Cantora da Na Pegada fala da polêmica indicação ao Troféu Dodô e Osmar e da relação com a Tv Aratu
A segurança e a determinação em cada palavra dita é de quem já conhece o mundo e o preço da fama. E quem disse que ela não conhece? Quase atriz – cursou e abandonou a faculdade de teatro – e jornalista bem sucedida, Luana Monalisa, com apenas 25 anos, é do tipo que sabe bem o que quer. E ela quer um lugar ao sol. Despontando como mais uma estrela do axé, Luana deixou seu rastro no carnaval de Salvador 2009 e está disposta a pagar o preço de estar concorrendo em duas categorias do Troféu mais desejado de qualquer artista baiano: o Dodô e Osmar. O que tem causado muito burburinho na cidade. Mas se isso te incomoda, a ela só traz felicidade, pois "é o reconhecimento de um trabalho que eu venho tentando desde pequenininha". Extrovertida, desinibida, brincalhona, a loira disse que só precisava encontrar uma porta aberta e agora que encontrou, "sai de baixo que eu vou chegar com tudo e é isso que estou fazendo".
"As outras coisas são muito pequenas para a felicidade que eu estou sentindo neste momento."
Luana Monalisa: Na verdade eu resolvi, não, eu já nasci querendo entrar no mundo da música. Eu canto desde pequenininha, através da minha irmã, que sempre foi a minha inspiração, ela começou a cantar desde pequena, já foi estrelinha de programa de televisão, cantando, dançando, meio artístico... Então, eu comecei assim: fui miss baianinha, fui estrelinha de programas infantis, apresentei o programa chamado “clube do mickey”, que eu era bem pequenininha, mas sempre fui muito comunicativa, muito desinibida e isso me ajudou de certa forma, porque eu sempre fui muito cara de pau, desde pequena. Porque eu acho que o artista nasce artista, é dom. Agora, tem coisas nesse meio artístico que a gente pode aperfeiçoar. E foi isso que eu fiz a minha vida inteira, desde que eu descobri que eu queria ser cantora.
CH: Mas quando foi que você resolveu se aperfeiçoar?
LM: Eu fiz faculdade de Rádio e TV – porque eu sempre achei jornalismo muito sério para mim, porque eu sempre fui muito moleca, muito cara de pau, muito extrovertida, já chego falando besteira mesmo... Então, eu me formei, fazia merchan, fazia propaganda e aí, por eu estar fazendo isso, estar na televisão, me chamaram para ser repórter da Record. Então, eu sempre levei a música na brincadeira. Eu fiz faculdade, que era uma vontade dos meus pais, inclusive eu busquei um curso que tivesse a ver com esse mundo artístico que eu amo. Desde a época que eu era locutora de rádio e que eu entrevistava os artistas, os artistas já me conheciam por saber que eu cantava também e aí sempre me chamavam para dar uma “palhinha”. Uma vez eu fui entrevistar Tomate e ele brincou dizendo “olhe, Luana não é repórter não, ela está repórter. Luana é cantora”.
CH: E a Na Pegada, como foi que surgiu?
LM: A Na Pegada é um sonho meu antigo, desde a época que eu fui locutora de rádio, que eu pensava assim “pôxa, eu estou entrevistando os artistas aqui, mas eu sempre cantei desde pequena, eu quero cantar”. Só que cantar é uma coisa muito difícil, né? Tantas pessoas boas, a Bahia tem tantos artistas legais, tantos talentos, que não tem oportunidade, né isso? Então, eu batalho há muito tempo por uma boa oportunidade. E as pessoas quando me vêem hoje na mídia pensam que eu caí de para-quedas ou então dizem “ah, é repórter e virou cantora”. Mas, não. Desde 12 anos que eu toco violão, eu toco bateria e eu aprendi sozinha. Meus olhos brilham quando eu falo da música. Então, eu acabei entrando para o mundo da televisão, mas eu sempre deixei claro para todo mundo que eu sou cantora e que eu amo a música. Aí, eu resolvi montar a minha banda, em paralelo com o jornalismo, mas era uma banda que nem tinha nome.
CH: Mas e a Na Pegada?
LM: Então, eu montei essa banda e todo mundo ficava perguntando “Pô, qual é a pegada?”, porque a “pegada”, na verdade, é um termo muito utilizado pelas pessoas do meio. Pegada de groove, qual é a banda, qual é a pegada, qual é o nome, nesse sentido... Então eu pensei “peraí, qual é a pegada, qual o nome? Na pegada!” e aí ficou “Na Pegada”. Só que eu montei a banda e fiquei parada, não fiz nada. Não tinha dinheiro, não tinha empresário e eu sempre quis ter um empresário, porque não adianta você ter talento e não ter empresário. Eu sempre falei muito que por trás de um grande artista, existe um grande empresário. Pode te confessar uma coisa? Eu entrei nesse mundo de televisão sabendo que eu ia utilizar isso, de alguma forma, para retomar o meu sonho de ser cantora. Porque eu no meio, eu ia trocando meu trabalho de jornalista para beneficiar minha banda. Por exemplo, eu era locutora da rádio aí eu pedia “ô me ajude aí, toque minha músia” e tocavam a minha música.
CH: E onde é que a Tv Aratu entra nessa história toda? Qual o seu vínculo com eles?
LM: Quando eu resolvi largar tudo, eu era repórter da Tv Aratu e tudo aconteceu assim: eu fui fazer o link ao vivo na Tv, tinha trio elétrico, era um evento maior, daí tinha uma banda com um cantor lá se apresentando e toda vez que entrava ao vivo, eu estava lá como repórter... Eu, Zé Bim. Só que eu acho que o cantor já estava cansado, não tinha mais pique, só que o povo estava lá esperando e ele já sabia que eu cantava. Aí, ele falou para mim “pô, Luana, me ajuda aí, canta aí e na hora que for entrar ao vivo eles vão me avisar e aí você me dá o microfone”. Aí eu me achei. Tirei o link de repórter e comecei a cantar. Imagine? Eu em cima do trio, eu era repórter, se fosse na Record ou em qualquer outra emissora, eu ia ser demitida. Então, eu estava ali toda empolgada, animando a galera, só que não estava ao vivo. Daqui a pouco, quando eu olho para trás, abriram o link ao vivo e eu estava cantando na hora. Aí, eu fiquei meio assim, mas eu pensei “pôxa, eu também não vou parar de cantar, né?”. E Casemiro comentou assim “É Luana que está cantando?”, eu só ouvi isso. Aí, eu já estava ali mesmo, ajoelhou tem que rezar e foi aí que eu me mostrei mesmo (risos). Aí, no outro dia me chamaram para uma reunião e eu jurava que eu ia ser demitida. De repente eu ouço do diretor da Tv: “pô, você canta muito bem, não sabia que você cantava tão bem. Não se preocupe não, que eu vou te ajudar”. Então, foi a partir daí que a Tv Aratu percebeu e começou a me ajudar.
CH: Antes da sua estreia no carnaval, a Tv Aratu fez várias inserções suas no canal, “bateu” bem na sua imagem e na da banda. Você acha que isso foi imprescindível para sua notoriedade?
LM: Olha só, eu acho que este fato em si, não. Mas o fato do artista estar na mídia, estar exposto na mídia é imprescindível. Não especificamente em relação à Tv Aratu, entendeu? Mas eu acho que é importante o artista estar na mídia, sim, porque o artista tem que mostrar o seu trabalho e é através da mídia que ele mostra esse trabalho. Então, eu tive oportunidade, porque a Tv Aratu acredita, aposta no meu trabalho e me dá essa oportunidade. Assim como, outras emissoras também já me deram, inclusive a Rede Globo Nacional, porque a minha estreia foi na Rede Globo Nacional no programa “A Turma do Didi”.
CH: Mas você não concorda que você ficou muito mais conhecida a partir disso? Que as pessoas tomaram conhecimento, de fato, da existência de Luana Monalisa e da banda Na Pegada depois da Tv Aratu?
LM: Olha, eu acho que influenciou, sim. Mas ficar conhecido por ficar conhecido? Não adianta de nada. Eu acho que se você não tiver competência, trabalho, talento, você não vai para lugar nenhum. Então, isso é uma junção de tudo e de você saber aproveitar as oportunidades da vida e é isso que eu estou fazendo e isso, infelizmente, incomoda algumas pessoas.
CH: E como foi sua estreia no carnaval?
LM: Eu toquei todos os dias no carnaval de Salvador e a minha estreia não podia ser melhor. Para mim, foi perfeito! Porque foi tudo muito lindo, foi tudo muito perfeito, deu tudo muito certo, foi até mais do que eu esperava.
CH: O que você achou da receptividade do público?
LM: Caramba! Eu fiquei tão surpresa com a receptividade do público, tão, tão, tão... Ai, você não faz ideia. Eu recebi vários cartazes durante o percurso com frases tipo “Na Pegada é a banda revelação”, às vezes eu lia nos lábios das pessoas lá embaixo apontando para mim e eu lia nos lábios elas dizendo “Você é a revelação”. Teve um dia que eu estava passando na avenida e um cara pintou de tinta na hora a frase “ta na cara que a Na Pegada é a banda revelação”, teve um outro lugar que eu passei que tinha escrito “Camarote Na Pegada”, sabe? E outra coisa, eu vi várias vezes na rua, as pessoas fazendo um coração com a mão para mim e parecia que tinha sido algo combinado, porque foram várias pessoas, mas não foi combinado, porque aconteceu em vários lugares diferentes. Então, tiveram muitas coisas que eu não esperava. Eu chorei várias vezes no carnaval.
CH: Em sua opinião como artista, as premiações do carnaval são duvidosas?
LM: Olha só, eu acho que eu como artista, eu não tenho que duvidar de nada, até mesmo porque eu já recebi vários prêmios, rádios do interior, rádio Sucesso, Se Liga Bocão, inclusive, eu quero aproveitar para dizer que muitas pessoas falam que eu sou a queridinha da Tv Aratu por eu ter a oportunidade na Tv Aratu e eu já ouvi alguns comentários um pouco maldosos em relação a isso. Agora, eu queria saber porque as pessoas não questionam o fato d’eu ter ganhado uma premiação do Se Liga Bocão, que pertence à rede Record, uma emissora que é concorrente direta da Tv Aratu. Então, se eu sou queridinha de uma, como eu posso ganhar como cantora revelação na outra? Eu posso te responder isso: porque quem votou foi o público.
CH: Sua indicação no Troféu Dodô e Osmar era esperada?
LM: Foi, sim. Eu esperava ganhar, sim, porque eu tenho consciência do trabalho que eu fiz. Eu não sou melhor do que ninguém, eu tenho muito o que aprender, eu estou começando agora, sabe? Mas como revelação, eu fiz um trabalho bem legal em Salvador, porque eu tive oportunidade, graças a Deus. Por toda a minha batalha, por estar desde pequena cantando, lutando por uma oportunidade, eu encontrei várias portas fechadas, mas eu sabia que um dia eu ia encontrar uma porta aberta. E eu sempre falei para mim mesma: “quando eu encontrar uma porta aberta, sai de baixo que eu vou entrar com tudo” e é o que eu estou fazendo agora. Voltando a falar sobre o troféu, então eu acho que eu me preparei o ano inteiro em todos os sentidos... Eu fiz fono, eu cuidei do meu corpo, eu malhei muito, eu fiz um trabalho legal com a minha banda, então era esperado pelo trabalho que eu fiz.
CH: Das bandas que estão surgindo agora no mercado, você foi uma das únicas que desfilou todos os dias. Você acredita que isso ajudou na sua indicação?
LM: Com certeza. Não pelo fato d’eu me achar melhor do que ninguém porque eu acho que todos estão no mesmo nível. Só que eu acho que indicação para revelação do carnaval de Salvador, no meu ponto de vista, tem alguns critérios: além de você ter um bom trabalho, de você ter talento como todas que estão aí eu acho que tem, você tem que mostrar o seu trabalho no carnaval de Salvador, porque a indicação é do carnaval de Salvador. Então, se você é boa pra caramba, mas você não canta no carnaval de Salvador, então você não pode ser revelação do carnaval de Salvador. E eu acho que quem canta mais vezes no carnaval, tem mais chances de mostrar o trabalho e eu tive chance de mostrar mais o meu trabalho pelo fato de eu cantar todos os dias do carnaval de Salvador, eu tive mais exposição, não só no carnaval, mas na TV também e não foi só na Tv Aratu, porque eu passei num horário que estava a mídia toda.
CH: A sua indicação causou espanto em muita gente e até uma certa repulsa... Por que será que isso aconteceu?
LM: Olha, é complicado essa pergunta, viu? Eu acho que é normal algumas bandas que são super talentosas, que merecem também estar em destaque, estejam tristes por não terem sido indicadas, mas eu acho que ninguém pode acusar alguém ou desmerecer alguém que também merece estar ali pelo fato de não estar ali. Então, eu não sei lhe dizer ao certo, eu não posso julgar ninguém e nem quero julgar, mas isso, realmente, causou um burburinho muito grande, gerou uma grande polêmica, principalmente porque eu fui indicada em duas categorias, como cantora revelação e como banda revelação.
CH: Você achou justas as indicações do Troféu Dodô e Osmar, inclusive a sua?
LM: Achei, sim. Eu vi a lista toda e achei super justo, porque quem somos nós para dizermos que o que o povo vota não é justo? Então, se o povo votou, o povo é mais justo que qualquer júri técnico que tem por aí... Eu acho isso. E na minha opinião, não existe votação melhor do que a feita pelo povo. O povão que está ali vendo, que não tem nenhum vínculo com nenhum artista, com nenhuma banda, que não tem nenhum interesse comercial, então, o público para mim é tudo. E esse reconhecimento pra mim do público, eu já esperava porque eu vi a receptividade do público quando eu passei, então, para mim foi maravilhoso.
CH: E essa história de que seu produtor teria ameaçado um jornalista que lhe criticou? O que você tem a dizer?
LM: Eu acho que isso tudo foi um grande mal entendido e eu sou jornalista também, eu já estive na mídia e eu sei como funciona muito bem e sei que existem pessoas que se utilizam da imprensa, de fatos para poder ganhar ibope, notoriedade, porque se não for polêmico não tem acesso, enfim... É complicado. Mas assim, foi tudo um grande mal entendido.
"Eu rezo e peço a Deus para me livrar dessas pessoas que querem meu mal"
CH: Mas afinal, o que foi que aconteceu de fato?
LM:Eu não sei direito o que foi que aconteceu em relação a isso. Eu acho que foram acertos comerciais e como eu sou artista, eu prefiro não me envolver. Eu me envolvo na minha parte musical, na minha parte de cantar, de tentar melhorar meu trabalho cada vez mais. Essa é a minha função. E cada um tem a sua função dentro da minha equipe e não cabe a mim julgar nem falar nada a respeito disso. O que eu tenho a dizer sobre esse episódio é que foi tudo um grande mal entendido.
CH: Como você está lidando com tudo isso? Você esperava que sua indicação fosse causar tanta repercussão negativa?
LM: Não esperava não, viu? O negócio foi muito sério, você não imagina quanto. Meu telefone não parou de tocar, todos os sites me procurando, televisão me chamando para dar entrevista... Então assim, como eu sou uma pessoa do meio, eu prefiro pensar sempre pelo lado positivo e eu aprendi isso com a minha mãe: mentalize apenas as coisas boas, não pense nas coisas ruins e pense em Deus. Então, quando você incomoda, porque sempre tem as pessoas que querem atrapalhar o seu caminho e isso acontece em tudo na vida, em tudo então reze, peça a Deus para iluminar os seus passos e para te livrar dessas pessoas. E eu prefiro pensar nas coisas boas, nas coisas que eu estou conquistando, na minha felicidade em ver meu trabalho reconhecido, a minha profissão de cantora sendo reconhecida e isso é que me deixa feliz. As outras coisas são muito pequenas para a felicidade que eu estou sentindo neste momento.
CH: Então, você não se incomoda em ver seu nome envolvido em coisas como esse último acontecimento, que foi divulgado em toda a imprensa baiana?
LM: Olha, toda pessoa que está na mídia, tem que saber lidar com essas coisas. Antes eu me assustada, antes não, não vou mentir... Pôxa, você vê uma coisa falando mal de você, você se choca, mas eu procuro não pensar por aí e pedir sempre, quando eu tenho uma liberdade, por eu ser jornalista e ter colegas no meio, pra que as pessoas sejam verdadeiras. Então, qualquer artista tem que estar preparado para lidar com essas coisas. Se não tiver equilíbrio, inteligência emocional e pensamento positivo, você nunca vai ser artista.
CH: Se você tivesse de fazer tudo de novo, você mudaria alguma coisa?
LM: Eu não mudaria nada. Eu estou tão feliz e outra coisa, eu estou tão radiante porque também eu acho que eu sou a única artista que estive do outro lado, pra mim foi tão bom poder conhecer tudo que rola no outro meio, eu sei o que rola do outro lado. Eu sei porque eu tive prática nisso e porque eu estudei isso.Então, foi uma experiência mágica, única na minha vida e eu tenho uma formação hoje e isso é muito importante. Porque eu acho que a gente tem que ter uma segurança, porque eu não vou ser jovem e bonitinha pro resto da minha vida. E tudo que eu passei serviu para me deixar mais íntima de todos os artistas, como Claudia Leitte, Tomate, que são meus amigos e muitos outros.
CH: E que recado você deixa aos seus fãs?
LM: Eu quero, em primeiro lugar, de todo o meu coração, agradecer a todas as pessoas que acreditaram no meu trabalho, às pessoas que votaram em mim, às pessoas que reconheceram meu trabalho nas ruas, durante a pesquisa feita pelo povo no Troféu Dodô e Osmar. Essa indicação para mim foi tudo, foi um sonho porque é o reconhecimento de um trabalho feito com muito carinho, com muito amor. Só o fato de estar indicada, não preciso nem ganhar, só o fato de estar presente em duas categorias, por voto popular... Meus Deus do céu, o que eu quero mais da minha vida?!Eu que estou começando agora?! Não quero mais nada, então, eu quero agradecer a todas as pessoas que fizeram isso acontecer. E quero dizer às pessoas o seguinte: acredite no seu sonho, porque o sonho é o motivo da vida.
CH: E às pessoas que tanto lhe criticam? Algum recado?
LM: Quero, sim. Ao invés de ficarem se incomodando com isso, procurem crescer, acreditem em Deus, façam o bem, porque se você fizer o bem, se você desejar o bem, tenha certeza que o bem vai vir para você em dobro e vem lá de cima, não é ninguém que vai fazer, não. Seja bom, seja leve, acredite em Deus, cuide da sua vida, cresça, porque você vai ter muito mais sucesso na sua viu fazendo o bem do que fazendo o mal.
Por Fernanda Figueiredo