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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Sócio do Salvador Fest diz o que faltou na festa e explica porque deixou a Piatã FM fora do evento

Wilson Kraychete é um dos maiores empresários do mercado de entretenimento em Salvador, à frente da Salvador Produções. Ao lado de seu sócio Marcelo Brito, Wilsinho, como é conhecido no meio, promove grandes eventos que movimentam a cidade, voltado, especialmente para o público popular. Nesta entrevista concedida à Coluna Holofote, Wilsinho revela que fazer festa para o povo é muito mais rentável do que direcionar para a elite. Wilsinho também falou da megaestrutura da 5ª edição do Salvador Fest e revelou o que faltou na maior festa de camisa colorida do mundo este ano. Também foi a esta Coluna que o empresário revelou, com exclusividade, o que está preparando para a 6ª edição do Salvador Fest. E mais: Wilsinho comenta resultado da enquete da Holofote e explica porque deixou a rádio que toca pagode de fora da maior festa de pagode da cidade. Confira!


"Hoje, o Salvador Fest é o carro-chefe da Salvador Produções"



Coluna Holofote: Como é que está o mercado de entretenimento em Salvador?
Wilson Kraychete:
Olha, o mercado mais estável em entretenimento hoje, é o mercado popular. Tanto é que a Salvador Produções está voltada mais para festas populares do que para festas elitizadas. Porque é o povo que ouve rádio e hoje, quem mais toca em rádio são os artistas populares. É samba, é pagode... Axé toca, mas é mais sazonal, não toca o ano inteiro como tocam essas bandas de pagode.



CH: E a questão do poder aquisitivo desse público? Isso não interfere na venda dos ingressos?
WK:
Não. Não existe essa dificuldade. Eles guardam o dinheiro deles, porque geralmente eles ficam sabendo da festa três meses antes e aí vão juntando. E eu lhe digo: a festa mais fantástica que a gente pode fazer é a festa para o povo, porque não dá confusão, eles são super ordeiros, sabe? É fantástico! A gente está adorando fazer festa para esse segmento.



CH: Em sua opinião, a que se deve essa carência de casas de show em Salvador?
WK:
Primeiro porque a gente tem uma dificuldade muito grande de espaço em Salvador para fazer uma casa de show. Porque tem que ser em um lugar que tenha a liberação de todos os órgãos: do Ministério Público e por aí vai para que no futuro não se tenha uma casa com problemas com o som, no ambiente, em trânsito. Então, existe toda essa dificuldade. Nesse momento, está sendo feito um estudo de viabilidade para a construção de uma casa de show. Quem propôs isso foi até o Ministério Público, a Coordenadora do Ministério Público propôs um estudo e se juntou com a Associação dos Produtores de Axé (APA).



CH: E os empresários em geral, você não acha que falta interesse da parte deles em investir numa casa de shows?
WK:
Não, de jeito nenhum. Você vê que a própria Ivete Sangalo toda hora fala da vontade dela em construir uma casa de show, mas existe essa dificuldade de achar um lugar apropriado para fazer. Mas gente querendo investir, existe. Inclusive a gente tem interesse em fazer. Meu sócio, Marcelo Brito, está à frente dessa campanha. É ele quem está direto lá na APA, dia-a-dia no Ministério Público acompanhando isso aí.



CH: A Salvador Produções já tem um nome consolidado no mercado. A que você acredita que se deve esse prestígio?
WK:
Seriedade, gente competente, equipe boa trabalhando com a gente... Eu sempre brinco dizendo que ter um sócio como Marcelo Brito, com quem eu tenho uma relação hiper saudável, um carinho fraternal.



CH: No último dia 12 de julho, vocês realizaram a 5º edição do Salvador Fest. O que esse evento significa para a Salvador Produções?
WK:
Hoje, o Salvador Fest é o carro-chefe da Salvador Produções. Tanto é que no ano que vem a gente está pensando em fazer dois dias de Salvador Fest. E eu estou lhe dizendo isso em primeira mão.



CH: Pois é. Então, nos conte mais detalhes da próxima edição do Salvador Fest.
WK:
A gente quer dividir as bandas em dois dias e fazer um mini Festival de Verão, colocando no espaço 30 mil pessoas por dia e não mais fazer um dia para 45 mil pessoas como foi esse último.



CH: E de onde vem essa ideia de festa de camisa colorida?
WK:
Isso foi uma ideia de Marcelo, meu sócio, com Paulo do Pida e Jean Nanico, que é apresentador do Pida. Então, essa ideia foi deles de fazer a maior festa de camisa colorida do mundo.



CH: Mas de onde eles tiraram isso?
WK:
Foi através de uma pesquisa. Nós fizemos uma pesquisa perguntando que tipo de festa as pessoas queriam. E como opções colocamos “de camisa colorida”; “de camisa com uma só cor” e aí a de camisa colorida ganhou em disparada na pesquisa.



CH: O que faltou nas outras edições que vocês implantaram nesta?
WK:
Olha, nós sempre ouvimos as críticas por falta de estacionamento. Então, dessa vez, a gente tentou fazer uma coisa meio inédita, tipo o caminhão tanque na Paralela informando para estacionar na FTC ou no “Fogos” e por incrível que pareça, apesar de toda crítica que continua, você acredita que somente 300 carros estacionaram na FTC? A gente também deu um jeito de informar às pessoas que não iam ao evento para evitar a Paralela, ir pela Orla, mas mesmo assim, elas foram pela Paralela. Acho até que pela curiosidade de passar pela porta para ver como é que está e isso também intensificou o trânsito.



CH: E o que faltou nessa 5ª edição e que vocês querem implantar na próxima?
WK:
Essa foi a festa em que a gente mais se preocupou em termos de infra-estrutura. Tinham mais de 1.500 seguranças na festa. Teve Academia de Polícia Militar fazendo a segurança, Choque, teve Cavalaria, Esquadrão Águia, a gente teve um apoio da polícia fantástico! Teve posto avançado da Polícia Civil, teve posto do Juizado de Menores, o número de ocorrências foi bem pequeno, só algumas brigas e pequenos furtos, então, a cada edição isso vai melhorando. Esse ano também, a gente se preocupou em fazer um guia do folião instruindo as pessoas a não levarem celular, a irem com o dinheiro contado, a gente se preocupou demais com o público.



CH: Mas o que faltou?
WK:
Acho que, talvez, um camarote maior e dividir os dias da festa. Apesar de ninguém ter reclamado, eu achei que estava um pouco apertado. Fora isso, o resto foi perfeito, não falta mais nada.



CH: Fizemos uma enquete em nosso site perguntando o que as pessoas acharam desta edição do Salvador Fest e a opção mais votada foi a de que faltou segurança e estacionamento na festa.
WK:
Segurança é impossível que tenha faltado. Na minha opinião o que acontece é que o Bahia Notícias hoje tem um público fantástico, é um site bem acessado, mas tem muita gente que vota e que não foi para a festa. Agora, muitos devem ter passado por lá, visto o trânsito, então, qual a opinião deles? “Faltou segurança e estacionamento”. Se eu tivesse passado por lá, eu iria marcar essa opção. Mas eu duvido que quem foi para a festa marcou essa opção. Vou repetir: não faltou estacionamento porque a FTC só tinha 300 carros.



CH: Uma das opções que também foram bem votadas na enquete foi que vocês deveriam ter priorizado as bandas baianas.
WK:
A gente faz festa com bandas baianas, mas tem que ter o momento de fazer festa com banda de fora. E o Salvador Fest já tem essa tradição, como o Festival de Verão, de trazer as bandas de fora de pagode, de samba. A gente não vai fugir a uma tradição que vem dando certo há 4, 5 anos. Até porque, a gente faz uma enquete em nosso site perguntando ao público que banda ele quer ver no Salvador Fest. Então, não está faltando banda baiana, porque o público que compareceu, ele escolheu essas bandas.



CH: Qual vai ser o próximo evento da Salvador Produções?
WK:
Nós temos uma parceria com a NER, Roupa Nova e Zezé di Carmargo e Luciano e Seu Maxixe, que vai tocar também. A festa vai ser no dia 22 de agosto.



CH: E o que o público pode esperar desse evento?
WK:
Esse evento vai ser dentro do Wet’n Wild e não no estacionamento como foi o Salvador Fest, porque um evento daquele porte só uma vez no ano, no máximo e olhe lá.




"Se eu tivesse colocado na Piatã, não teria espaço para tanta gente"



CH: E essa história que saiu no Curtas e Venenosas dizendo que você e Anselmo Costa estão com uma parceria e que vão montar uma produtora procede?
WK:
(risos) Eu tenho uma relação muito boa com Anselmo. Eu conheço ele há 19 anos, ele é meu amigo pessoal, uma pessoa de extrema competência, eu acho que é uma das pessoas mais competentes que eu conheço na área de rádio e é uma pessoa que meu coração está Berto para ele para a gente poder fazer qualquer negócio que ele queira, qualquer ajuda que ele queira, estarei sempre à disposição dele. Anselmo está abrindo uma empresa de assessoria para todas as bandas e eu vou ser cliente dele, eu vou ser um dos primeiros clientes dele, não tenha dúvida disso, porque ele entende tudo de música, é uma pessoa de extrema competência e eu aprendo muito quando converso com Anselmo, porque ele conhece tudo de música.



CH: A Piatã FM é a rádio que toca pagode, mas dessa vez não apoiou o Salvador Fest. Por quê?
WK:
Olha, a Piatã fez o Pagodão Elétrico e deu 25 mil pessoas. Ela tem uma força muito grande de levar a massa para qualquer festa. Você vê, uma rádio, sozinha, levou 25 mil pessoas. Se eu tivesse colocado na Piatã, não teria espaço no Wet’n Wild para a quantidade de gente.



Por Fernanda Figueiredo