'Mulher que toma remédio para emagrecer é triste', diz Preta Gil
Por Fernanda Figueiredo

Em entrevistaà coluna de Mônica Bergamo, na "Folha de São Paulo", a cantora Preta Gil falou sobre a luta que travou com seu corpo para se encaixar no padrão de beleza ditado pela sociedade e contou que seu pai, o baiano Gilberto Gil era para ter sido gordo. "Não tenho a menor coragem (de fazer lipoaspiração). É um processo de automutilação grande. Hoje, olhando meu corpo, não tem nada aqui que de imediato vá resolver; as celulites da minha coxa não irão embora. Descobri que a vida não é imediatismo. Ela tem que ter regras, disciplina. Vou me alimentar melhor para ter energia. Eu sou gulosa. Meu pai também é guloso. Ele só é magro porque faz dieta barra pesada, é macrobiótico. E ele emagreceu 40 quilos quando foi preso, senão seria gordinho (risos)."
Outra coisa que Preta deixou no passado é o remédio para emagrecer. "É uma questão de ir se conhecendo como mulher e deixar de comprar as paranoias alheias. Demorou para eu me aceitar. Há uns quatro anos, a ficha caiu pra mim. A última vez que me vi magra demais tinha 58 quilos, 30 a menos que hoje. Eu era uma mulher anfetaminada. E mulher que toma remédio para emagrecer é triste, alterada emocionalmente. Quis tomar a rédea da minha vida nas mãos". Ao ser indagada se posaria nua, Preta se mostrou bem realista. "Acho que não. Essa fase passou. E não acredito que qualquer revista de nu feminino vá se arriscar a botar uma mulher real na capa."