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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Michel Telles - Colunista Social

Nesta entrevista, o Colunista Michel Telles fala sobre sua polêmica saída da Nova Salvador FM, sobre seu ressentimento com a direção da rádio, do convite que recebeu da Rádio Metrópole e de um programa que deverá apresentar numa TV fechada. Telles também conta um pouco de sua trajetória e de algumas curiosidades que rolam na alta sociedade. Confira abaixo a entrevista exclusiva com um dos colunistas mais queridos e badalados da Bahia: 

Coluna Holofote: Você já passou por diversas rádios de Salvador, mas quando e por que você decidiu ser colunista? Conta um pouco de sua trajetória.
Michel Telles: Comecei a trabalhar na rádio Clube de Salvador com oito anos de idade. Anunciava o horóscopo do dia. Pode acreditar! Na época, estudava no Colégio Salesiano. O radialista era Léo Silveira (que foi casado com Tia Arilma). Depois passei pela Cultura AM e comecei a fazer parte do Programa de Big Ben (famoso Waldir Serrão - melhor amigo de Raul Seixas). Quando completei o segundo grau, arrumei minhas malas e me mandei para São Paulo. Minha família era contra e me virei com o pouco dinheiro que tinha na poupança. Passei anos e anos comendo “miojo” e o famoso cachorro quente da Av. Paulista. Em Sampa, tive o apoio de Nelson Rubens, que atualmente apresenta o TV Fama. Consegui entrar na Faculdade São Judas Tadeu  e por sorte fui contratado para trabalhar na Agência BG Produções, que comandava os grandes rodeios do Brasil. Aí comecei a ter uma vida melhor em terras paulistas. Comprei um carro zero e aluguei um flat. A partir de então, acabei assinando várias colunas em São Paulo sobre a Bahia. Isso porque o axé music estava com a bola toda.

CH: A última rádio em que você apresentou seu programa, o Balacobako, foi a Nova Salvador FM. Por que você foi demitido?
MT:
Não fui demitido, porque não tinha vínculo empregatício com a rádio. Simplesmente, a emissora não cumpriu o contrato. Estava há cinco anos na Itaparica Fm e sai a convite de Diogo Medrado e Mauricio Habib, que em seguida trocou a Nova Salvador pela Bahia Fm.

CH: Segundo a direção da rádio, seu programa não dava audiência, apesar de receber muitas ligações. Isso é verdade?
MT:
É mentira. Se não desse audiência, a rádio cairia no ibope. E no período que eu estava lá, não caiu. Durante toda a programação, o Balacobako era o mais popular. As ligações, que este site chegou a publicar, demonstravam isso. E olha que antes de mim, tinha a voz do Brasil. Entrava às 20 horas.  O importante é que independente de audiência ou ligações, existia um contrato e nada foi cumprido.

CH: Você tem algum ressentimento com a direção da Nova Salvador?
MT:
Fiquei chateado com a falta de profissionalismo da direção. Só que independente do acontecido, tenho um carinho muito grande por todos. Principalmente por Diogo, que é uma pessoa que ainda não caiu no “veneno” do mercado, apesar de não ter jogado limpo comigo. Acho que eu merecia respeito! E ele sabe que sempre tive a maior consideração por ele.

CH: Foi comentado que você se ofereceu para apresentar o Balacobako na Bahia FM, mas a direção informou que já tinha Osmar Martins, o Marrom. Essa informação procede?
MT:
Loucura isso. Marrom é meu amigo e nossos estilos são completamente diferentes. Esse boato surgiu porque eu sou amigo de Maurício Habib e de Paula Magalhães, que é uma das herdeiras da Rede Bahia.  E logo quando soube da minha saída, Maurício Habib, preocupado com a minha pessoa, me ligou e na hora tinha muitas pessoas próximas que viram a chamada.

CH: Por que seu programa ainda não voltou para o rádio? Você acha que as portas estão fechadas para esse segmento de programa?
MT:
De jeito nenhum! Em breve haverá uma grande festa para anunciar a minha nova casa. Muitas pessoas vão tomar um choque. Não estou com pressa. Se eu dependesse de rádio para sobreviver, morreria de fome. Faço rádio por amor. Acredite! Gosto do contato com o povão. Estou sentindo muita falta.

CH: E na TV, como anda as gravações para o Bom D+?
MT:
Tudo de bom! A audiência está bombando e a direção está bastante satisfeita.

CH: Você trabalhou na transmissão do carnaval de Salvador para vários países pela Record internacional. Houve algum interesse por parte da emissora em te contratar para apresentar um programa?
MT: Até o momento eles não falaram nada. Soube ontem que eles me querem no Carnaval de 2009. Foi um pedido da direção geral da emissora. Fiquei feliz.

CH: O que você acha dos programas direcionados ao entretenimento em Salvador? Falta qualidade ou até mesmo profissionalismo?
MT:
Não vou ser falso e dizer que dinheiro não é bom. O problema é que os programas se preocupam mais com o financeiro. Qualidade e profissionalismo sempre ficam em último lugar. 

CH: É verdade que Mário Kertész te convidou para apresentar um programa na rádio Metrópole? Por que isso não aconteceu ainda?
MT:
Ainda na Nova Salvador FM, fui convidado para participar do programa Roda Baiana, que é exibido na Metrópole FM, de Mário Kertész. Daí rolou o boato, devido ao sucesso da minha entrevista, que a pedidos teve que ser reprisada. Mário estava viajando quando soube da minha saída da Nova Salvador. De Paris, ele solicitou a sua produção que agendasse um bate-papo no Jornal do Meio-dia. E ele me recebeu muito bem. O lance é que meu programa é muito musical e a Metrópole tem um segmento jornalístico. Na época, cheguei a mandar o projeto de meu programa para seu filho Chico Kertész, que, apesar de jovem, é muito competente. Só que não voltamos a conversar.

CH: Além do rádio, você também escreve para a Tribuna da Bahia e para seu site, o Balacobako. Por que nesses veículos você se dedica ao colunismo social, mas enfocando o eixo Rio-São Paulo?
MT:
Graças a Deus eu tenho trânsito livre no eixo Rio-São Paulo. E muitas amizades no exterior.  E isso me ajuda muito. Se eu ficar estacionado no mundinho do colunismo baiano, minha coluna seria puro release. Tô fora!  Sou ávido por novidades.

CH: Para um colunista social é fundamental circular na alta sociedade. Quais são suas relações nesse sentido? Suas fontes são de lá de dentro mesmo?
MT:
Em todo lugar você tem que saber entrar e sair.  Em relação as fontes, além das socialites, que amam um tititi, os garçons são os meus maiores informantes.

CH: Você recentemente disse que um ator famoso veio ao carnaval de Salvador e “deu em cima” de um taxista. Como você conseguiu essa informação indiscreta?
MT:
De um funcionário do hotel que o famoso estava hospedado.

CH: Você faz questão de dizer que freqüenta do “lixo ao luxo”. Por que isso?
MT:
Porque tem muitos colunistas que se acham 'bala que matou Kennedy'.  Eu não sou igual a eles. Quem me conhece sabe. Às vezes essas criaturas não têm água na geladeira, e quando aparecem numa festa boca-livre exigem champanhota francesa. Eu não tolero essas futilidades.

CH: Você recentemente deu uma nova denominação à sigla VIP. Você se considera um VIP?
MT:
Eu? Me considero um ser humano comum como qualquer outro. Muitos viajam na maionese. Eu posso até viajar. Só que quando chego em casa me olho no espelho. E volto a minha realidade!

CH: Quem já escutou seu programa pode perceber que você é muito querido pelos seus ouvintes. Como você lida com esse público?
MT:
De igual pra igual. Freqüento a casa dos meus ouvintes. Vou às homenagens que eles armam para mim e não perco um agito. Sempre sou muito bem recebido. Outro dia, quase mil pessoas estavam me esperando um dia antes do natal no bairro de Ilha Amarela no Subúrbio Ferroviário.  Eu tenho certeza que eles me amam sem nenhum interesse. Não entrego dinheiro e nem presentes valiosos.

CH: Para finalizar, quais são seus projetos futuros? Soube que tem uma proposta para TV, é verdade?
MT:
Estou nos preparativos para estréia do meu programa de rádio, que acontece em julho. Vamos deixar passar o São João. Recebi uma proposta de um canal fechado que passa em todo Brasil. Só posso dizer que serão oito homens, cada um com um perfil diferente. Gravei o piloto e a direção adorou. A previsão de estréia será em setembro. Aguardem! Tudo está entregue nas mãos do Senhor Jesus.

Por Rafael Albuquerque