Locutora sonha em ter um programa de TV e revela já ter entrevistado um "cavalo"
Assim como 'quem não quer nada', a ex-professora e jogadora de vôlei se inseriu no meio da comunicação simplesmente por ter o dom de ser comunicativa. Quando menos esperava, já estava completamente envolvida com o negócio e, hoje, Ana Paula Farias não vive mais sem a comunicação e vice-versa. Dona de um carisma incontestável, Ana Paula trabalhou por nove anos ao lado do público classe A, mas foi com o povão que ela se identificou e jura que não quer mais largar. Ela se considera uma repórter do povo. Faz reportagens para o programa Bom D+, de Scheila Carvalho na TV Itapoan, é locutora da TUDO FM e trabalha no Se Liga Bocão na Itapoan FM. Ana confessou que quer ter um programa só dela e não pretende parar como apresentadora. Saiba mais sobre Ana Paula Farias, que ainda vai dar muito o que falar na cidade!
CH: Como você se inseriu nesse meio?
Ana Paula: Na verdade, eu jogava vôlei; achei que fosse fazer Educação Física. Fazia vestibular para Educação Física e tomava pau direto. Então, minha mãe mandou eu ir ensinar porque eu já dava banca em casa. Confesso que, na época, achei a idéia boa e fiz magistério. Dava aula em colégio e tudo, só que um dia cheguei a conclusão que realmente queria era estudar comunicação, porque sempre fui muito comunicativa, desde criança. Fiz vestibular para Publicidade e Propaganda, passei na Católica e meu professor de vôlei comentou comigo que a rádio Transamérica estava chamando estagiários de Comunicação. Daí fui fazer um teste, mas não para a área de Comunicação. Eu comecei fazendo eventos.
CH: E como você começou a trabalhar como locutora lá?
AP: Eu fazia o transpedágio, blitz, lavava carros e aí, numa dessas, o locutor do evento faltou. “E agora? Quem é que vai fazer o flash? Coloca Ana Paula que Ana Paula é gaiata”, a galera falou. Quando colocou, a diretora da rádio na época, Inês Almeida, adorou e disse “eu quero ela fazendo aí” e eu comecei. Passei nove anos na Transamérica fazendo locução, vários programas, fui locutora oficial da rádio, tive um programa de axé, enfim, minha vida mesmo foi na rádio Transamérica. Foi lá que conheci, inclusive, Zé Eduardo, que até hoje vem sendo uma pessoa muito importante na minha vida. Quando Zé chegou na Transamérica, eu passei a ser produtora dele e ele começou a exigir de mim. Então, graças a ele, fui produtora, repórter, e até hoje estou sempre com ele. Além disso, estou também com Varela. Então, para mim, é um privilégio estar ao lado dos dois grandes comunicadores populares da Bahia.
CH: Por que você saiu da Transamérica? Houve alguma briga?
AP: Que briga, que nada. Eu saí porque não deu para conciliar. Porque surgiu uma oportunidade para ser repórter na TV Itapoan, no programa “Tudo a Ver”. Inclusive quem me indicou para o jornalismo da TV foi Érica Saraiva, aí estava tendo um teste e eu resolvi fazer. Eu fui passando nas etapas e não sabia que estava concorrendo com outras pessoas, não. Acabei que fui a escolhida e não deu mais para conciliar rádio Transamérica com a TV. Eu tinha que escolher: ou ficar na rádio ou ir para a TV.
CH: E por que você escolheu a TV?
AP: Porque eu já tinha ficado muito tempo na rádio e eu queria fazer uma coisa nova.
CH: Mas e a oferta? Também não foi melhor?
AP: Eu não fui pela oferta, não. Até porque na TV Itapoan eu ia ganhar menos. Foi por uma questão de escolha profissional mesmo.
CH: Você citou o nome de Érica Saraiva. Qual a sua relação com ela?
AP: Eu conheci Érica na Transamérica, cheguei até a ser produtora dela lá na época. Inclusive ela já me indicou até para trabalhar no Portal Terra no Carnaval e me indicou para o diretor de jornalismo da Tv Itapoan para fazer um teste d repórter no "Tudo a Ver".
CH: Você se considera uma repórter do povo?
AP: Hoje eu acho que sim. Até um certo tempo eu achava que era segmentada para a classe A. Sabe por quê? Porque eu trabalhava numa rádio que tinha um perfil de pessoas tidas como classe A. No entanto, depois que fui para a 104FM, comecei a trabalhar com Zé Eduardo e com esse modelo de programa que envolve denúncias, estando hoje na TV Itapoan, que é uma TV de povão, me considero uma comunicadora popular. Estou na Tudo FM também, antes da Tudo passei pela Sucesso FM, portanto me considero uma repórter do povo, sim, e adoro.
CH: Você trocou a rádio Sucesso FM para assumir a locução na Tudo FM. A proposta da Tudo foi melhor?
AP: Foi melhor. Mas não só a oferta. O perfil para mim era melhor, a oportunidade também, porque aqui eu estou tendo mais visibilidade.
CH: Na época que você estava na Sucesso FM surgiram rumores de que a rádio não estava pagando. É verdade?
AP: Mentira. Recebi tudo direitinho, saí de lá e recebi todos os meus tempos, tudo certinho. Pelo menos, comigo, eles foram corretos. Até então, pagavam direitinho.
CH: Você teve algum receio em assumir um projeto novo como foi o da Tudo FM?
AP: Não, não tive. Porque eu já vinha acompanhando os projetos de Ricardo Luzbel. Não é de hoje que eu acompanho ele; vi o projeto do site Bahia Notícias pequenininho e atualmente o Bahia Notícia é enorme. Então, ele é um cara que corre atrás. Acreditava que o grupo é bom, a proposta da grade era muito boa, ia ter Varela e todo esse pessoal fera que está aqui na rádio, então, pensei em me jogar. E hoje confesso que estou super feliz, adoro trabalhar aqui, e inclusive estou tendo mais contato com as pessoas porque a rádio é popular.
CH: E como está a aceitação do público com o seu programa na Tudo FM?
AP: Eu sinto que o público está gostando, aceitando. Tanto aqui na participação dos ouvintes, quanto por e-mails. Os ouvintes mandam e-mails, participam, ligam. O carinho deles comigo você precebe, porque eles brincam, mandam beijo e eu gosto disso, adoro me sentir perto deles. Então, eu nem sei quem é que está falando comigo, mas tem ouvinte que vem aqui, traz presente, brinca, é massa. Eu adoro isso aqui.
CH: Você vive dizendo que gosta de pagode. Isso não é marketing para agradar o povão?
AP: Nada. Eu gosto, gosto mesmo de pagode. Não é marketing, não. Eu gostava de dançar, sempre gostei de dançar. Agora, assim, eu falo isso direto aqui na rádio: eu gosto de pagode legal, tipo Parangolé, Harmonia do Samba. Os pagodes que tocam música realmente de baixo nível eu não gosto, mas que eu gosto de pagode, eu gosto. Pode me chamar de pagodeira, de axezeira, porque eu também amo axé. Na verdade, só não gosto muito de rock.
CH: Você tem pretensão de assumir um programa de auditório na TV Itapoan, já que até agora você apenas fez reportagens para Scheila Carvalho?
AP: Pretendo, assim que tiver outra oportunidade, porque quando entrei na tv fui para ser reporter e acabei virando apresentadora do Tudo a Ver, que era um programa que acontecia antes do Bom Demais. Durou quase um ano, e acabou. Hoje faço reportagens para o Bom Demais e Se Liga Bocão. Mas assim que surgir, eu estou na área.
CH: Mas existe algum projeto já em vista, ou em andamento?
AP: Por enquanto, não. Mas eu quero. Se surgir a oportunidade de apresentar um programa, dee preferência voltado para o povo...
"Fábio Júnior é um pedaço de cavalo"
CH: Em suas andanças por aí, sempre entrevistando artistas, você já entrevistou um “mala” que você não foi com a cara?
AP: Já. Já entrevistei um super mal educado: Fábio Júnior. Se eu pudesse, eu pegava o microfone na hora e dizia “filho, muito obrigada, viu? Não quero lhe entrevistar, não. Tchau”. Porque ele foi super grosso com a gente, mal educado, um pedaço de cavalo. Então, foi um cara que eu odiei entrevistar.
CH: E daqui da Bahia? Já teve algum?
AP: Olha, eu não costumo ter problemas com os artistas daqui, não. Pelo contrário, eles são sempre simpáticos, sempre atenciosos. Daqui da Bahia, eu não tenho queixa de nenhum artista. Até então, não. E olhe que eu já entrevistei foi gente.
CH: Há algum tempo você apresentava alguns eventos na cidade. Era uma espécie de “bico”?
AP: Era. Era um bico para ganhar mais um pouquinho, mas também porque eu gostava de fazer.
CH: Se te chamassem para apresentar um desses eventos hoje você iria?
AP: Aí depende, viu? Porque atualmente trabalho de domingo a domingo, sem parar. Para fazer um negócio desses hoje só se fosse por uma grana legal. Mas tenho vontade de fazer um evento grande. Vai ter esse show de Zezé Di Camargo e a TUDO FM vai estar participando. Você acha que, se me convidassem, eu não ia querer ir? Claro que eu gostaria de estar lá em nome da Tudo FM, da TV. Agora, eu gosto de apresentar.
CH: Sempre que tem uma oportunidade você canta e dança. Você tem vontade de ser cantora?
AP: Dizem que todo locutor tem mania de ser cantor. Confesso a você que, de vez em quando, quando vejo na Coluna Holofote as notícias de que banda tal está precisando de uma cantora para fazer um teste, eu fico “pô, eu acho que eu vou fazer um teste” porque todo mundo fala que tenho jeito e voz e eu adoro palco. Quando vejo as cantoras confesso que dá vontade, eu gostaria.
CH: E sobre esse alongamento que você fez no cabelo. Você não estava satisfeita com o visual do cabelo curtinho, não?
AP: Eu tenho mania de mudar. Isso foi no São João. Quando comecei a apresentar o programa “Ao Pé da Fogueira” pela TV Itapoan, a menina apareceu lá, tinha feito o alongamento também e eu achei massa e resolvi apresentar o São João com o cabelo grande. Terminou, mas me deu vontade de ficar mais um pouquinho com ele. Depois eu corto, sei lá, eu gosto é de mudar. Gosto de ser loira, de ser morena, depende do meu estado de espírito.
Por Fernanda Figueiredo