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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

O Báck tem certeza de que "Lobo Mau" será a Música do carnaval e revela planos para estourar

Depois que a cantora Ivete Sangalo abraçou, o hit "Lobo Mau" virou uma febre na Bahia e no carnaval de Salvador não foi diferente. Artistas locais e de fora cantaram e dançaram ao som do hit que promete ser uma pedra no caminho de quem deseja muito o título de Melhor Música do Carnaval. Pelo menos, é o que garantem os autores da canção, Keno e Piscuila, dois irmãos que compõem a banda O Báck, que vem ganhando notoriedade depois de contar, de um jeito bem diferente, a história de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Aliás, pedra no caminho, não. Os meninos estão tão confiantes, que já disseram: "Quem leva (o título de Melhor Música do Carnaval) é 'Lobo Mau'. É certo isso aí". Conheça uma pouco mais dessa banda que promete dar muito o que falar, principalmente com essa polêmica história de pedofilia levantada pelo cantor Tatau.




"Rebolation é bom, mas 'Lobo Mau' é mais"

 

Coluna Holofote: Por que esse nome “O Báck”?
O Báck:
É que quando a gente formou a banda, a gente pensou logo em alguma coisa marcante, chocante, de impacto. Portanto, demos origem a esse nome: O Báck. “Bá, Bá”, entendeu?




CH: Como veio a formação da banda?
O Báck:
A banda surgiu da idéia de três irmãos, que tocavam em bandas diferentes. Dois na Saiddy Bamba e o outro na Pagodart. Então, nós resolvemos construir nosso próprio produto e aí fomos dando segmento ao trabalho, trabalhamos, elaboramos o projeto e, graças a Deus, deu certo e está aí na boca do povo. A banda já está com mais de dois anos.




CH: E essa música “Lobo Mau”, como veio?
O Báck:
A música é nossa. A gente fez na casa de vovó mesmo. Não tem a história da vovozinha? A gente fez lá na casa da nossa avó, na laje. A gente tomando aquela loirinha e aí veio a idéia: “vamos fazer aquela história que aconteceu há anos e que até hoje as mães contam para as crianças, os filhinhos?”. Aí, a gente juntou o lobo mau, a chapeuzinho vermelho, a vovozinha, colocamos a melodia em cima e rolou.




CH: Você esperava esse sucesso do hit?
O Báck:
A gente sabia que era uma música muito boa, entendeu? Mas não esperávamos que fosse ser esse sucesso todo, não. A gente só tem a agradecer a Deus, primeiramente; ao povo, que acolheu a música.




CH: Você atribui o sucesso dela ao fato da cantora Ivete Sangalo estar cantando e promovendo?
O Báck:
Isso. A Ivete Sangalo é uma grande musa e isso foi muito importante para a gente. E ficamos muito felizes por saber que ela não pensa só nela, só na banda dela... Ela pensa também nas outras bandas e eu fico muito feliz em saber que ela canta música de outras pessoas. E no verão sempre tem uma música de pagode que fica na boca do povo. E “Lobo Mau”, graças a Deus, estava na boca do povo e ela colocou no repertório dela, botou o mesmo arranjo da gente, tudo original e nós ficamos muito felizes. Porque ela pensou na coreografia, figurino, personagens, em tudo. Foi uma felicidade imensa.




CH: Mas e então, o sucesso veio a partir disso ou vocês já tinham caído no gosto do público?
O Báck:
A música já estava estourada, já estava bem encaminhada, mas aí Ivete deu aquele empurrão, sabe? Deu “o báck” também, no geral.




CH: Quando passou o especial do Festival de Verão, que foi nacional, colocaram Ivete cantando “Lobo Mau”. Como vocês estão fora da Bahia?
O Báck:
Olha, nossa agenda já está melhorando bastante, estamos com muitos shows já agendados para fora da Bahia e é isso aí.




CH: Mas vocês já fizeram alguma apresentação fora daqui?
O Báck:
Ainda não. Ainda vamos começar.




CH: Vocês gostariam que Ivete apadrinhasse a banda?
O Báck:
Ah! Nós iríamos ficar muito felizes e agradecer muito se ela apadrinhasse. Seria um sonho, porque Ivete é Ivete.




CH: Vocês acreditam que “Lobo Mau” pode ser a música do carnaval?
O Báck:
Só depende do povo. Se toda a galera votar na música, vai. Porque é o povo quem decide. Essa coisa de troféu não vem nem ao caso, mas vamos ficar felizes em saber que, para o povo, foi a música do carnaval. É isso que importa.




CH: Mas vocês acham que é um forte concorrente para as demais que estão no páreo?
O Báck:
Sim, é uma grande concorrente.




CH: E o Rebolation do Parangolé?
O Báck:
É bom, mas “Lobo Mau” é mais.




CH: Vocês acreditam que vão estar entre os indicados em uma das categorias do Troféu Dodô e Osmar?
O Báck:
Acreditamos muito nisso, porque é uma música que está na boca do povo, então, é merecido. A gente merece isso.




CH: Qual outra música vocês consideram forte concorrente neste carnaval?
O Báck:
Além do “Lobo Mau”, tem “Na Base do Beijo”, da própria Ivetona e o “Rebolation”, do Parangolé.




CH: Então, vocês acham que a disputa vai girar em torno dessas três?
O Báck:
Acreditamos que sim.




CH: E qual a aposta de vocês nesse “bolão”?
O Báck:
Quem leva é “Lobo Mau”. É certo isso aí.




CH: O Báck é banda de uma música só?
O Báck:
Não. Nosso show é bem irreverente, diversificado, com músicas não só nossas, mas de outras bandas e além da “Lobo Mau” tivemos outra música que estourou, que foi “Raspadinha”. “Raspadinha, raspadinha, raspadinha”...Tava na boca do povo também, no verão passado. Então não é banda de uma música só.




CH: O carnaval acabou. O que vocês acham que vai acontecer agora? Porque tem bandas que fazem sucesso no carnaval e depois desaparecem...
O Báck:
A gente não vai desaparecer, não. Estamos cheios de projetos, no segundo semestre vamos gravar nosso DVD, um DVD com uma estrutura maravilhosa, músicas novas, inclusive com a música do “Abará”, que traz essa coisa de comida típica, resgata essa história, é uma música bem gostosa, que a galera vai abraçar, porque é uma música do povo mesmo. Tem os ensaios que nós queremos fazer também, então, não vamos desaparecer não.
 



Por Fernanda Figueiredo