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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Jake, do sucesso “Pó parar com pó”

Entrevista cantora Jake, do sucesso “Pó parar com pó”

 Por Driele Veiga

“Saber que meu trabalho, depois de dois anos, ganhou o Brasil me assustou.”

 

A carreira musical da cantora Jake começou aos 15 anos. Católica praticante, ela não é nenhuma religiosa fanática e toparia cantar músicas do axé que não possuam letras religiosas. Jake sempre desenvolveu trabalhos com jovens na comunidade local e na igreja que freqüenta. Ao perceber que muitos dos seus amigos se desvencilhavam do caminho de Cristo por conta das drogas, decidiu compor e lançar um CD com mensagens positivas para estes garotos. Foi aí que surgiu o sucesso “Pó parar com Pó”.

 

BN: Como surgiu a idéia de fazer a canção 'Pó parar com Pó'?

 

Jake: Eu sempre trabalhei com jovem, grupo jovem da igreja, do bairro, da escola e, sempre fazíamos eventos. Então, alguns jovens que andavam conosco se afastaram por conta das drogas e isto me inspirou a compor “Pó parar com pó”. Não é paródia nenhuma. A canção é inteiramente minha. Ela foi feita há três anos e lançada no meu primeiro CD, intitulado “Jake a guerreira do amor”.

 

BN: Você esperava fazer todo este sucesso?

 

Jake: Não. Eu já trabalho há dois anos este CD e esta música. Viajo o Brasil inteiro. Saber que eu estava com todo este sucesso me assustou. Eu não esperava. Me surpreendeu.

 

BN: Hoje seu vídeo com esta música ultrapassa 400 mil acessos. Como foi descobrir que ele estava sendo bem acessado?

 

Jake: Eu só fiquei sabendo que meu vídeo estava sendo tão acessado assim depois que um jornal me ligou. Eu fiz uma apresentação na TV Aparecida (uma Tv religiosa) no fim de novembro e eles colocaram o vídeo no youtube. Quando o jornal me ligou eu não acreditei. Foi muito bom. 

 

“Não fiz a música para o Fábio Assunção. Mas, espero que ela o ajude a sair deste caminho”.

 

BN: No youtube a canção está sendo reconhecida  como "a melô do Fábio Assunção". O que você tem a dizer sobre esta comparação?

 

Jake: Na verdade eu fiz a música muito antes de acontecer este episódio com o Assunção. Não fiz para ele. Mas, espero que sirva para dar forças e que ele consiga sair deste caminho. A canção serve para ele e para qualquer outro que esteja nesta situação. O engraçado é que percebo as pessoas meio espantadas com uma música assim. Elas estão acostumadas com canções que fazem apologia às drogas ou que não tenham letra alguma. Este é o meu diferencial. Eu componho e transmito através da música as coisas em que realmente acredito.

 

BN: Muitas pessoas religiosas costumam dividir músicas mundanas de não mundanas. Subir num trio elétrico não seria errado perante a religião?

 

Jake: Eu sou católica-praticante. Muitos são católicos e não praticantes. Eu não penso desta forma. Esta separação para mim é preconceito. Cada religião interpreta as coisas de uma forma. Isto de mundando e não mundando significa o quê? Todos são cristãos. Acho isto hipocrisia. Por esse e outros motivos acredito que minha música deve entrar em todos os lugares, em todas as religiões. Eu sou artista. Quero que todos me ouçam.

 

BN: Como é sair do anonimato e ganhar o mundo com a fama?

 

Jake: Eu era anônima no meio dos católicos não praticantes. Nos que são eu já sou conhecida. Viajo o Brasil inteiro com meus shows. Agora ser conhecida além do público católico-praticante é muito legal. Crescemos com isto. Com certeza as pessoas conhecerão um outro estilo. Eu prezo pela mensagem transmitida na música.

 

“Ser reconhecida pela Ivete Sangalo, no Carnatal, me fez perceber o quanto meu vídeo no youtube está sendo visto.”

 

BN: O que você sentiu quando a Ivete te chamou para subir no trio, durante o Carnatal?

 

Jake: Alegria, emoção e satisfação. Na hora que Ivete me viu, ela me reconheceu. Isso para mim serviu de termômetro. Percebi ali, naquele momento, que ela, como ocupada que é, também assistiu ao meu vídeo. E ela me reconheceu através dele. Além disto, para me chamar ao trio é sinal de que ela gostou do meu trabalho, da minha música. Um reconhecimento do que faço. 

 

BN: O que mudou na sua carreira depois que você subiu no trio de Ivete?

 

Jake: Muita coisa. As pessoas agora sabem que a Jake existe. As pessoas se perguntaram quem é aquela que Ivete chamou para subir no trio e logo associam a música “pó parar com pó”. Este acontecimento me deu credibilidade. O trabalho da Ivete Sangalo é super reconhecido e ela só convida ao trio ou palco pessoas que ela acredita, que vê potencial. Então, ser chamada por ela para o trio foi a mesma coisa de ela me dizer: "eu acredito em você".

 

BN: Na Bahia, muita gente aposta em sua música como a do carnaval. Você já recebeu algum convite para participar da festa em Salvador?

 

Jake: Meu carnaval já está bem disputado. Pessoas do circuito católico me chamaram, outras do não católico também. Mas não fechamos nada. Estamos analisando as propostas. Espero que este ano eu aproveite a folia momesca em Salvador.

 

BN: A Ivete não aproveitou o Carnatal para te convidar?

 

Jake: Não. Algumas coisas foram cogitadas, mas, como falei, nada fechado. Houve apenas o comentário de que seria legal eu participar... Vamos ver, daqui para lá.