Ex-amiga de Anamara fala dos barracos da ex-BBB e diz que ela tinha má fama em Juazeiro

"Anamara disse que, para ser uma boa policial, ela teria que matar alguém e essa pessoa era eu"
Coluna Holofote: Há quanto tempo você conhece Anamara?
Clarissa Grácia: Eu conheci a Anamara em dezembro de 2008.
CH: Vocês eram amigas?
CG: Na verdade, ela estudou com meu irmão e eles sempre mantinham contato: eles. Até que um certo dia ela foi na minha casa fazer uma visita a ele e ele não estava porque ele morava e estudava aqui em Salvador. E nesse dia, foi o dia do meu aniversário, então, eu estava numa energia boa e a gente conversou, porque ela estava com uns problemas e, por ser amiga de meu irmão, eu acabei atendendo ela bem, mas eu não pude dar muita atenção porque era meu aniversário. Só que, por educação, eu chamei ela para ir no meu aniversário mais tarde e ela foi. Assim, eu chamei ela por educação mesmo, porque eu não a conhecia, mas ela foi. Daí, a gente começou a manter um contato. Eventual, mas foi a partir daí.
CH: Ela disse durante o reality, que pagava sua passagem para você viajar com ela. É verdade?
CG: Assim, eu conheci ela em dezembro de 2008 e, em janeiro, eu vim para cá fazer enfermagem, aí, eu estava aqui no carnaval e, realmente, ela veio para o carnaval de Salvador e, inclusive, ela trabalhava como PFEM e a gente se viu aqui, entendeu? Mas eu morava aqui já, eu já estava aqui e não existiu isso, até porque, eu estava fazendo um evento, estava trabalhando também, então, eu só a vi um dia na avenida.
CH: Então, vocês não eram amigas?
CG: Não, de jeito nenhum, Até porque, foi muito rápido o contato. Eu fiquei um mês e meio, mais ou menos, lá em Juazeiro, com encontros eventuais. Então, eu não considero amizade, porque amizade se conquista com o tempo, tem que ter um tempo. Então, ela era uma conhecida, nem colega, porque foi muito rápido.
CH: Quando você começou a namorar o ex- de Anamara, ele ainda namorava com ela? Como foi essa história?
CG: Ela tinha um relacionamento com Marquinhos, só que era um relacionamento que ele nunca tinha assumido ela. Até porque, ele tinha uma namorada, mas sempre ficava com Anamara. Então, ele não era namorado dela, eles ficavam. Só que ficaram algum tempo e ficavam sempre. Mas eles eram ficantes, porque ele nunca assumiu ela, nem para a sociedade, nem para a família, nem pra ninguém. E eu já conhecia ele através dos meus irmãos e eu estava aqui em Salvador, ele veio para cá, e a gente começou a namorar.
CH: Mas você sabia que ele ficava com Anamara?
CG: Sabia. Mas ele veio para cá, começou a vir para Salvador e a gente começou a ficar. Só que eles não ficavam mais desde o carnaval de lá, desde fevereiro e nós começamos a ficar em maio e ele não estava mais, nem com ela e nem com a namorada.
CH: E de onde vem essa história de que você roubou o namorado dela?
CG: Porque assim: Anamara é meio que deslumbrada e lá em Juazeiro eu fazia comerciais, sempre participava de eventos e quando ela conseguiu se aproximar de mim, ela ficou encantada porque, tipo assim, ela tinha acesso a mim, aos meus amigos, então, ela fazuia de tudo para estar perto. Por exemplo, eu ia malhar e ela sempre sabia os horários que eu malhava para ir no mesmo horário para a gente se encontrar e aí ela ficou encantada comigo. Só que eu vim para Salvador e ela sempre foi meio que desequilibrada em relação a mim. Porque quando eu comecei a ficar com ele ela achou “pôxa, minha amiga”. Então, eu acho que, por ela ser deslumbrada, ela dizia que ela era minha amiga, então, eu acho que ela ficou magoada. E também pelo fato dele me assumir e não ficar, como era com ela. Porque nós começamos a namorar logo.

"Chegou um dia, eu estava num evento onde Marquinhos trabalhava e ela chegou, no meio do salão, puxou meus cabelos e me deu um tapa na cara"
CH: E você teve alguma conversa com ela para falar sobre o relacionamento que você tinha começado com o ficante dela?
CG: Eu comecei a ficar com ele aqui e, com uma semana, eu ia para Juazeiro, mas não deu para eu ir e, em cinco dias, ela ficou sabendo que a gente tinha ficado aqui, porque viram a gente no shopping, porque não foi escondido: eu era solteira e ele era solteiro.
CH: Quando Anamara soube, o que ela fez?
CG: Ela me ligou. Só que, quando ela me ligou, não deu nem para eu falar nada, porque ela já ligou gritando, xingando e eu estava na faculdade até, num seminário e eu disse: “Anamara, não precisa isso, tenha calma, que eu vou lhe explicar”, mas ela não ouvia e só fazia xingar, xingar. Então, não tinha como conversar.
CH: E essa história de que ela lhe perseguia?
CG: Então, a partir desse dia, eu não atendia mais as ligações dela e nem nenhum número que eu sabia que tinha ligação com ela. Ela começou a fazer conferências comigo através do número de outras pessoas e eu não podia desligar meu telefone, porque eu usava ele para trabalhos e eu dizia para ela “Anamara, por favor, eu estou na faculdade, respeite um pouquinho. Quando eu puder, eu ligo de volta” e ela não respeitava e eu acabava tendo que desligar meu celular. E meus pais moram em Juazeiro, então, eu sempre tenho que ir lá vê-los e sempre que eu ia, era aquela loucura.
CH: Que loucura?
CG: Ela já furou os quatro pneus do carro de Marquinhos, já seguiu a gente. A gente estava de carro e ela de moto, ela até levou uma queda, tem entrada dela pela SAMU, no dia 26 de maio do ano passado. Uma vez, eu estava num evento, na Feira Nacional de Agricultura e ela foi no meu stand, na frente de todas as pessoas, me agrediu verbalmente e eu tive que me retirar. Ela entrou no stand, batia nos vidros, teve que ser retirada pelos seguranças. No outro dia fez a mesma coisa e sempre que eu estava nos eventos e ela sempre ficava sabendo, porque nós tínhamos amigos em comum, então, ela ia atrás de mim, gritava, derrubava mesa e a gente sempre tinha que sair, a perseguição foi dessa forma.
CH: Você acha que, se você tivesse sentado e conversado com ela antes dela ficar sabendo por terceiros sobre esse relacionamento, teria sido diferente, como Lia, colega de confinamento de Anamara chegou a cogitar?
CG: Não. Assim, quando eu comecei a ficar com ele, eu questionei isso, não pelo fato de estar preocupada porque eu sabia que Anamara não era namorada dele e que eles não estavam ficando mais, mas ele me disse: “não, eu não fico com ela há 4 meses e não tem nada a ver você conversar com ela, eu fico com quem eu quiser”. Mas ele me falou que, se ela perguntasse ele iria dizer, então, eu disse a ele que ia deixar para ele falar com ela. E foi justamente ele quem comunicou à ela, porque ela ligou para ele.
CH: Vocês tiveram contato, ainda que rápido. Quando vocês conversavam, ela demonstrava sentir amor por ele?
CG: Olha, Anamara falava muito de Marquinhos e de outros ficantes, entendeu? Ela não falava só dele. E ela fala com qualquer pessoa, até porque, pelo BBB dá para ver que o perfil dela é de falar. Então, ela conversava comigo sobre os relacionamentos dela, como ela falaria para você se ela lhe conhecesse agora. Ela fala tudo da vida dela. Então, ela não falava só dele, ela falava da vida dela. Falava dele, da polícia, de outros ficantes, de gente que eu não posso nem citar o nome porque são comprometidas na cidade e são conhecidas...
CH: Agora, no BBB, ela disse que não lhe agrediu, que lhe deu apenas um empurrão...
CG: Ela me agrediu. Inclusive, num outro vídeo da casa, ela assume que me deu um tapa no rosto. Eu tenho até esse vídeo, porque eu tenho processos contra Anamara e eu peguei tudo isso, porque ela mesma está sendo minha testemunha a favor (risos). Então, ela me agrediu fisicamente e eu fiz corpo e delito e, além disso, eu tenho testemunhas, eu registrei queixa e eu já tinha registrado antes, por perseguição, por difamação. E era justamente esse meu medo, porque, como ela não tinha controle, eu sabia que ela podia chegar, realmente, a me agredir.
CH: E como foi essa agressão?
CG: Chegou um dia, eu estava num evento festivo lá em Juazeiro, onde Marquinhos até trabalhava e ela chegou, na frente de todo mundo, no meio do salão, puxou meus cabelos, ela gritava muito e aí foi quando ele me chamou para ir embora. Aí eu disse “de novo? Eu não estou na casa dela, não fui convidada por ela, não tenho nada a ver com Anamara para, todas as vezes, eu ter que me privar das coisas”. Então, eu estava sendo refém de Anamara. Aí, nós saímos e ela seguiu a gente e fora do clube já, ela veio e me deu um tapa na cara.
CH: Você tem medo de Anamara?
CG: Olha, na época que ela seguiu a gente, que levou a queda de moto, ela tinha comprado a moto recente e quando ela caiu – eu tenho várias pessoas que viram – ela disse: “é, me disseram que, para ser uma boa piloto, eu teria que levar uma queda. A queda eu já levei. E para eu ser uma boa policial, eu tenho que matar alguém e essa pessoa eu vou matar”. E aí perguntaram quem era essa pessoa e ela disse “é Clarissa”. Minha mãe ficou desesperada. Ela ficava “meu Deus, uma mulher dessa, descontrolada na minha porta”. E ela falava desaforo à minha mãe, uma pessoa idosa, que não precisava estar passando por isso, então, minha mãe ficava com receio, sempre me mandando ter cuidado quando fosse sair. E a gente não pode esquecer que ela tinha acesso a arma, então, eu ficava com receio.
CH: Anamara lhe acusa de tentar aparecer às custas dela. É verdade?
CG: Quem comentou no fato – eu nem queria que fosse a público, porque é a minha vida particular – dentro da casa foi ela. Então, mesmo ela não citando meu nome, isso já tinha ido para a mídia, porque, a partir do momento que ela estava em evidência, todo mundo vai atrás para saber da vida pessoal da pessoa, no caso, da vida dela. E, quando foram, descobriram que tinha isso tudo dela comigo na cidade.
CH: Mas a história começou antes mesmo dela entrar na casa, quando ela estava incomunicável no hotel...
CG: É, no caso foi dia 7. Ela ficou confinada no hotel desde o dia 5, mas os repórteres já estavam lá em Juazeiro, antes do dia 5 e, no dia 7, isso foi parar na mídia. Então, mesmo ela não citando meu nome, todo mundo sabia que era eu. Todo mundo do Brasil e, principalmente de lá de Juazeiro. Então, eu não iria, em nenhum momento, comentar porque eu acho que não tem nada a ver, é a minha vida particular. Então, ela comentou e eu acho que ela falou para tentar denegrir a minha imagem, fez isso de uma forma feia. Eu entendo até que ela mentiu porque era um jogo, mas não precisava tanto. Mas como veio dela, eu não fico nem surpresa, esse é o perfil de Anamara.
CH: E no dia que ela contou, ela estava bem emocionada e parecia ter muita mágoa...
CG: Não, nem acho que ela estava emocionada. Ela é aquilo. Ela tem até um poder, eu sempre disse isso, que ela tem um poder de fazer você acreditar nela. Então, ela faz uso do drama, ela é muito dramática.
CH: Como você descreveria sua ex-amiga?
CG: Ela é muito dramática, quando ela quer convencer as pessoas, ela enfatiza as coisas, ela se bate, ela chora e eu acho ela muito sem pudor.
CH: Como é sem pudor?
CG: É porque eu acho que mulher tem que ter pudor. Eu sou verdadeira por quê? Porque eu falo de sexo explícito? Falo de sexo abertamente? Eu não acho que isso seja você ser verdadeira. Eu acho que existem coisas que são suas, ninguém precisa saber. Eu, por exemplo, eu não quero saber da vida particular, do sexo de ninguém. Ela deve ser gente boa com os amigos dela, mas para mim, a imagem que ela passou foi essa. E eu nunca fui amiga de Anamara, até porque, meus conceitos sempre foram muito diferentes dos dela. A gente nunca teve senso comum, mesmo quando a gente tinha contato. Quando a gente conversava sobre um assunto, a gente nunca entrava em um acordo, porque meus conceitos são totalmente diferentes dos dela.

"Ela é aquilo ali: baixo astral, barraqueira. O dialeto dela é pobre"
CH: O que você achou da participação de Anamara no Big Brother Brasil?
CG: Olhe bem, eu assisti muito pouco. Agora, eu ficava sabendo de tudo, porque lá na cidade todo mundo assistia em paper view e os amigos sempre me ligavam “olha, ela acabou de falar em seu nome”. Mas eu acho que ela jogou bastante.
CH: Anamara foi ela mesma ou usou máscara?
CG: Ela é aquilo ali: baixo astral, porque as baixarias dela são daquele jeito, de discutir, de gritar, de querer ser a dona da verdade e dizer que só ela tem razão, ela é daquele jeito e assim, com certeza, tinha regras, porque ela não é controlada daquele jeito quando discute. Com certeza, chamaram a atenção dela, porque ela é de xingar mesmo, barraqueira, baixo-astral. Eu dizia que ela decorava os palavrões, porque ela falava tanto palavrão, eram uns cinquenta assim, tudo atrás do outro. O dialeto dela é bem pobre.
CH: E agora que Anamara não é mais policial, e você está colocando a boca na mídia, você tem medo dela? Você acha que ela pode continuar com essa perseguição?
CG: Partindo de Anamara, eu acredito em qualquer coisa. Eu tenho receio. Assim, eu queria mesmo era que ela me esquecesse, o que eu mais queria era isso: que ela continue seguindo a vida dela, que ela tente se dar bem, já que é isso que ela tanto quer, ela correu atrás, teve sorte, então, eu desejo que ela agarre essa oportunidade e viva a vida dela.
CH: Mas nas entrevistas dela, ela tem evitado falar de você. Será que ela já esqueceu, colocou um ponto final?
CG: Eu sei que ela está evitando falar de mim na mídia, mas eu já fiquei sabendo por amigos em comum que ela sempre fala de mim ainda, fica tentando me difamar, fica dizendo que eu estou querendo me aparecer. Aliás, a única coisa que ela tem para falar de mim é isso: que eu estou querendo me aparecer.
CH: E você está querendo aparecer?
CG: Não. Assim, eu trabalho com a minha imagem, então, logicamente que, quem trabalha com imagem está sempre querendo aparecer, isso é fato e eu não vou ser hipócrita de dizer que não. Se eu trabalho como modelo, trabalho em eventos, em receptivos, então, todo mundo que trabalha com isso quer aparecer. Mas eu não queria que fosse dessa forma, através de Anamara. Na verdade, eu não quero nem meu nome vinculado ao dela, porque eu não acho legal, porque eu tenho um perfil totalmente diferente do dela. Eu quero aparecer com meus méritos.
CH: Como Anamara tem sido vista em Juazeiro?
CG: Essa é uma coisa que eu acho interessante. Pessoas que sempre esculhambavam Anamara – porque ela sempre foi mal vista lá, tinha má fama – agora tratam ela como a queridinha, sabe? Então, agora que ela está em evidência, parece que está todo mundo querendo se aproveitar de alguma forma, tirar algum proveito. Agora ela é a queridinha, a direitinha, todo mundo esqueceu o passado dela, estão passando a mão pela cabeça e tentando tapar o sol com a peneira. Então, as pessoas, às vezes, são tipo a Anamara: deslumbradas. Porque ela está famosa, em evidência, aí esqueceram tudo.
CH: Você está lucrando algo com essa história toda?
CG: Não. É como eu lhe disse: eu não quero minha imagem relacionada à de Anamara, mas eu estou vivendo a minha vida independente dela. Agora, eu estou tendo que falar mesmo para me defender das acusações graves que ela fez a mim e isso é chato para mim, porque eu tenho família, eu tenho valores. Ela dizer, por exemplo, que me emprestava roupa?
CH: Não emprestava?
CG: Claro que não. Primeiro que o biótipo dela é totalmente diferente do meu e mesmo que fosse igual, eu não usaria as roupas dela, porque eu não gosto do estilo de roupa dela e ela pode até estar tendo roupa agora, mas ela sempre usava as mesmas roupas, então, ela nem tinha roupa para emprestar a ninguém e dinheiro, principalmente. Anamara não ajuda ninguém, nem a própria mãe e iria me ajudar?
Por Fernanda Figueiredo