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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Licia Fabio diz porque tirou o axé do seu Reveillon e revela vontade de trabalhar com Ivete

A gordura, ou melhor, a falta dela, não alterou em nada no bom humor e na forma descontraída de levar a vida. Uma das maiores promoters do Brasil se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago e já não é mais a promoter “mais gorda” da Bahia, como ela se auto-intitulava. Mais magra, Licia Fabio concedeu esta entrevista à Coluna Holofote e com muita humildade e até modéstia, ela contou como começou a produzir festas na cidade, os promoters em quem ela se inspira e admira o trabalho e comentou sobre a suposta rivalidade entre ela e Ildázio Jr. Mas a Coluna foi além e quis saber, também, se a promoter que organiza os eventos e camarotes de Daniela Mercury tem vontade de trabalhar com mais algum artista da terrinha e o primeiro nome mencionado por Licia você consegue imaginar o de quem foi? Licia conversou também sobre o rompimento da sua parceria com a ex-sócia Nil Pereira e explicou porque apostou em Djs, ao invés de bandas de axé no cast do seu Reveillon esse ano. Licia explica porque tirou os cantores da Bahia e revela o que o público pode esperar do Reveillon do Sol Nascente neste ano, além do requinte, que já é marca do nome Licia Fabio. Confira!


"A dificuldade que a gente tinha muito na produção do Camarote de Daniela Mercury era a de conseguir patrocínios"




CH: Você é uma das maiores promoters do Brasil. De onde você acha que veio esse “título”?
LF:
Isso aí é bondade das pessoas, mas eu acho que o tempo também conta, porque a gente já está aqui há tanto tempo fazendo essa coisa de eventos, promovendo produtos, lugares, então, esse título acaba vindo, mas é um título de bondade.


CH: Na Bahia, dizem que só dá você. Você se considera a maior promoter da Bahia?
LF:
Não, o que é isso... Eu era até a mais gorda, mas a maior não.



CH: Você tem alguma referência aqui, alguém que você admire o trabalho e se inspire?
LF:
Olha, aqui tem grandes profissionais na área de eventos. A gente tem Marta Góes, que faz isso muito bem; Tem uma menina, uma produtora que eu gosta muito, que é Sônia Mota; tem Milton Martinelli, que é um grande nome. Então, tem muita gente.



CH: Você tem alguma rivalidade com Ildázio Jr.?
LF:
Ah, não pode ser. Ildázio é um grande profissional! É um jovem talentoso e eu não sei nem se a gente faz as mesmas coisas, entendeu? A gente faz coisas diferentes. Eu não faço rádio e isso Ildázio faz muito bem; eu não tenho a beleza de Ildázio, então, o que é isso? Ele é um grande profissional, um querido, uma pessoa que a Bahia inteira gosta, entendeu? Então, a gente se fala, a gente se dá super bem e, inclusive, nos vemos no dia-a-dia, a gente sempre se encontra. Ildázio é uma pessoa por quem eu tenho muito respeito.



CH: Licia Fabio é sinônimo de requinte. Você não gosta de trabalhar para um público mais popular?
LF:
Eu adoro. Adoro. E eu faço algumas coisas. Quando eu faço alguns eventos para empresas mesmo, eu trabalho voltada para esse público e gosto muito de fazer. Agora mesmo com essa coisa de construtora, eu estou tendo o prazer de estar realizando muitas coisas nesse sentido popular. Eu estou super feliz com isso e, também, muito agradecida primeiro porque eu sou uma pessoa popular também, eu sou do povo, então, eu fico super feliz com isso.



CH: Você faz o Camarote de Daniela Mercury no carnaval há mais de 10 anos. Qual a sua maior dificuldade?
LF:
Olha, nós fazemos o camarote de Daniela há 15 anos. E a dificuldade que a gente tinha muito era a de conseguir patrocínios. Agora nós tivemos um casamento feliz com a revista Contigo e ela está administrando essa coisa de buscar os patrocínios e acho que eles estão conseguindo vender todas as cotas. Pelo que eu sei, hoje já estão todas vendidas. Porque eles só vão somar se juntando a uma pessoa de talento como Daniela.



CH: Você é fã de Daniela?
LF:
Eu sou. Daniela é minha amiga, nós não temos só uma relação de patrão e empregado, temos uma relação muito querida.



CH: Mas você curte a artista Daniela Mercury?
LF:
Sim, adoro. Eu gosto muito dela, acho ela um talento, sempre saiu em revistas de qualidade, importantes, eu sou fã mesmo dela.



CH: Existe algum outro artista da Bahia com quem você deseja trabalhar?
LF:
Todos. Ivete Sangalo mesmo, né? (risos); tem a Claudia Leitte, também, que é maravilhosa; eu já tive a oportunidade de fazer alguns trabalhos também com o Chiclete com Banana; tem o Durval também, né? Com aquela virtuosidade que eu adoro muito; a Margareth, que a gente está sempre fazendo alguma coisa juntos; o Olodum; o Ilê Aiyê, que é o máximo dos máximos na Bahia. Então, a gente está sempre procurando esse pessoal, é como se diz popularmente, a gente está sempre se oferecendo mesmo, né?



CH: Estão surgindo vários cursos voltados para promoters na Bahia. Como está esse mercado atualmente?
LF:
Eu acho isso muito legal, porque eu sou o tipo de pessoa que acha que as pessoas têm que ser muito curiosas, porque é a curiosidade que leva a gente para a frente, então, eu acho esses cursos super bacanas para quem tem interesse nessa área, porque isso é um enriquecimento e eu imagino que todos estes cursos tenham bom conteúdo e que o aluno sai de lá sabendo mais, que é isso que a gente tenta fazer todo dia.



CH: Mas você acredita que o mercado tem espaço para esses novos profissionais?
LF:
Tem, tem sim. Até porque, eu acho que essa é uma área muito nova. Agora, é óbvio que tem gente que chega e vai ficar e outros vão passar, mas eu acho que isso traz um espírito de renovação muito grande para essa área. E não está saturado, não. Porque uns vão para a área de promoção de eventos culturais; outros empresariais; sociais; áreas de casamento; de lançamento de produtos, então, é uma área muito vasta e cada um vai se especializando de acordo com a sua identificação, entendeu?



CH: Você tem anos de parceria com Nil Pereira. De repente, a sociedade se desfez. Por que essa ruptura?
LF:
Ah! Sociedade é assim mesmo, é como casamento: uns duram a vida toda, outros não duram. A gente não durou.



CH: Mas vocês continuam a amizade?
LF:
Sim, somos amigas há muitos anos e de sociedade, nós ficamos 16 anos juntas e isso acabou com o tempo. O tempo, o tempo é danado.



CH: Sem um braço direito, como era Nil, as coisas estão mais difíceis para você organizar?
LF:
Não, não. A gente já tinha outras pessoas aqui dentro da empresa, que estão aqui somando junto com a gente do mesmo jeito que ela somava.




"Eu continuo a mesma, magra ou gorda, eu continuo sendo feliz"



CH: Você estava fazendo o Reveillon das Águas com a apresentação de Margareth Menezes, Chiclete com Banana. Esse ano só vai ter DJ. Por que tirou as de bandas de axé?
LF:
Porque a gente começou fazendo o Reveillon com DJ. Depois foi que a gente achou que deveria mudar e colocamos Simone Moreno. Daí, a gente viu que o pessoal tinha gostado e fizemos dois anos com o Chiclete com Banana, um com Daniela Mercury, fizemos com Zeca Pagodinho e Margareth e agora a gente tornou a fazer com DJ, que está em alta.



CH: Você acredita que isso possa lhe prejudicar este ano com o Reveillon do Sol Nascente?
LF:
Não, de jeito nenhum. A aceitação do público é a melhor possível, as vendas estão boas, a gente está vendendo direitinho.



CH: O que o público pode esperar do Reveillon de Licia Fabio na virada deste ano?
LF:
Este ano nós estamos incorporando dois restaurantes dali, que é o Soho e o Lafayete, em nossa festa. Nós vamos usar o estacionamento e a Marina também sofreu reforma, então, nós, graças a Deus, estamos satisfeitos. E as pessoas podem saber que não vai faltar energia, profissionalismo e uma decoração deslumbrante, tudo que tem a marca Licia Fabio.



CH: Licia Fabio está cada dia mais magra. Você não acha que isso pode acabar lhe prejudicando, já que sua imagem sempre esteve atrelada a de uma pessoa mais rechonchuda, estilo Faustão?
LF:
Não, de jeito nenhum. Eu não sou uma boneca. Gente, a gordura estava prejudicando até a minha locomoção, me causando dores no joelho e isso aí é saúde, né? A gente não vai morrer para... A gente tem que buscar é saúde e agora que as pessoas estão vivendo mais, eu quero buscar isso. Mas eu continuo a mesma, magra ou gorda, eu continuo sendo feliz.



Por Fernanda Figueiredo



Coluna Holofote: Quando você começou a produzir festas na cidade?
Licia Fabio:
Eu comecei a produzir festas depois que eu conheci Washington Olivetto. Ele vinha muito para cá e ele começou a se interessar em algumas coisas para colocar em publicidade e aí eu fui começando a fazer isso e pronto: eu vi que levava um pouquinho de jeito. E disso eu entrei de cabeça e fui, fui, fui e estou até hoje aqui aprendendo.