Bruno Melo - Empresário/Pequena Notável
“Pela irresponsabilidade, tanto ela quanto o apresentador Raimundo Varela vão responder por isso na justiça até o final”. Bruno Melo, empresário da Pequena Notável e entrevistado da semana da Coluna Holofote, demonstra indignação com as acusações feitas contra o Forró do Piu-Piu, que é organizado pela sua produtora, no programa Balanço Geral, comandado pelo polêmico apresentador Raimundo Varela. Ele continua: “É duro fazer uma festa que já tem doze anos, com credibilidade, qualidade e segurança, pra uma pessoa ir pra TV falar besteiras e mentiras”. Entre uma e outra crítica, Bruno também fala de outros assuntos como Carnaval, briga entre produtoras e sobre os bastidores do Axé Music. Não perca tempo e leia a entrevista na íntegra abaixo:
Coluna Holofote: Bruno, conta um pouco de sua trajetória no entretenimento baiano.
Bruno Melo: Eu comecei como comissário no Cheiro de Amor via Israel, na proposta Cheiro de Cara Nova . Na época eu vendi bastante ingresso de uma festa com Cheiro e Asa de Águia no Baiano de Tênis e eles me convidaram para entrar na parte social do Cheiro. Fiquei lá de 1992 a 2000. Em 2001 entrei no Ara Ketu e passei um verão lá; depois fui para o Cerveja e Cia e para a implantação do bloco Coruja. Nesse meio tempo nasceu a Pequena Notável, mas meu foco principal era a implantação do Coruja e o Cerveja e Cia. Fundamos a Pequena Notável quando Manoel Castro saiu do Cheiro com Armando Brasil e Rodrigo Melo, que é meu irmão e se tornou sócio da Pequena; por último veio Alexandre Bógus.
CH: Podemos dizer que o Cheiro de Amor – leia-se Windson Silva - foi a grande escola de sua vida profissional?
BM: O Cheiro foi uma grande escola para o carnaval da Bahia; não tenho vergonha nenhuma de dizer isso. Apesar de hoje não termos uma relação amigável, até porque todo mundo que é da Pequena Notável hoje foi do Cheiro antes. Com nossa saída houve certo desgaste, mas sem nenhum problema a posteriori.
CH: Você acha que a relação entre as produtoras de Salvador é saudável ou às vezes beira a competição perversa?
BM: Hoje em dia nós temos vários parceiros no meio, tanto que ninguém faz evento sozinho; só os eventos que já vêm de antes. Nós hoje temos grandes parcerias com a 2GB, Central do Carnaval, com a Ner, a Penteventos, e fechamos uma parceria maior com o Ara Ketu. Podemos dizer que hoje o diálogo entre as produtoras existe. Não enxergo essa má fé, mas se enxergasse falaria. Já vi muito isso no passado; quando o Axé Music nasceu não existia parceria e sim guerra entre as produtoras. Acho que as pessoas novas vieram e conseguiram trazer sangue novo. Hoje a parceria entre produtoras é tão evidente que em quase todos os nossos eventos, a 2GB participa. A Salvador Produções também é nossa parceira. E olhe que eu já tive discussões com Marcelo (Brito), mas hoje somos amigos e estamos juntos no Samba Salvador e faremos um evento juntos em abril. Então eu não enxergo essa maldade no meio em que estou.
CH: Há mercado para todas as produtoras ou tem gente sobrando na praça?
BM: Quem tem competência se estabelece. Salvador graças a Deus é uma cidade em que tem estatisticamente entre 50 e 60 por cento dos eventos do Brasil. Temos aqui aventureiros, como também temos pessoas competentes. Atualmente estamos mais cautelosos e menos gulosos; tanto é que conversamos muito. Exemplo disso é que o Chiclete vai gravar o DVD na data em que faríamos o Sauípe Fest; tivemos que adiar o evento. Depois íamos fazer exatamente no fim de semana em que ia ter o Eva Nave; a gente recuou. Isso apesar de não termos parceria nenhuma com a Caco de Telha em eventos. Então mudamos a data para não confrontar com o Eva nave e com a Santa Festa. Hoje em dia ninguém sai gastando dinheiro por que a vaidade fala mais alto que o bolso. É lógico que na hora que tiver um racha, cada um vai pro seu lado. Mas o momento agora é muito mais de conversa e cautela do que de agressividade e vaidade.
CH: Como você avalia o mercado das produtoras de Salvador? Há investimentos satisfatórios nos eventos realizados na capital?
BM: Há muita cautela. Como dinheiro não está fácil hoje, nem para povo e nem para nós, se a pessoa tiver um projeto bom, que o povo compre, que tenha qualidade e retorno financeiro, o evento vai dar certo. Em contrapartida, se você não investir, fica parado no tempo. É o famoso ditado: ou você vai ou fica parado no tempo. Mas tudo com cautela.
CH: Falando da Pequena Notável, você acha que esse lance de abarcar forró, axé e até eventos e bandas de outros ritmos não é uma pretensão inatingível?
BM: O Aviões hoje é a banda que mais faz shows no Nordeste e talvez a que mais fatura no Brasil. Então não pegamos um produto novo pra começar a investir. O fato é que eles tinham interesse em ter uma produtora diferenciada na Bahia e nós apresentamos um bom projeto para eles. E eles, inclusive, estão muito satisfeitos com o nosso trabalho, com a atenção que damos, com a qualidade com que fazemos os eventos. Como eu sempre gostei muito de forró, então ficou tudo certo. Nosso acordo prevê que só nós podemos promover os eventos deles na Bahia e em troca disso damos atenção exclusiva a eles, em se tratado de forró. Temos um parceiro no Sul do estado que é a produtora Descanso do Guerreiro, que também tem algumas datas de shows com o Aviões, mas sempre trabalhamos em comum acordo. Ou seja, só não temos exclusividade no Sul da Bahia, mas pra nós não faz tanta diferença porque, como eu já disse, não somos gulosos, somos cautelosos. Se pegamos algum produto, é pra fazer bem feito.
CH: Além do Aviões do Forró em nosso carnaval, vocês estão investindo no Exaltamaniacos. Conta um pouco sobre como surgiu a idéia desse bloco?
BM: Temos um parceiro via o Axé Music em São Paulo chamado Atrás do Trio, que é a produtora que faz os shows das bandas de axé que vão pra lá; inclusive micaretas. E a Atrás do Trio é muito parceira do Exaltasamba lá. Eles fizeram uma micareta indoor com o Exaltamaniacos, e como nós somos parceiros e eles sabem que temos bons blocos aqui, nos chamaram para essa parceria. Como achamos que seria salutar, colocamos apenas uma condição: não queríamos participar do desfile lá de cima (Campo Grande) na quinta-feira, porque temos conhecimento que é muito desorganizado. É uma guerra, e não uma fila. E a gente não vai para guerra. Estamos acostumados com a Barra e com a Avenida domingo, segunda e terça. Eles toparam fazer o bloco na Barra e então surgiu a parceria da Pequena Notável com o Exaltasamba, Atrás do Trio e mais recentemente a Piatã FM.
CH: Com quais produtos vocês trabalham atualmente?
BM: De bandas nós temos Claudia Leitte, que é o nosso carro-chefe e a nova Babado Novo. Também estamos numa parceria com a Via Circular, com o Vixe Mainha, Alexandre Peixe e o Aviões do Forró na Bahia. Temos participação no bloco Ara Ketu e com Tomate no bloco Papa; inclusive a Penteventos é nossa parceria nisso. Mas cada uma aqui na empresa tem sua responsabilidade com relação a esses produtos.
CH: Como o Babado Novo surgiu e estourou no Brasil?
BM: Quando a Pequena foi formada em 2001, Cal Adan estava com uma banda parada e sugeriu a Manoel (Castro) que a colocasse pra fazer umas formaturas. Manoel começou a trabalhar bastante o Babado Novo lá fora e com o tempo a banda estourou em outros locais, tanto que ela chegou aqui depois já fazendo sucesso.
CH: E como foi a entrada da Via Circular para a Pequena Notável?
BM: Nós fizemos um trabalho experimental com a banda no início do ano e fizemos um projeto no meio do ano. Deu tão certo que hoje somos parceiros da sociedade da Via Circular. É um produto que vem crescendo muito e tem o público especifico do colegial e das faculdades.
CH: E dos eventos que vocês produzem, quais representam mais sucesso e melhor retorno financeiro e de imagem?
BM: É o seguinte, o nosso primeiro “sobrenome” foi o Forró do Piu-Piu. Esse é um evento especial para nós. O Piu-Piu é o que dá mais retorno de imagem, porque é produto nosso. Temos parceiros na cidade em que é realizado, mas não são do meio, por isso é o que mais dá “sobrenome” para a Pequena Notável. Mas a gente tem o Abre Alas, que é um evento que realizamos com a 2GB e já tem três anos de sucesso. Temos o Sauípe Fest, que estamos no segundo anos de parceria, o que da um reconhecimento muito bom. Mas o carnaval é o carro-chefe da Pequena Notável em termos de retorno.
CH: Falando de Piu-Piu, explique a polêmica que girou em torno do evento esse ano.
BM: Houve, sim, um problema, que na verdade não foi no Piu-Piu, e foram para televisão esculhambar a festa. Nós fomos avisados que teve uma briga na rodovia que dá acesso a estrada do nosso evento, o que está comprovado por peritos. Mesmo assim nossa equipe chegou lá pra dar atenção. Demos assistência; Fomos para delegacia dar apoio às pessoas, nos oferecemos, inclusive, para pagar os exames da mulher. Não por obrigação, mas para dar um bom atendimento ao cliente. Também oferecemos carro pra levá-los de volta a Salvador, mas eles não quiseram nenhuma assistência. O fato é que fomos criticados por essa briga que, volto a afirmar, foi comprovadamente por peritos fora do evento. Uma mulher foi no programa de seu Raimundo Varela (Balanço Geral – TV Itapoan) dizer que ocorria isso direto na festa, que já teve estupro e que já havia tido vários incidentes. Todo mundo na Bahia sabe que se houver estupro numa festa dessas, não tem mais festa. Não sou eu que vou deixar de fazer o evento, mas porque ninguém iria mais me deixar fazer. Ela foi totalmente irresponsável. O Piu-Piu sempre foi conhecido pela qualidade do serviço prestado dentro da festa. Existem, sim reclamações, mas o índice de queixa do Piu-Piu é infinitamente menor que o de outras festas. As acusações foram tão absurdas que várias pessoas, inclusive um desembargador que estava no Forró, ligaram se oferecendo para depor a favor do evento. Pela irresponsabilidade, tanto ela quanto o apresentador Raimundo Varela vão responder por isso na justiça até o final. É duro fazer uma festa que já tem doze anos, com credibilidade, qualidade e segurança, para uma pessoa ir para TV falar besteiras e mentiras. Tanto foi mentira que ela mandou uma resposta para nós dizendo que não tinha falado nada na TV; mas nos temos provas e testemunhas.
CH: Mudando de assunto, há espaço para o pagode na Pequena Notável?
BM: Aqui tem espaço para tudo, contanto que tenhamos tempo para dar atenção e tenhamos, também, um bom parceiro. Atualmente a gente nem tem tempo e nem achou um bom parceiro [rsrsrs]. Mas não temos nada contra o pagode. Eu pessoalmente até gosto muito. Mas hoje não temos espaço pra encaixar mais uma banda, independente de ser ou não de pagode.
CH: Como você analisa a estrutura e a organização do Carnaval de Salvador? O que está bom e o que está ruim?
BM: Eu acho que a prefeitura pecou durante a última mudança de prefeito; demorou pra se estabilizar. A Emtursa capengou um pouco, mas hoje está com Misael (Tavares), o que é bem interessante. Apesar de ter capengado no início do governo João Henrique, os dois últimos carnavais melhoraram bastante em relação a organização. A tendência é continuar melhorando. Hoje temos o Conselho do Carnaval atuante, a PM também ajuda muito o carnaval da Bahia. A arquibancada para o povo é um dos pontos positivos e a violência diminuiu. Nesse ponto o carnaval cresceu muito a nível de estrutura. Agora, eu acho que os preços continuam muito altos em tudo: passagens, hotéis, abadás e camarotes. E eu não estou me eximindo dessa questão. Isso afugenta um pouco o nosso cliente. Mas trata-se de uma coisa que ninguém vende. A gente vende alegria, curtição, badalação, na verdade vendemos até o beijo na boca [rsrsrs], e isso não se acha em qualquer lugar. Esse é o ponto crucial do carnaval e por isso ele não acaba.
CH: Te interessa que Misael Tavares continue na Emtursa?
BM: Me interessa que ele continue, mas isso não quer dizer que eu seja a favor ou contra João Henrique. Mas para nós é interessante que Misael continue porque ele é um cara do meio. Poderia ser Vovô do Ilê, poderia ser do Olodum, do Filhos de Gandhi, poderia ser Windson. Contanto que a pessoa soubesse a realidade que vivemos.
CH: Você falou do alto preço do abadá. Qual a solução para isso?
BM: O principal fator que faz o preço ficar alto são os custos; o carnaval hoje é muito caro. Tanto em taxas como em impostos. Só pra você ter uma idéia, apesar de eu não ter participado dessa época, antigamente bloco de carnaval era entidade filantrópica. Ou seja, não pagava impostos; era um clube carnavalesco. Agora, imagine você não ter tributação e depois passar a pagar tributos. E outra coisa, antes as pessoas burlavam o fisco, mas hoje em dia ninguém consegue mais burlar; é impossível você não pagar os impostos. Então a carga tributaria é alta e os preços do carnaval são altos. Alugar um trio para os três dias de carnaval, por exemplo, custa entre 120 e 150 mil reais. Se você for usar o mesmo trio em outro período, sai por 25 a 30 mil reais. Aí dá para ter uma idéia do nível de encarecimento. É quase impossível acontecer, mas o ideal é todo mundo conversar, reduzir o preço para vender bem e ganhar na quantidade de abadás vendidos, e não no preço. É quase uma utopia isso.
CH: Fazendo uma espécie de previsão, qual o futuro dos blocos de Carnaval de Salvador?
BM: Os blocos no carnaval da Bahia tem mais de 40 anos; já passaram por diversas crises. Esse ano a venda de abadás está atrasada, mas estamos num mês forte. Falando comercialmente, essa alta do dólar foi benéfica para o carnaval da Bahia porque as pessoas deixam de viajar pra fora e passam a viajar pra os estados brasileiros. Principalmente para a Bahia no carnaval. Não quero que o dólar continue alto [rsrsr], mas isso não foi ruim pra o nosso carnaval.
CH: Mas você acha que os camarotes prejudicam os blocos? Há uma relação de concorrência direta?
BM: Acho que eles ajudam. Hoje é normal a pessoa sair num bloco e depois ir para um camarote. Antigamente tinha esse medo, mas atualmente os camarotes ajudam. São muito poucas pessoas que saem só em bloco ou só em camarote. O camarote hoje é um plus para o carnaval da Bahia, e deu um glamour que antes não tinha.
CH: Em termos práticos, você acha que o carnaval de Salvador é realmente democrático?
BM: Isso é um processo histórico, pois o carnaval com blocos na Bahia tem mais de 40 anos. É muito fácil um demagogo chegar hoje e dizer que o carnaval não é do povo. O povo em si nunca reclamou disso. O próprio governo do estado e a prefeitura não teriam condições de bancar as atrações que os blocos levam para as ruas hoje. Então, vamos deixar a demagogia de lado e pensar no carnaval da Bahia, porque eu acho que isso não acontece. Acho que tem que ter espaço pra todos, mas usar a demagogia pra dizer que o carnaval é dos ricos é demais. É só perguntar para o povo. Se o povo for incitado, ele não vai responder dessa forma. É muito fácil para pessoas que nunca participaram do carnaval dizer que o carnaval da Bahia não é democrático. Tem espaço pra todo mundo, a verdade é essa.
CH: Você é a favor da criação de um terceiro circuito ou da ampliação do circuito Barra-Ondina?
BM: Por enquanto não. Eu acho que ainda está cedo. O carnaval da Barra/Ondina ainda agüenta uns três anos, na minha concepção. Mas eu não sou a favor da ampliação do circuito Barra/Ondina, porque não ia adiantar. Será necessário criar outro circuito, mas um circuito interligado. Não adianta você chegar e lançar o carnaval no Comércio, pois eu não acho que seria válido. Ainda não tenho uma opinião formada sobre isso, mas penso que deve ser um circuito interligado, como é hoje.
CH: Vocês estão trazendo Aviões do Forró e Exaltasamba, mas temos em Salvador diversas bandas de forró, samba, reggae, etc. Você acha que falta apoio às bandas locais, mesmo que pra puxar trios independentes?
BM: Rapaz, eu acho que falta produto. Nós vivemos num país capitalista e visamos o lucro. Então, se a banda tiver bem ela vai ter espaço; sem não tiver bem, não vai ter. Exemplo disso é a banda Via Circular e o Babado Novo, que vieram do nada, deram certo e nós investimos. No caso de Aviões e Exaltasamba, são bandas de sucesso que caíram para nós, e não iríamos rejeitar. Mas o que interessa é o produto. Se for comercial, vai ter espaço. Se não for, ele se banca pra investir e abrir espaço ou acha algum maluco para investir. E com eu não estou rasgando dinheiro ainda [rsrsrs]... Então não é questão de preferir a banda A ou banda B, a questão é o produto. Se tiver bem, ótimo, se não tiver, paciência.
CH: Quem atualmente você considera “O Cara” do Axé Music?
BM: Pergunta difícil [rsrsr]. Depende em que nicho se está falando. Eu admiro as pessoas de acordo com o posicionamento. Minha grande admiração no nicho de banda é Manoel (Castro), meu sócio. Acho Ricardo Lélys um grande cara; João Clemente da Caco de Telha é um ícone; admiro muito Tinho da Central. Sem querer ser político, mas posso dizer que cada um tem suas características. Guto da 2gb e Marcelo Brito da Salvador Produções também são alguns dos que estão se destacando no meio. São pessoas que querem o bem, e isso é principal. Agora, como artista, pra mim o grande ícone da Bahia chama-se Durval Lélys, que é um cara que se não puder ajudar, ele não atrapalha. E é um cara que se precisar da ajuda de quem quer que seja na Bahia, ele vai ter, porque é um cara bem quisto.
CH: Para finalizar, comente sobre o carnaval da Pequena Notável e quais os próximos projetos.
BM: Claudinha vai cantar no Eu Vou, no Internacionais e dois dias no Bloco da Barra, o qual a Pequena Notável é sócia. Tomate vai se apresentar no bloco Papa, onde também temos participação, e no Nu Outro. Temos o Aviões do Forró, que vai fazer o Aviões Elétrico esse ano, que é um bloco com uma expectativa muito grande e está vendendo muito bem. Temos o bloco Exaltamaniacos, que é uma novidade e vem com convidados. Esse bloco vem dar um pouco de atenção ao povo que gosta de samba, porque, me desculpe quem organiza a quinta do samba lá em cima (Circuito Osmar), mas as pessoas não tinham a atenção devida. Também vamos lançar um bloco com a Via Circular. Estamos investindo no Bloco de Rua, com Vixe Mainha. Peixe também vem com o Harém e com o Bloco Bicho, junto com Ricardo chaves. E estamos operando o Bloco Ara Ketu, que é sábado e domingo na avenida e terça na barra. Sem falar na nova Babado Novo, que a estamos começando o trabalho agora, mas ainda não sabemos o que vai acontecer. Na verdade devemos bater o martelo sobre os cantores em dez dias; mas serão dois cantores. Em eventos, vamos fazer o Sauipe Fest, com Claudinha , Peixe e outras bandas, e o Congresso Nacional de Odontologia, com Tomate e Vixe Mainha. Depois damos uma parada no verão para pensar no carnaval e no Abre Alas. Temos os ensaios que vão rodando no automático. O do Ara Ketu na verdade serão 4 eventos, às quintas-feiras, uma vez por mês, no Trapiche Barnabé, Comércio. O Vixe Mainha provavelmente continue no Museu Du ritmo, toda sexta-feira. Peixe faz seus ensaios no Alto do Andu, na Paralela. No Abre Alas Claudinha deve fazer apenas participação, não deve ser show. Mesmo porque ela tem que ir com toda disposição quinta-feira no Eu Vou. Mas temos a expectativa de manter as outras atrações e chamar um convidado de peso. Pode ser Aviões do Forró, pode ser o próprio Babado Novo; ainda não definimos o que será feito no Abra Alas. Tem o Festival de Verão, onde fundamos e realizamos há cinco anos o Barracão Universitário, que é uma ação extra e nos dá um retorno muito bom de imagem. Inclusive, lá conhecemos alguns produtos que nos interessaram e passaram pela Pequena Notável. E dia 4 de abril tem um grande evento no Parque de Exposições com Aviões do Forró e Jorge e Mateus, que estão estourados e nós estamos empresariado na Bahia. Estão certas essas atrações, mas confirmaremos mais duas atrações de peso.
Por Rafael Albuquerque