Danniel Vieira fala de invasão sertaneja e porque deixou o axé: 'É muito preso a estereótipos'
O sertanejo Danniel Vieira começa a conquistar as casas de evento de Salvador e não tem pressa. Filho de cantora, a música esteve presente em sua vida desde pequeno. Depois de passar por bandas de pagode e axé, afirma que se identificou com o atual ritmo mais forte das rádios brasileiras, mas não descarta outros gêneros no seu repertório. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista comenta sua trajetória, a busca por visibilidade em outros locais e a invasão do sertanejo no Nordeste.
Danniel Vieira - Foi sim, de Guiga Reis. Ele é um cantor de Itabuna, mas em 1997 ele inseriu o sertanejo no mercado. Ele tocava, eu me lembro como se fosse hoje, no Role Rock, que era uma casa que tinha em frente ao Aeroclube e tocava Guiga na quinta e Jammil na sexta. Era uma coisa bem bacana. E era precursor do sertanejo da Bahia, talvez. Era um sertanejo diferente do que a gente tem hoje. E minha mãe, Tina Gesteira, fazia parte da banda. Na verdade, ela canta há muitos anos.
BN - E ela continua cantando?
DV - Hoje ela canta comigo nos eventos fazendo backing vocal. Ela e minha irmã. Isso nos eventos maiores. Casa de show em Salvador normalmente a gente não tem espaço para colocar. E minha mãe continua cantando. Esse ano, no Carnaval, ela fez backing vocal com Nara Costa. Comigo e com Nara. Ela canta em casamentos também. Canta Ave Maria. Ela é professora de dança, mas canta por prazer mesmo. Em missas, formaturas, todo tipo de festa.
BN - Ela influência para você começar a cantar?
DV - Sim, sim. Minha mãe é pianista também. E eu tenho certeza de que ela foi a minha maior incentivadora e influenciadora na música. Tenho foto lá em casa com um ou dois aninhos tocando piano no colo dela. Então, sem dúvida, foi minha influência. A música sempre fez parte de minha vida.
BN - O sertanejo foi uma decisão sua ou você chegou a cantar outros estilos?
DV - As duas coisas. Foi uma decisão minha e eu cantava outros estilos. Quando eu comecei a cantar mesmo, em colégio, era roda de violão com a galera. Claudia Leitte estudava no mesmo colégio que eu, inclusive. E a gente participou de concursos entre colégios, eu e Claudinha. Eu fui chamado para uma banda de outro colégio, que era bacana e tudo mais. “Queima Samba” o nome, imagine. Era uma perturbação, lógico, mas era um pagode. Depois, fui para Nata do Samba, que também estava começando sua carreira. Depois eu sai da Nata do Samba e fui fazer carreira solo como Danniel Vieira mesmo. Era um pop misturado com axé. Eu tocava Lulu Santos, Rita Lee, misturando com Banda Eva. Eu fazia uma mistureba de pop com axé. Ai depois eu fui para Cambada Elétrica no lugar de Rafik, porque ele tinha saído do Mambolada e ido para a Cambada Elétrica. Quando ele saiu de lá, a gente incorporou a minha banda ao nome. Eu fiquei durante uns dois anos na Cambada, rodei o Nordeste todo fazendo axé. Mas eu comecei a ficar pensativo, reflexivo sobre o que eu estava fazendo. Não estava feliz. Era uma música sem motivo. O mercado do axé é muito preso a estereótipos de cantor e eu não concordava com uma série de coisas. Aí eu falei “sabe de uma? Vou parar de cantar axé” e comecei a fazer barzinho. Comecei do zero de novo, eu e o violão. Passava três horas tocando tudo o que você imaginar. Menos bolero, que eu não sei. E nesse caminho do voz e violão, eu ouvia muito Bruno e Marrone, por influência de meus primos. E eu comecei a colocar músicas de Bruno e Marrone, algumas músicas de sertanejo no repertório. E era o ponto alto do voz e violão, onde a galera levantava, extravasava geral. Eu vi que esse tipo de música realmente tem a ver comigo, porque fala de amor com um jeito mais despojado. E eu comecei a apostar nisso. Quando eu comecei a apostar nisso em 2005, 2006, entrei de cabeça no sertanejo que, naquela época, era bem diferente do sertanejo de hoje. O momento do sertanejo que vivemos hoje é fantástico. Eu vi que era isso que eu queria para mim. Comecei a estudar o movimento do sertanejo, a entender o que era o ritmo lá fora, já que o sertanejo veio de lá para cá. Eu vi que era isso que eu queria para mim. Uma música que fala de amor, que me dá abertura de cantar uma coisa mais animada, mas ao mesmo tempo posso tocar um pop. O pop é muito próximo do sertanejo. E eu estou muito feliz por ter escolhido o sertanejo. Na época que eu escolhi fazer isso as pessoas me chamavam de abestalhado, porque não tinha a cultura do sertanejo aqui. Tanto que, quando eu comecei a cantar sertanejo, acho que não tinha ninguém cantando o ritmo aqui em Salvador.
DV - Eu acho que continua tendo espaço para tudo. Não só para o sertanejo, como para o axé, o pagode. Tem espaço para tudo. Agora, só tem espaço para quem quer fazer um trabalho sólido, construir uma carreira de verdade e não trazer coisas efêmeras. Sem esses trabalhos de uma música só e achar que isso vai conquistar o mundo. Eu, particularmente, comungo da ideia com meu sócio de ir devagar e sempre. Eu não tenho pressa. Eu faço o que amo, consigo me sustentar fazendo o que amo e sou um privilegiado em conseguir isso. Então eu não tenho pressa. Tenho segurança de que é questão de tempo, as coisas vão acontecendo. A cada dia que passa, eu vou tendo uma vitória. Se eu descer um degrau, amanhã eu subo dois. O sertanejo não tinha como ser diferente, porque o interior do país, fora da região da orla, todo ele, praticamente, consome o sertanejo. E não tinha como não expandir, vazar para o litoral. Então eu acho que o sertanejo, você falou que antigamente era uma coisa brega, eu lembro que tinha o Sabadão Sertanejo, do Gugu, que meu pai e minha mãe saiam e eu ficava com a moça que trabalhava lá em casa, vendo Chitãozinho e Xororó, Leonardo. Era o fenômeno das empregadas domésticas naquela época. E por que se tornava uma coisa brega? Porque tinha uma linguagem muito interiorana. Agora, com a palavra universitário, ela deu um conceito do sertanejo jovem, que atende também a galera de nossa idade, da faixa etária dos 15 aos 30 anos. Então você tem o sertanejo novo, com um cara como Luan Santana, que se destacou no meio adolescente, porque ele consegue pegar criancinha para tocar músicas deles. Você tem os caras das antigas, que pegam o nicho do mercado mais antigo, a galera mais velha. E tem o universitário que está no meio termo. Você tem do netinho ao avô curtindo sertanejo e eu, particularmente, tento agradar do netinho ao avô no meu show.
BN - Existe agora o sertanejo universitário, sertanejo eletrônico, o clássico. Diversas variações. E isso não acontece só com o sertanejo. Acontece também com o arrocha, o forró. Você acha que é uma moda ou uma tendência a segregação da música desta forma?
DV - Eu acho que continua sendo a mesma coisa. Se você parar para ver, meu pai e minha mãe, na época de adolescentes deles, curtiram algo. Eu penso o que eles curtem hoje e é a mesma coisa. Então não adianta tentar diferenciar, ter um setor só para o pessoal mais antigo ou um setor para o pessoal mais jovem. Se tiver uma música mais moderna, que meu pai nem goste, no meio de outras, ele vai escutar. É uma tendência natural. E o sertanejo, mais uma vez, consegue agradar dessa maneira. Do jovem ao mais antigo.
BN - Então mesmo o sertanejo universitário conseguiria agradar a todo mundo.
DV - Consegue, sim. A não ser aquelas bandas que fazem o sertanejo universitário somente voltado para o arrocha e só para um público específico. Não é o meu caso. Eu tento colocar em evidência músicas mais antigas, mais novas. Faço releituras. Eu tento, pelo menos, agradar a todos. Eu toquei na Arena Fonte Nova e sabia que ia encontrar todo tipo de público ali. Toquei arrocha, toquei sertanejo, toquei músicas de Jorge e Mateus, toquei minhas músicas. Eu tentei agradar a todo mundo.
Danniel Vieira - Foi sim, de Guiga Reis. Ele é um cantor de Itabuna, mas em 1997 ele inseriu o sertanejo no mercado. Ele tocava, eu me lembro como se fosse hoje, no Role Rock, que era uma casa que tinha em frente ao Aeroclube e tocava Guiga na quinta e Jammil na sexta. Era uma coisa bem bacana. E era precursor do sertanejo da Bahia, talvez. Era um sertanejo diferente do que a gente tem hoje. E minha mãe, Tina Gesteira, fazia parte da banda. Na verdade, ela canta há muitos anos.
BN - E ela continua cantando?
DV - Hoje ela canta comigo nos eventos fazendo backing vocal. Ela e minha irmã. Isso nos eventos maiores. Casa de show em Salvador normalmente a gente não tem espaço para colocar. E minha mãe continua cantando. Esse ano, no Carnaval, ela fez backing vocal com Nara Costa. Comigo e com Nara. Ela canta em casamentos também. Canta Ave Maria. Ela é professora de dança, mas canta por prazer mesmo. Em missas, formaturas, todo tipo de festa.
BN - Ela influência para você começar a cantar?
DV - Sim, sim. Minha mãe é pianista também. E eu tenho certeza de que ela foi a minha maior incentivadora e influenciadora na música. Tenho foto lá em casa com um ou dois aninhos tocando piano no colo dela. Então, sem dúvida, foi minha influência. A música sempre fez parte de minha vida.
BN - O sertanejo foi uma decisão sua ou você chegou a cantar outros estilos?
DV - As duas coisas. Foi uma decisão minha e eu cantava outros estilos. Quando eu comecei a cantar mesmo, em colégio, era roda de violão com a galera. Claudia Leitte estudava no mesmo colégio que eu, inclusive. E a gente participou de concursos entre colégios, eu e Claudinha. Eu fui chamado para uma banda de outro colégio, que era bacana e tudo mais. “Queima Samba” o nome, imagine. Era uma perturbação, lógico, mas era um pagode. Depois, fui para Nata do Samba, que também estava começando sua carreira. Depois eu sai da Nata do Samba e fui fazer carreira solo como Danniel Vieira mesmo. Era um pop misturado com axé. Eu tocava Lulu Santos, Rita Lee, misturando com Banda Eva. Eu fazia uma mistureba de pop com axé. Ai depois eu fui para Cambada Elétrica no lugar de Rafik, porque ele tinha saído do Mambolada e ido para a Cambada Elétrica. Quando ele saiu de lá, a gente incorporou a minha banda ao nome. Eu fiquei durante uns dois anos na Cambada, rodei o Nordeste todo fazendo axé. Mas eu comecei a ficar pensativo, reflexivo sobre o que eu estava fazendo. Não estava feliz. Era uma música sem motivo. O mercado do axé é muito preso a estereótipos de cantor e eu não concordava com uma série de coisas. Aí eu falei “sabe de uma? Vou parar de cantar axé” e comecei a fazer barzinho. Comecei do zero de novo, eu e o violão. Passava três horas tocando tudo o que você imaginar. Menos bolero, que eu não sei. E nesse caminho do voz e violão, eu ouvia muito Bruno e Marrone, por influência de meus primos. E eu comecei a colocar músicas de Bruno e Marrone, algumas músicas de sertanejo no repertório. E era o ponto alto do voz e violão, onde a galera levantava, extravasava geral. Eu vi que esse tipo de música realmente tem a ver comigo, porque fala de amor com um jeito mais despojado. E eu comecei a apostar nisso. Quando eu comecei a apostar nisso em 2005, 2006, entrei de cabeça no sertanejo que, naquela época, era bem diferente do sertanejo de hoje. O momento do sertanejo que vivemos hoje é fantástico. Eu vi que era isso que eu queria para mim. Comecei a estudar o movimento do sertanejo, a entender o que era o ritmo lá fora, já que o sertanejo veio de lá para cá. Eu vi que era isso que eu queria para mim. Uma música que fala de amor, que me dá abertura de cantar uma coisa mais animada, mas ao mesmo tempo posso tocar um pop. O pop é muito próximo do sertanejo. E eu estou muito feliz por ter escolhido o sertanejo. Na época que eu escolhi fazer isso as pessoas me chamavam de abestalhado, porque não tinha a cultura do sertanejo aqui. Tanto que, quando eu comecei a cantar sertanejo, acho que não tinha ninguém cantando o ritmo aqui em Salvador.
DV - Eu acho que continua tendo espaço para tudo. Não só para o sertanejo, como para o axé, o pagode. Tem espaço para tudo. Agora, só tem espaço para quem quer fazer um trabalho sólido, construir uma carreira de verdade e não trazer coisas efêmeras. Sem esses trabalhos de uma música só e achar que isso vai conquistar o mundo. Eu, particularmente, comungo da ideia com meu sócio de ir devagar e sempre. Eu não tenho pressa. Eu faço o que amo, consigo me sustentar fazendo o que amo e sou um privilegiado em conseguir isso. Então eu não tenho pressa. Tenho segurança de que é questão de tempo, as coisas vão acontecendo. A cada dia que passa, eu vou tendo uma vitória. Se eu descer um degrau, amanhã eu subo dois. O sertanejo não tinha como ser diferente, porque o interior do país, fora da região da orla, todo ele, praticamente, consome o sertanejo. E não tinha como não expandir, vazar para o litoral. Então eu acho que o sertanejo, você falou que antigamente era uma coisa brega, eu lembro que tinha o Sabadão Sertanejo, do Gugu, que meu pai e minha mãe saiam e eu ficava com a moça que trabalhava lá em casa, vendo Chitãozinho e Xororó, Leonardo. Era o fenômeno das empregadas domésticas naquela época. E por que se tornava uma coisa brega? Porque tinha uma linguagem muito interiorana. Agora, com a palavra universitário, ela deu um conceito do sertanejo jovem, que atende também a galera de nossa idade, da faixa etária dos 15 aos 30 anos. Então você tem o sertanejo novo, com um cara como Luan Santana, que se destacou no meio adolescente, porque ele consegue pegar criancinha para tocar músicas deles. Você tem os caras das antigas, que pegam o nicho do mercado mais antigo, a galera mais velha. E tem o universitário que está no meio termo. Você tem do netinho ao avô curtindo sertanejo e eu, particularmente, tento agradar do netinho ao avô no meu show.
BN - Existe agora o sertanejo universitário, sertanejo eletrônico, o clássico. Diversas variações. E isso não acontece só com o sertanejo. Acontece também com o arrocha, o forró. Você acha que é uma moda ou uma tendência a segregação da música desta forma?
DV - Eu acho que continua sendo a mesma coisa. Se você parar para ver, meu pai e minha mãe, na época de adolescentes deles, curtiram algo. Eu penso o que eles curtem hoje e é a mesma coisa. Então não adianta tentar diferenciar, ter um setor só para o pessoal mais antigo ou um setor para o pessoal mais jovem. Se tiver uma música mais moderna, que meu pai nem goste, no meio de outras, ele vai escutar. É uma tendência natural. E o sertanejo, mais uma vez, consegue agradar dessa maneira. Do jovem ao mais antigo.
BN - Então mesmo o sertanejo universitário conseguiria agradar a todo mundo.
DV - Consegue, sim. A não ser aquelas bandas que fazem o sertanejo universitário somente voltado para o arrocha e só para um público específico. Não é o meu caso. Eu tento colocar em evidência músicas mais antigas, mais novas. Faço releituras. Eu tento, pelo menos, agradar a todos. Eu toquei na Arena Fonte Nova e sabia que ia encontrar todo tipo de público ali. Toquei arrocha, toquei sertanejo, toquei músicas de Jorge e Mateus, toquei minhas músicas. Eu tentei agradar a todo mundo.
DV - Eu sigo a tendência. Se eu não seguir a tendência, talvez eu fique um pouco fora do repertório que a galera quer ouvir. Quem manda no meu show não sou só eu. Eu dou o conceito, mas quem manda é o público. Então eu fico preocupado em seguir a tendência também. Essa coisa de o arrocha invadir o Brasil é porque o axé perdeu um pouco de força. Mas o ritmo baiano é forte na cabeça de todos. Todo mundo sabe que a gente é percussivo. A gente tem o dendê na veia, o suingue está aqui. Então, eu me assustei ao ir para Goiânia há duas semanas. Cheguei lá e dois percussionistas baianos quebrando tudo lá, em banda de sertanejo. Quer dizer, os caras vieram aqui, perceberam o suingue e implementaram isso no sertanejo. Por isso o sertanejo está diversificando. Aí entrou o arrocha que é uma vertente do sertanejo universitário. É tendência e tudo isso veio do ritmo baiano. Acho que essa tendência de seguir o ritmo baiano vai ser para sempre.
BN - Na Paraíba, a Secretaria de Cultura do Estado só financia o forró de raiz durante o período do São João. O que você acha desse projeto?
DV - Olha só, eu estava esse final de semana com o pessoal de Campina Grande e eu falei que fiquei sabendo que lá só toca forró pé de serra mesmo. E eles disseram que vai ter sertanejo esse ano. Então, vou dar um dado para você aqui, que eu recebi da Bahiatursa, de uma pessoa de lá que eu não conheço. Mandaram um link para eu me cadastrar, pela Bahiatursa, para fazer uma proposta para fazer parte do São João deles este ano, que vai ser do dia 13 ao dia 30 de junho. E no edital tem lá, bem grande, que é para bandas de forró e sertanejo. Então, como eu venho falando, sertanejo é uma tendência nacional. Agora, tem espaços que só querem tocar o forró, porque aquela cultura ali só quer forró, e eles tentam barrar um pouco o sertanejo para não popularizar de uma outra maneira e tentar seguir aquela tradição, para que não perca a história. Mas eu fiquei sabendo que ia ter sertanejo esse ano lá em Campina Grande.
BN - Você ainda está em um circuito mais regional, em Salvador e interior da Bahia. Você pretende focar sua carreira apenas aqui ou tenta quebrar essa fronteira do estado?
DV - Eu já estou quebrando essa fronteira do estado. Como eu te falei, a gente comunga da ideia de ir devagar e sempre. A gente está sempre se fortalecendo. Você conhece aquele jogo War? A gente joga, conquista territórios, coloca soldados ali e depois segue para outro território. A minha ideia é essa. Hoje a gente está pontuando na Bahia, os locais que têm o público-chave, que têm um interesse maior, onde a gente consegue chegar e se firmar, fazendo isso devagarzinho. Eu já começo a tocar em Aracaju e depois Maceió. No mês de maio, eu já vou para Recife. Então a gente está subindo para o Nordeste. Em Minas Gerais eu já fiz um trabalho. Mas tudo com muita paciência, sem pressa.
DV - O baiano se tratando de arte, pelo menos, é respeitado. Bastante respeitado. E tem um detalhe também, eu sou compositor. Tomate gravou música minha, “I Love You Baby”. Quando as pessoas pegam meu release, ou pegam um trabalho meu e que sabem disso, pelo fato de Tomate ser um cara bem quisto e, pra mim, o melhor cantor baiano e talvez o maior que a Bahia venha ter. Ele é o melhor puxador de trio, o cara bota para quebrar. Eu sou suspeito para falar de Tomate. As pessoas respeitam muito o trabalho dele. Então, como eu compus uma música do cara, o pessoal já olha bem. Acho que isso influencia bastante. Agradeço sempre a Tomate por ter me ajudado.
BN - Você tocou na Arena Fonte Nova. Como surgiu o convite e como foi a experiência de tocar em um local tão esperado pela população baiana?
DV - O pessoal da Arena Fonte Nova é de Salvador. E o pessoal do setor de comunicação frequenta os ambientes que eu toco e gosta, tem o CD, conhece o show. Acharam que tinha a ver e fizeram o convite. Eu disse que tinha o maior interesse em fazer parte disso e acabou que acharam por bem me colocar lá. Eu fiquei muito emocionado. Primeiro, porque sou apaixonado por futebol. Sou Bahia, apesar de que eu deixei claro de que torci pelo futebol baiano. Toquei hino do Bahia, do Vitória. Nós comemoramos o futebol baiano. O estádio está lindo demais, coisa de outro mundo. Eu fui em um estádio em Miami no ano passado e fiquei encantado porque a gente está muito bacana. Eu estudei engenharia civil também.
BN - Você chegou a se formar?
DV - Não me formei ainda. Mas estou na batalha, tentando conciliar as duas coisas. Nesse momento, está trancado, porque primeiro semestre é complicado para mim. Então eu sei o quão grandiosa é aquela estrutura e eu fiquei muito lisonjeado em fazer parte daquela festa. A receptividade do público foi maravilhosa. Tinham pessoas de todas as idades e todas as classes sociais e todo mundo cantando sertanejo. O pessoal conhecia minhas músicas e eu fiquei feliz pelo todo.
DV - Ah, muito bacana. Temos o Forró Coffee, que está confirmado. Ficamos felizes de festas como essa acreditarem no nosso trabalho. Ano passado, eu toquei no Piu Piu. Estou confirmando também o Forró da Vaca Louca em Itapetinga. Já confirmei Santo Antônio de Jesus no dia 24 de junho, com Chiclete com Banana e Flávio José. Então estamos compondo a grade de cidades que têm tradição. Vou confirmar a praça de Amargosa também, pelo segundo ano. Estou feliz para caramba.
BN - Tem algum DVD ou CD em andamento?
DV - Eu vou fazer meu primeiro trabalho completamente autoral depois do São João. Vai ser na Reserva de Itapiranga, uma coisa muito regional da gente. Vai ser gravado em agosto e com a pretensão de lançar no final do ano ou no início de 2014, para que tenha tempo ábil de trabalhar e ficar uma coisa interessante. Temos ideias de convidados, mas sem confirmações ainda. A ideia do DVD é muito bacana. Inclusive, vamos fazer alguns makes durante o São João. O pessoal na estrada e tentar mostrar um pouco da nossa rotina no DVD. Mas estou muito feliz porque vai ser um trabalho totalmente autoral, que é para a vida toda, onde eu espero consolidar a carreira e levar para o Brasil todo.
BN - Na Paraíba, a Secretaria de Cultura do Estado só financia o forró de raiz durante o período do São João. O que você acha desse projeto?
DV - Olha só, eu estava esse final de semana com o pessoal de Campina Grande e eu falei que fiquei sabendo que lá só toca forró pé de serra mesmo. E eles disseram que vai ter sertanejo esse ano. Então, vou dar um dado para você aqui, que eu recebi da Bahiatursa, de uma pessoa de lá que eu não conheço. Mandaram um link para eu me cadastrar, pela Bahiatursa, para fazer uma proposta para fazer parte do São João deles este ano, que vai ser do dia 13 ao dia 30 de junho. E no edital tem lá, bem grande, que é para bandas de forró e sertanejo. Então, como eu venho falando, sertanejo é uma tendência nacional. Agora, tem espaços que só querem tocar o forró, porque aquela cultura ali só quer forró, e eles tentam barrar um pouco o sertanejo para não popularizar de uma outra maneira e tentar seguir aquela tradição, para que não perca a história. Mas eu fiquei sabendo que ia ter sertanejo esse ano lá em Campina Grande.
BN - Você ainda está em um circuito mais regional, em Salvador e interior da Bahia. Você pretende focar sua carreira apenas aqui ou tenta quebrar essa fronteira do estado?
DV - Eu já estou quebrando essa fronteira do estado. Como eu te falei, a gente comunga da ideia de ir devagar e sempre. A gente está sempre se fortalecendo. Você conhece aquele jogo War? A gente joga, conquista territórios, coloca soldados ali e depois segue para outro território. A minha ideia é essa. Hoje a gente está pontuando na Bahia, os locais que têm o público-chave, que têm um interesse maior, onde a gente consegue chegar e se firmar, fazendo isso devagarzinho. Eu já começo a tocar em Aracaju e depois Maceió. No mês de maio, eu já vou para Recife. Então a gente está subindo para o Nordeste. Em Minas Gerais eu já fiz um trabalho. Mas tudo com muita paciência, sem pressa.
DV - O baiano se tratando de arte, pelo menos, é respeitado. Bastante respeitado. E tem um detalhe também, eu sou compositor. Tomate gravou música minha, “I Love You Baby”. Quando as pessoas pegam meu release, ou pegam um trabalho meu e que sabem disso, pelo fato de Tomate ser um cara bem quisto e, pra mim, o melhor cantor baiano e talvez o maior que a Bahia venha ter. Ele é o melhor puxador de trio, o cara bota para quebrar. Eu sou suspeito para falar de Tomate. As pessoas respeitam muito o trabalho dele. Então, como eu compus uma música do cara, o pessoal já olha bem. Acho que isso influencia bastante. Agradeço sempre a Tomate por ter me ajudado.
BN - Você tocou na Arena Fonte Nova. Como surgiu o convite e como foi a experiência de tocar em um local tão esperado pela população baiana?
DV - O pessoal da Arena Fonte Nova é de Salvador. E o pessoal do setor de comunicação frequenta os ambientes que eu toco e gosta, tem o CD, conhece o show. Acharam que tinha a ver e fizeram o convite. Eu disse que tinha o maior interesse em fazer parte disso e acabou que acharam por bem me colocar lá. Eu fiquei muito emocionado. Primeiro, porque sou apaixonado por futebol. Sou Bahia, apesar de que eu deixei claro de que torci pelo futebol baiano. Toquei hino do Bahia, do Vitória. Nós comemoramos o futebol baiano. O estádio está lindo demais, coisa de outro mundo. Eu fui em um estádio em Miami no ano passado e fiquei encantado porque a gente está muito bacana. Eu estudei engenharia civil também.
BN - Você chegou a se formar?
DV - Não me formei ainda. Mas estou na batalha, tentando conciliar as duas coisas. Nesse momento, está trancado, porque primeiro semestre é complicado para mim. Então eu sei o quão grandiosa é aquela estrutura e eu fiquei muito lisonjeado em fazer parte daquela festa. A receptividade do público foi maravilhosa. Tinham pessoas de todas as idades e todas as classes sociais e todo mundo cantando sertanejo. O pessoal conhecia minhas músicas e eu fiquei feliz pelo todo.
DV - Ah, muito bacana. Temos o Forró Coffee, que está confirmado. Ficamos felizes de festas como essa acreditarem no nosso trabalho. Ano passado, eu toquei no Piu Piu. Estou confirmando também o Forró da Vaca Louca em Itapetinga. Já confirmei Santo Antônio de Jesus no dia 24 de junho, com Chiclete com Banana e Flávio José. Então estamos compondo a grade de cidades que têm tradição. Vou confirmar a praça de Amargosa também, pelo segundo ano. Estou feliz para caramba.
BN - Tem algum DVD ou CD em andamento?
DV - Eu vou fazer meu primeiro trabalho completamente autoral depois do São João. Vai ser na Reserva de Itapiranga, uma coisa muito regional da gente. Vai ser gravado em agosto e com a pretensão de lançar no final do ano ou no início de 2014, para que tenha tempo ábil de trabalhar e ficar uma coisa interessante. Temos ideias de convidados, mas sem confirmações ainda. A ideia do DVD é muito bacana. Inclusive, vamos fazer alguns makes durante o São João. O pessoal na estrada e tentar mostrar um pouco da nossa rotina no DVD. Mas estou muito feliz porque vai ser um trabalho totalmente autoral, que é para a vida toda, onde eu espero consolidar a carreira e levar para o Brasil todo.
