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Entrevista

Israel Novaes conta que é fã de Pablo e quer lançar CD especial para Nordeste

Por Marcela Gelinski

Israel Novaes conta que é fã de Pablo e quer lançar CD especial para Nordeste
Fotos: Marília Moreira / Bahia Notícias
O cantor Israel Novaes está cada vez mais baiano. O artista, natural da cidade de Breves , no Pará,tem se apresentado em muitos eventos em Salvador, além de fazer participações especiais em shows de artistas como Alexandre Peixe e Márcio Victor. Fã assumido de Pablo, ele confessa que tem vontade de gravar um hit com o artista do arrocha. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele também falou sobre a carreira e planos para o futuro. Israel também revelou que deseja lançar um CD só no Nordeste, em homenagem ao público que o recebe tão bem nos shows. Confira a entrevista completa: 


Bahia Notícias - Você gravou recentemente um clipe com Alexandre Peixe aqui em Salvador. Como surgiu o convite?
Israel Novaes - Eu já conhecia o Peixe há bastante tempo pela música e surgiu uma ideia de participar do Burburinho. Eu vim pela primeira vez há mais de um ano fazer um show com ele e criou-se um vínculo. Ele é muito amigo da nossa galera, do Jorge (& Mateus), do Gusttavo (Lima). E aí surgiu esse convite. Ele disse que estava gravando um CD com participações e, para mim, foi uma honra muito grande. Porque, geralmente, quando te chamam, é porque você agrega algum valor. E eu acho isso muito bacana. Inicialmente, aceitei fazer uma música, que depois se tornou um clipe. Fiz com todo gosto e fiquei feliz com o resultado também.
 
BN - Você vem conquistando o público baiano, principalmente com parceira com Márcio Victor e Alexandre Peixe. Você vê Salvador como um novo nicho para aumentar seu público?
IN - Eu nunca pensei em público. Eu sempre pensei, desde o começo, meu primeiro sonho, em poder ser cada vez mais ouvido. Porque quanto mais você é ouvido, mais você alcança as pessoas. A intenção é sempre de fazer música que alcance o maior número de pessoas possível. Mas houve uma intimidade e um clima diferente na Bahia, desde a primeira vez. Acho que porque eu tenho um pouco de pé na Bahia, meus avós por parte de pai são do interior daqui, então minha música já é um pouco misturada com a percussão. Acho que houve uma seleção natural da galera, do público, com meu som.
 
BN – Você teve influência do axé desde pequeno, por conta de sua família paterna ser daqui?
IN – Sempre, sempre. Achava legal e a Bahia é rica não apenas no axé, como no arrocha também, com o Pablo, que eu gosto muito. Eu sempre recebi um pouco dessa musicalidade lá.


Fotos: Marília Moreira / Bahia Notícias

BN – Você acha há essa influência na sua música atual?
IN – Com certeza. A nossa percussão é bem baiana, tanto que nosso percussionista é baiano.
 
BN - Você acredita que essas parcerias ajudam a impulsionar sua carreira como um todo?
IN – Ajuda, com certeza. Ajuda a impulsionar a carreira, ajuda a música a se tornar cada vez mais popular e mais acessível.
 
BN - O sertanejo tem superado o axé nos últimos anos, até mesmo aqui em Salvador. Você acredita que essa é uma tendência que veio para vai ficar?
IN – Primeiro, eu não acho que venha superando. Eu acho que o sertanejo tem crescido e o axé também tem crescido. Agora toda música que entra no sertanejo é passível de mistura. Então, o axé se mistura com o sertanejo, o pop se mistura com o sertanejo, o arrocha se mistura com o sertanejo, o forró se mistura com o sertanejo. E o axé não deixa de ser sertanejo também, porque o sertanejo é tudo o que vem do sertão. O que acontece é que, com essa facilidade de mistura, o público às vezes vê em alguns artistas sertanejos muitas músicas diferentes, de estilos diferentes, de misturas diferentes. Então, você pega mais público com uma música só do que nos outros estilos, como o axé e o samba. Acho que não tem queda. Acho que só está aumentando mais a música e essas parcerias mostram que está havendo uma mistura e não uma separação ou crescimento isolado. Acho que tudo está crescendo junto.
 
BN – Você acha que há espaço para todo mundo?
IN – Com certeza. É que o sertanejo veio com muitos artistas juntos. Uns ficam e outros não. Foi muita informação e parece que desapareceu o axé. Mas não desapareceu, não. Tanto que o Carnaval de Salvador, de imagem externa, cada vez cresce mais.
 
BN – Você acha que sua música já influencia de alguma forma os artistas daqui?
IN – Eu não posso achar. Eu torço para que sim.
 
BN - Você falou de Pablo, disse que curte a música dele. Ele, inclusive, já teve a música gravada por Gusttavo Lima. Você já pensou em gravar algum hit de Pablo, até mesmo com participação dele?
IN – Claro! Penso todo dia. Inclusive eu tenho ele aqui no celular. Eu ganhei esse último CD dele que saiu e eu sempre escuto lá em casa. Conheço todas as músicas, do começo ao fim.
 
BN – Falta o que? Momento, convite, oportunidade?
IN – Vai acontecer. Tudo que é música existe a possibilidade de se misturar, ainda mais se tratando de uma música que a gente tem intimidade.

 
BN - Você fez sucesso com a música “Vem Ni Mim Doge Ram” e depois não emplacou tão fortemente novos sucessos. Isso aconteceu com vários artistas como Michel Teló e o próprio Gusttavo Lima. Você tem medo ser artista de uma música só?
IN – Não tenho mais esse medo. Tem dois anos que eu lancei “Dodge Ram” e depois eu lancei “Vó, Tô Estourado”. E eu juro para você que às vezes eu esqueço de cantar “Dodge Ram” no show. O povo pode até falar que faltou, porque foi minha primeira música. Mas eu esqueço. Até de ter que correr pra cantar no final, por que ia acabar o show sem. Então tem muita música boa. Eu componho e quem compõe sempre tem fonte. Então eu não tenho medo. A pessoa só tem medo quando tem a visão fechada, quando você só enxerga aquilo e não pensa na frente. Eu tinha medo. Já tive. Hoje não mais.
 
BN - O que você faz para tentar lançar outro sucesso desse tamanho?
IN – Eu acho que tem que ser uma música marcante, com ideia nova. A ideia tem que ser a principal. Eu falei de “Dodge Ram”, que ninguém sabia o que era. Depois de “Vó Tô Estourado”, que as pessoas não entendiam muito bem o que era. A música tem que causar uma primeira impressão, uma confusão para gerar curiosidade. Mas isso não é receita. É só o que eu penso que pode ajudar. E tem que ser agitada, música para cima. Tenho as músicas de trabalho românticas também, mas a galera precisa de música jovem, música que tenha um papo legal, um papo bom. Acho que é isso. E emplacar música diferente. Eu sempre estou confundindo porque a primeira foi arrocha, a segunda sertanejo e a terceira arrocha com axé.


  

BN - Você tem planos para lançar um novo CD ou DVD no próximo ano? Você gravaria um DVD aqui em Salvador?
IN – O meu último CD está muito recente ainda, mas com certeza eu gravaria um DVD aqui. Já tive essa ideia antes de gravarmos o DVD em Goiânia. A questão foi que precisávamos de uma coisa mais rápida. Eu já tinha dois anos da primeira música e tomaria um tempo maior se fosse aqui. Mas tenho essa vontade e com certeza vai acontecer, principalmente pela energia que cada vez mais cresce aqui. Vontade eu tenho muita. É como um sonho, “Ao Vivo em Salvador”. E eu tenho vontade também de gravar um CD só para o Nordeste.
 
BN – O que esse CD para o Nordeste teria de diferencial?
IN – Eu acho que é uma forma de unir mais, fazer um elo mais forte. Porque as músicas que começam a tocar lá demoram um pouco para chegar aqui. Acho que é pela questão do tamanho do Brasil mesmo. Então, ao gravar um CD para o Nordeste, é como se eu tivesse dedicando minha carreira ao público que dá tanto valor ao nosso show, ao nosso trabalho. Eu quero algo mais direto, que eu chegue e diga: “Isso aqui é para vocês”. Dar uma prioridade.