Carnaval: e os blocos afro?
Por Rafael Albuquerque
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É visível que o carnaval de Salvador está se mostrando cada vez mais excludente. Só resistem os blocos que tem qualidade de atrações e principalmente grana, muita grana para investir.
Alguns blocos (de pagode, em geral) que outrora estavam ameaçados de falência, se uniram e formaram um “agregado de blocos”, ou melhor, dois blocos em um.
Os blocos afro também sofrem com a falta de verba, porém, é impensável a união de dois blocos afro; duas tradições singulares em uma só. Assim, esses blocos resistem o quanto podem, mas do jeito que está, daqui a algum tempo essas entidades serão extintas.
Todo carnaval é um “pegapacapá” para que a prefeitura de Salvador disponibilize verbas para os blocos que realmente representam a simbologia e o significado que tem a nossa terra e o nosso carnaval.
O Ylê, o Muzenza, o Malê Debalê, o Cortejo Afro e outros tantos estão cada vez mais necessitados de recursos para se manter, pois ao contrário dos grandes blocos de Salvador, eles não cobram o valor absurdo de mais de R$ 900,00 por uma fantasia.
Fica então uma observação à prefeitura para que olhe com mais atenção para essas entidades carnavalescas que só querem mostrar no carnaval um pouco da cultura negra que é quase totalmente esquecida durante todo o ano.
Em tempo: a equipe da coluna Holofote tentou entrar em contato com os blocos citados, porém, só conseguimos êxito com a assessoria do Ilê, que confirmou que até o momento a prefeitura não propôs nenhum tipo de apoio ou patrocínio ao bloco.
Imagem: Arquivo