, com quem teve a filha Viviane, de 9 anos. Atualmente o rapaz está casado com a bilionária grega Athina Onassis.
Confira a carta, escrita com alguns erros de grafia e digitação:
"Viver sem o Gilberto é pra mim uma sobrevida desumana. De todos os homens que passaram por mim quem me fez mais mal foi sem dúvida alguma, o Doda, pai da filha que nem mais contato pude ter, e quem mais me fez bem, em vida, foi o Gilberto. Viver sem meus dois filhos e sem o amor da minha vida me dilacera por inteiro, é como se eu estivesse acordada passando por uma cirurgia cardíaca, sinto meu coração sendo cortado, um bisturi elétrico que não para nunca. Não aguento mais chorar, quando não estou soluçando de tanto chorar, fico com lágrimas calmas mas, elas não cessa, nunca! Não aguento mais viver, ou melhor, sobreviver. A comida não desce, sinto um nó na garganta, estou ficando cada dia mais magra, sinto minha pele se descolando do meu corpo. (...) Minha cabeça não consegue pesar menos que 10 toneladas, eu não tenho mais paz, a cena da morte do meu amor me atropela constantemente, lembro do corpo do Gilberto no meio da rua mas, os olhos estavam abertos e eu achei que ele pudesse me ouvir... Falei muito com ele acho que ele deve ter ouvido mas, falei tarde demais. Eu disse que me casaria, que teria o filho, que ele não poderia morrer, molhei o rosto dele de tantas lágrimas e, nada de conseguir que ele se salvasse. (...) Estou sofrendo mais dor agora do que quando sofri o acidente de carro. Agora não tem morfina, não tem nada que acalme essa dor, nada que faça parar essa sensação de perfuração no meu peito. Ainda por cima, o Doda parece nunca cansar de me humilhar, ele não se satisfará nunca mesmo. É o pior homem que já conheci em minha vida, um lobo em pele de cordeiro."