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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Léo Sampaio fala de como construiu sua carreira na Tv junto com o Pida

Ele nasceu para a comunicação... Foi amor à primeira vista. E não é só pelo excelente trabalho que desenvolve à frente do programa "Se Liga no Pida", não. Apaixonado pelo que faz, Léo Sampaio é daquele tipo que adora conversar, que gosta de abrir o coração, estar em contato com as pessoas e é muito honesto com as palavras. E foi assim durante toda a entrevista que ele concedeu à Coluna Holofote. Léo contou como começou o seu caso de amor com o Pida, os problemas e brincadeiras com as ex-companheiras da telinha Érica Saraiva e Luciana Fialho e para quem acredita no amor eterno do apresentador com o programa, Léo deixa uma pulga atrás da orelha: "Claro que todo mundo quer que eu continue, mas se existir um convite especial (para ele ir para outro programa), estamos aí."  

Coluna Holofote: Como começou o seu vínculo com o Pida?
Léo Sampaio:
Minha história com o Pida é muito bacana. Na verdade, eu conheço Paulo Tavares, que é o responsável pelo Pida há muito tempo, desde que ele era empresário da Colher de Pau. Em 2001, Paulo me ligou e me disse que estava com um projeto de um site de eventos, com venda de ingressos entregues a domicílio e que ele achava que era a minha cara, já que eu tinha me formado em comunicação. No outro dia eu fui no escritório, ele me mostrou o projeto, eu disse “pronto, começo agora.” E aí, eu comecei a trabalhar no Pida. E eu lhe digo: eu passei por tudo... Eu atendia telefone, fazia despacho de motoboy, quando um motoboy faltava, eu fazia as entregas na região da Pituba... Depois de um ano, mais ou menos, surgiu a possibilidade de tirar fotos. A princípio foi “Flagrantes do Blau”, que Blau é um cara super conhecido aqui do meio e era amigo da gente também, só que, quem tirava as fotos do Blau era eu. Então a galera depois de um tempo, começou a ligar para Paulo e a dizer que eu também era muito conhecido,  e, desde então, o nome da coluna passou a ser “Flagrantes do Léo”. Aí, depois de um tempo surgiram os balcões de ingressos, e em agosto de 2003 estreou o “Se Liga no Pida”.  

 

 


"Eu sempre tive medo do Pida não dar certo"

CH: Como foi isso?
LS:
Foi de supetão... Paulo sugeriu que a gente fizesse um programa de televisão, coisa de meia hora, para que a gente pudesse vender os produtos do Pida, dos clientes que nos patrocinavam. Então, essas pessoas que investiam no Pida, que divulgassem as suas festas no Pida teriam um “plus” a mais com a gente divulgando esses produtos no programa, um programa reduzido, coisa de meia hora mesmo e com cobertura de festas para dar um suporte no conteúdo. Só que ninguém esperava a carência que o público tinha desse tipo de programa e hoje a gente sabe que ainda existe uma carência, mas já existe um programa de entretenimento local. E a gente sabe que sempre existiu uma defasagem com relação a isso, aqui em Salvador, principalmente, de um programa de qualidade. Porque, assim, sempre um programa começava, demorava no máximo um ano e acabava. Então, esse sempre foi um medo meu, até no início: de começar um projeto e depois dizer “mais um que não aconteceu?”. E, graças a Deus, isso foi o oposto. Já temos 5 anos aí, com uma marca consolidada, uma audiência também consolidada e tudo aconteceu...

CH: Você e Érica Saraiva formaram uma dupla de sucesso na Tv. Como foi essa experiência?
LS:
Foi muito boa. Eu só tenho o que agradecer toda a experiência adquirida, porque ela já está há anos na televisão, aqui no mercado de Salvador... É uma p*&¨% profissional, é uma pessoa que eu adoro, a quem eu admiro. Infelizmente agora, ela não está na televisão, mas que faz falta, faz a diferença, isso faz. É uma ótima pessoa no rádio, mas eu acho que na televisão ela é melhor ainda, então, eu resumo que foi um tempo de muito aprendizado. Ela me dava vários toques “Leozinho, é melhor assim, não é melhor assim, vá por aqui, não vá por aqui”, sabe? Sempre me dava vários toques. E eu também, pela experiência de ter uma coisa mais popular, de sempre me envolver mais com a galera, dava uns toques à ela “Érica, não é assim, vamos para a linha mais popular, está uma coisa muito elitista, o programa não pode ter um lado muito elitista, senão a gente perde a audiência”.


CH: Você disse que orientava Érica no sentido dela não tender mais para o lado da elite. Você acha que Érica tinha uma tendência a ser elitista?
LS:
Não é tendência, é o gosto pessoal dela e isso a gente não pode mudar, a gente não pode forçar o gosto de ninguém, mas ela tem a noção do que é a televisão. Ela nunca foi preconceituosa com nada, ao contrário, ela sempre falou que o melhor programa é aquele que tem de tudo...

CH: E por que Érica saiu do Pida, já que vocês estavam dando tão certo?
LS:
Olha, quando ela recebeu o convite da Record, foi na mesma época que a gente ia sair, porque a Record, na época, estava fazendo a mudança de toda a sua grade de programação local. E na época da saída da gente foi o seguinte: a Record já tinha comunicado que a Record de São Paulo estava querendo limpar a programação local de  todas as capitais, então, que iria sofrer alterações. Toda programação local de cada filial da Record seria da própria Record. Não existiria mais programa independente, que é o nosso caso, então, a gente já tinha sido comunicado que nós teríamos um determinado prazo na emissora. Então, a gente já tinha convite de Band, da Aratu e a gente optou pela Aratu. Nessa mesma época,  Érica foi convidada para ser funcionária da emissora para trabalhar em outro programa local, que foi o “Tudo a Ver”, que também já saiu do ar. E Érica optou, por uma questão salarial, uma questão de projeção - ela seria funcionária de uma rede que estava crescendo - então, ela preferiu ficar na Record.

CH: Na época, houve rumores de que vocês tinham brigado... É verdade?
LS:
Não teve briga, não teve nada. Como qualquer dupla, a gente sempre tinha nossas divergências, do tipo, tinha uma matéria e eu achava que o foco da matéria tinha que ser tal, ela achava que tinha que ser outro. Aí, a gente sentava e conversava numa boa, a gente nunca teve uma briga. A gente já teve discussões de projeto, de matérias, alguma coisa desse tipo, como é normal em qualquer lugar na televisão. Mas briga, briga mesmo, a gente nunca teve, ao contrário, a gente até hoje se fala numa boa. A gente não tem hoje a convivência que tinha antigamente, óbvio, porque ela tem o trabalho dela e eu tenho o meu e a correria do tempo, do dia-a-dia não permite. Nesse corre-corre a gente acaba nem vendo os pais direito, imagine...

CH: Já que Érica lhe ensinava tanto, como você ficou após a saída dela,  deu medo?

LS: Eu vou ser sincero: eu me senti inseguro, mas todo mundo disse que eu ia dar conta e, graças a Deus, tudo aconteceu. E quando ela saiu, a gente já sabia que ia acontecer esse disse-me-disse: que eu e ela brigamos e tal, então, a gente já estava preparado. Tanto foi que, quando ela saiu, que já estava acontecendo realmente o que a gente esperava, ninguém se pronunciou. E graças a Deus o Pida continua caminhando, as pessoas diziam que, com a saída de Érica a audiência ia cair e, ao contrário, a audiência subiu. Não pela saída dela, mas porque nós criamos novidades.

CH: Quando Érica saiu do Pida, Luciana Fialho assumiu o lugar dela. O que foi conviver com Luciana Fialho?
LS:
Foi muito bacana. Ela entrou em janeiro de 2007 e ficou até abril de 2008. Ela é uma pessoa fantástica e tem uma família bacaníssima, a família de Lú é gente boa, o pai, a mãe, o irmão, então assim, a gente sempre teve um convívio muito bom. Antes das gravações era uma perturbação, a maior brincadeira, a maior zueira...

CH: Érica Saraiva ou Luciana Fialho? Qual a sua preferência?
LS:
Ahhhhhhhh (risos)... São personalidades completamente diferentes. É uma coisa impressionante: Luciana e Érica são duas pessoas completamente diferentes. E tipo assim: onde eu não encontrava coisas em Érica, eu encontrava em Luciana e vice-versa. Onde tinha alguma coisa que eu não batia com Érica, eu batia em Luciana. Em outras coisas que eu não tinha atrito com Érica, eu já tinha com Luciana, então, eu acho que se juntasse um pouquinho das duas ia ser fantástico. Mas, como eu falo, são duas grandes profissionais.  


"As pessoas quando vêem o produto pronto, a gente rindo, não imaginam o que a gente passa para conseguir entrevistar um artista"


CH: Qual a fórmula do Pida para se manter até hoje, já que outros programas, com o mesmo formato, não conseguiram?
LS:
Olha, eu sou bem sincero. Essa fórmula, isso não existe. Existe você conquistar o que você faz, gostar do que você faz. Aí o pessoal faz “ ah, você está estourado, que vida boa, queria ter a sua vida”. Porque as pessoas, quando vêem já é o produto pronto, a gente rindo, a gente brincando, mas as pessoas não tem idéia do que é que a gente passa para conseguir fazer aquele produto. As esperas embaixo do trio para conseguir subir para entrevistar um artista, os empurrões, os beliscões, toda aquela agonia, as noites perdidas. Mas eu me descobri e eu sempre gostei de fazer isso e graças a isso, o Pida hoje é uma marca muito forte.  Quando fala assim “o Pida está na cidade”, quando a gente viaja para o interior, é um evento à parte, é impressionante. Já tem alguns anos que o programa é transmitido para Recife e Paraíba e a gente nunca tem muita oportunidade de ir para lá gravar. Então, a última vez que eu tive em João Pessoa chegou a ser assustador, nem gravar na festa a gente conseguiu, porque estava todo mundo em cima. A imprensa local toda querendo me entrevistar, aí eu fazia “meu Deus, eu sou igual a vocês, eu sou colega de trabalho de vocês” e eles diziam “não, você é especial”, aí tem essa mágica do Pida e eu não sei explicar o que é direito, mas existe essa mágica do Pida. 

CH: Você diz que onde vai, principalmente no interior, causa alvoroço. Você se sente uma estrela?
LS:
Que nada! Isso é gostoso, envaidece você... Mas como eu sempre falo, isso é o reconhecimento do seu trabalho. Porque aí que mora o perigo de você se achar, de você se sentir, de pensar que é uma grande estrela e “bau-bau” para todo mundo. Aí que mora o perigo de muitos artistas que são envaidecidos com o glamour do meio, de você estar no mundo dos artistas, de estar viajando, mas eu sou muito tranqüilo. Minha base é familiar. Se eu não estou numa festa gravando, eu estou em casa.

CH: Mas você estava se acabando de dançar em Porto Seguro com Ivete Sangalo...
LS:
Assim, quando eu tenho minha folga eu me acabo. E, por sinal, aquilo ali foi lindo, que ela escreveu. Se eu falar para você que aquilo ali não envaidece, não deixa seu coração feliz, eu to mentindo. Porque quem escreveu aquilo ali foi, hoje, a maior artista do Brasil: Ivete Sangalo. Então, foi engraçado, porque no dia 31 eu estava em Arraial D’Ajuda, o show dela foi no dia 28 e no dia da virada, eu estava almoçando e quando eu liguei meu celular tinha umas 10 ligações de Paulo, meu chefe, não sei quantas ligações de amigos meus, não sei quantas ligações de minha mãe, que eu falei “pronto, que aconteceu alguma coisa”. Botei a mão na cabeça, comecei a me tremer e só pensando o pior, porque você ver várias ligações assim, você não consegue pensar que foi uma coisa boa... Eu já liguei para Paulo tremendo, não quis nem ligar para minha mãe... Quando eu liguei, ele atende: “po*&%!!!! De hoje que eu estou tentando falar com você. Você tem internet aí? Entre numa lan house, vá no site de Ivete para você ver.Aí, pronto... Quando eu entrei, que eu vi... Mas eu acho que aquilo ali é um retorno do meu trabalho, pelo carinho, pelo respeito que eu tenho pelo artista...

CH: E quais são seus planos para o futuro? Léo e o Pida…É eterno?
LS:
Se surgir um convite especial, não só de grana, mas que eu tenha autonomia eu outras áreas, ir para uma coisa maior do que o Pida, uma coisa, não vou dizer nem nacional, mas algo que seja para o Sul, Sudeste, ou que pegue o Nordeste todo, claro que eu vou topar. Até o próprio Paulo vai ser o primeiro a dizer: “Vá”. Claro que todo mundo quer que eu continue, mas se existir esse convite, estamos aí.


Por Fernanda Figueiredo