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Mari Antunes fala da expectativa de cantar no Babado e diz quem é sua musa inspiradora: Ivete ou Claudia Leitte? Confira!
Babado, de novo, sim! E, desta vez, o grupo volta ao cenário do axé com toda força, leveza, carisma, beleza e suavidade de Mari Antunes. Tudo isso, somado ao vozeirão da moça de apenas 25 anos. Apresentada há pouco tempo à imprensa baiana, Mari está causando o maior rebuliço no meio e há quem diga que será a nova Claudia Leitte do Babado. Afinal, quem não lembra que foi lá que a loira do axé ganhou projeção? Confiante, Mari acredita que vai repetir a história de sucesso da musa e, consciente de que a comparação com Claudinha é inevitável, ela não se incomoda e até se sente lisonjeada. “Como é que eu vou me incomodar? Eu, começando agora e sendo comparada a uma estrela”, gaba-se a menina “nascida em Itapetinga e criada em Itabuna”. Ah! E a Coluna Holofote avisa, de antemão, aos rapazes que já estão babando na jovem: é casada! E o marido da moça não é bobo, largou tudo em Itabuna e veio acompanhar sua amada. Se ele vai virar marido de cantora? É a própria Mari quem responde: “Ele não é gigolô, não, minha gente. Ele é contador público”. Que tal conferir esse Babado de perto? A Coluna Holofote trouxe uma entrevista exclusiva para você. Deliciem-se...No bom sentido, rapazes!



Fotos: Lucas Franco / Bahia Notícias

 

CH: Você é enfermeira por formação. O que te fez virar cantora?

Marielle Antunes:
Eu já trabalhei com enfermagem por quase dois anos. Mas o lance da música, do cantar, faz parte da minha vida desde pequena. Quando eu tinha cinco anos, eu já tinha vontade de cantar e cada vez mais isso foi se solidificando, a vontade foi crescendo e eu estudando, paralelamente a isso. Mas meu sonho sempre foi cantar, achando eu que eu ia ser enfermeira.

 

CH: Se você sempre sonhou em ser cantora, desde pequena, porque não fez faculdade de música ao invés de enfermagem?

Mari Antunes:
Porque não era a realidade da minha região. Lá não tinha faculdade de música e aí coincidiu que, na época, quando eu estava no 3º ano, meu pai ficou hospitalizado e aí eu fui vendo o trabalho na enfermagem e me interessei, né? Aí, eu achava que eu ia ser enfermeira.

 

CH: Antes de optar pela carreira de cantora, o que você pesou na balança para essa decisão de abandonar a enfermagem?

Mari Antunes:
Quando eu comecei a trabalhar na área, tinha vezes que acabava o plantão, aí eu ligava: ‘mainha, eu quero ser cantora’. E aí mainha dizia que eu já era cantora, mas eu dizia que eu queria perder minhas noites no palco. E aí chegou o momento que eu decidi fazer uma banda na cidade de Valença. Aí foi aumentando a vontade de cantar e eu comecei a observar o trabalho na enfermagem e o trabalho na banda. Porque, durante a semana eu era enfermeira e fim de semana eu era Marielle Antunes. E aí ficava engraçado, porque os pacientes comentavam ‘Ah, eu vi um show seu; ouvi você na rádio’ e ficava essa coisa: canta, vai ser enfermeira, vai ser enfermeira, canta. Só que chegou um determinado momento que não tinha mais como conciliar, ficou cansativo. Então, eu tive que escolher e eu optei pela música. E ainda veio a proposta da banda Saripa, que começou em Itabuna, mas acabou vindo para Salvador.

 

CH: E se não der certo a carreira de cantora, você pretende voltar para a Enfermagem?

Mari Antunes
: Não, não penso, não.

 

CH: E vai fazer o quê?

Mari Antunes
: Eu não sei. Mas não penso, não.

 

CH: Como foi que surgiu o convite para o Babado Novo?

Mari Antunes
: Em Itabuna tem uma produtora – porque eu nasci em Itapetinga e fui criada em Itabuna – e eu me apresentei a essa produtora para tentar vender os shows, que eu tinha montado uma banda, em Valença. Quando eu cheguei nessa produtora, de Augusto e Douradinho, que são dois empresários da região, eles disseram que estavam a fim de investir em mim. E eles disseram que não queriam só vender meus shows e, sim, investir em um projeto. Aí foi quando surgiu a Saripa. Então, eles fizeram a ponte de Itabuna para a empresa aqui de Salvador e aí pegaram o produto e apresentaram aos empresários aqui de Salvador. E aí, graças a Deus, eles se interessaram, mas ainda era Saripa.

 

CH: E da Saripa para o Babado Novo, como foi essa transição?

Mari Antunes
: A Saripa é da mesma empresa do Babado. Então, como o Babado Novo já é uma marca conhecida nacionalmente, aí eles optaram em me levar para lá. Fizeram o convite e eu aceitei na hora.

 

CH: O que mudou em sua vida desde então?

Mari Antunes
: Primeiro que eu sempre sonhei em morar em Salvador. Era um sonho mesmo. Quando eu vinha tocar com Lordão aqui – porque eu já cantei na Lordão – que eu vinha fazer alguns casamentos, algumas formaturas, eu sempre pedia: ‘ai, meu Deus, me traga para essa cidade’. Eu sentia uma coisa diferente, sabe? Então foi facinho me adaptar. Eu falo que, quando é bom, a gente se adapta rapidinho. Aí eu gostei de imediato e me decidi que era isso que eu queria e ia me jogar de cabeça.

 

CH: Você é uma mulher bonita. Como está lidando com o assédio que sempre rola nesse meio?

Mari Antunes
: Esses dias eu estava dando entrevista e eu falei ‘ô, meu Deus do Céu, não vejo a hora de não poder fazer as coisas’. Mas sabe o que é? É aquela coisa de sonho, sabe? Desde pequena, eu sempre tive o sonho de cantar, eu sempre tive vontade disso. Então, a vontade da música, quando as pessoas começam a reconhecer, é porque vai tudo bem no trabalho. E eu gosto. Eu gosto bastante.

 

CH: Você já tem fãs, Mari?

Mari Antunes
: Já. Eu tenho alguns fã-clubes lá em Minas Gerais, no Maranhão, algumas pessoas já me reconhecem. Aqui em Salvador, também, eu já tenho. Aqui eu acho que são uns três fã-clubes. Inclusive, a gente fez rádio essa semana e já tinha uma galera lá na porta com ursinho e já ta sendo reconhecido, né?

 

CH: E os fãs antigos do Babado Novo, estão junto com você agora?

Mari Antunes
: É isso. Os fãs do Babado antigo, que têm aquele sentimento, vê agora o Babado voltando de novo, abraçou a gente também.

 

CH: E como está a agenda de shows?

Mari Antunes
: Aqui em Salvador eu não sei ainda como é que vai ser. Mas já tem show em todos os estados do Brasil. Como a marca é nacionalmente conhecida, então, triplicou a quantidade de shows.

 

CH: E a gravação do novo álbum de vocês? Qual a previsão, onde vai ser?

Mari Antunes
: Na verdade, assim... O CD promocional já vai sair agora, que foi uma gravação ao vivo. A partir do 2º semestre é que eu vou lançar o CD de carreira, mas está tudo nos bastidores. Eles estão articulando tudo direitinho e ainda não dá para falar nada.

 

CH: Mas e sua estreia em Salvador, quando será?

Mari Antunes
: Ainda não temos previsão, porque vai ter que ser uma coisa bem organizada. Mas a gente fez Camaçari na semana passada, essa semana eu vou pro Rio Grande do Norte, a gente já está fazendo em alguns estados, mas aqui em Salvador ainda não bateram o martelo, não. Mas eu posso adiantar que o Babado Elétrico vai voltar e eu já estou confirmada, os três dias, no Papa, no carnaval.

 

CH: O que você espera dessa nova fase?

Mari Antunes
: Eu espero ser reconhecida, profissionalmente. A oportunidade surgiu, eu agarrei com unhas e dentes e espero ter uma resposta bacana do público, porque eu vou mostrar o meu trabalho. Então, é uma oportunidade que eu tenho de estar mostrando o que eu sei fazer, o que eu gosto de fazer, a vontade que eu tenho pela música desde pequena.

 

CH: Solteira, casada, desquitada ou enrolada?

Mari Antunes
: Sou casada.

 

CH: E aí? Seu marido é de Itabuna, como vocês estão conciliando a distância?

Mari Antunes
: Ele é de lá, mas veio junto comigo, ele me acompanha.

 

CH: E ele faz o quê? É marido de cantora, vai colar em você, “cuidar da sua carreira”, como muitos por aí?

Mari Antunes
: Não, ele trabalha, não é gigolô, não. (risos). Teve uma vez que um cara me perguntou isso. Não, minha gente. Ele trabalha, não é marido de cantora, não. Ele é contador público. E quando surgiu a ideia de vir para Salvador, ele já estava com tudo planejado para vir, também.

 

CH: Ele apóia sua carreira?

Mari Antunes
: Apóia. Porque ele sabe que é meu sonho. É um namoro de infância. Eu comecei a namorar com ele, eu tinha acabado de fazer 17 anos. Então, ele acompanhou essa vontade da música e apóia mesmo.

 

CH: Por que você acha que o grupo não deu certo com Igor e Guga?

Mari Antunes: Assim... Eu gostava bastante de Igor e Guga. Tanto que, algumas músicas que eles lançaram eu regravei e canto nos shows. Eu gostava bastante. Eu não sei, de fato, como é que foi essa coisa desse trâmite, como eles chegaram a esse finalmente. Eu só sei que eles fizeram a proposta para mim e eu aceitei. Mas como isso foi articulado com os meninos, eu não sei. Mas, em relação a eles, eu gostava.

 

CH: No repertório de vocês, todas as músicas de todas as fases do Babado?

Mari Antunes
: Sim. Tem músicas tanto da época de Claudia, como dos meninos, também. Até porque, eu acompanhei essas duas fases, eu sempre curti Babado Novo.

 

CH: Você acha que, pelo fato de ser uma mulher bonita, isso pode lhe ajudar a abrir portas?

Mari Antunes
: Não sei. Tem dia que eu me acho bonita, tem dia que eu não me acho. Mas pode ser que abra. Agora, assim, eu tenho tanto fãs masculinos quanto femininos e todos eles me admiram. As meninas sempre falam “pô, como você é bonita, gosto do seu cabelo” e os meninos, também. Então, ajuda, né? Pelo menos é alguma coisa para o povo ficar no buchicho.

 

CH: Babado Novo foi a banda que projetou Claudia Leitte. Você acha que vai repetir a história dela ?

Mari Antunes
: Pretendo. Claudinha estourou. Na época eu curtia muito o Babado Novo e Claudia, hoje, é uma estrela, é uma diva, né? Ela é caracterizada, hoje, como uma diva. E essa característica de diva está relacionada ao reconhecimento de um trabalho bem feito. Então, a minha pretensão é que haja um reconhecimento legal para eu estar nesse patamar. Então, eu quero.

 

CH: Uma comparação com Claudia Leitte é inevitável, mas isso te incomoda?

Mari Antunes
: Não, não, de jeito nenhum. Porque a questão da personalidade é diferente. Claudinha tem a personalidade dela, eu tenho a minha, então assim, meio que, ao natural, as pessoas acabam se identificando de outro jeito. E como é que eu vou me incomodar? Eu, começando agora e sendo comparada a uma estrela... Eu engatinhando, cheguei agora no mercado, ser comparada a Claudia?! Pense aí?! Então, eu gosto.

 

CH: Você conhece Claudia Leitte, vocês já trocaram uma ideia?

Mari Antunes
: Não. Eu já fui em shows dela, na época do Babado, inclusive. Porque eu acompanhava o Babado, curtia bastante, cantava com minhas amigas no colégio. Mas eu não tive a oportunidade de bater um papo com ela, não. Pretendo...

 

CH: Ivete e Claudia Leitte. Em qual das duas musas você se inspira mais?

Mari Antunes
: Rapaz... Ó... Eu... Repare... Eu estava analisando. Ainda bem que existem grandes artistas no mercado, principalmente o do axé. Porque eles servem de inspiração, né? E eu tenho sorte, porque eu cheguei agora e olhe o tanto que tem aí para servir de inspiração...

 

CH: Sim, mas eu estou falando de Claudia Leitte e Ivete...

Mari Antunes
: Ivete é uma cantora que não pára de produzir. Ela, os músicos dela, a produção... Eles estão sempre produzindo música, ela é uma cantora que nunca pára de produzir. E Claudia tem aquela arte cênica lindíssima no palco, ela prepara cada espetáculo... Então, dá empate! Porque eu admiro as duas. Eu consigo absorver o melhor de cada uma. Todas duas servem de inspiração.

 

CH: O que você acha dessa rivalidade existente entre Claudia Leitte e Ivete?

Mari Antunes
: Eu acho que é uma coisa que as próprias pessoas criam. Eu já acompanhei uma entrevista das duas e uma fala muito bem da outra e elas mesmas dizem que não há rivalidade. E eu acho que, pra arte, não deve existir rivalidade.

 

CH: É, mas você sabe que, nesse meio, rola. E tem muita cantora novinha, da sua idade, lutando por um lugar ao sol como você. Será que sua chegada, de repente, não pode fazer com que uma delas te encare como rival? E quem, de repente, as pessoas encarariam como sua rival?

Mari Antunes
: Eu não sei. Eu não penso nisso, não. Às vezes pode até existir uma rivalidade, mas eu acho que, na arte, tem espaço para todo mundo.

 

CH: É, Mari, mas você chegou há pouquíssimo tempo e já ta causando o maior burburinho, já está com uma boa projeção. Será que as pessoas não vão começar a rivalizar você com a própria Claudia Leitte?

Mari Antunes
: Agora, nesse exato momento, eu estou tendo uma receptividade muito boa, até dos fãs dela. Não sei se você chegou a acompanhar isso, mas os fãs de Claudia estão apoiando o projeto; Claudia deu entrevista e falou de mim. Então, assim, a relação que eu tenho com Claudia é uma relação de admiração, porque eu tenho muita admiração por ela. Então, as pessoas estão observando isso. Porque eu não quero caracterizar um personagem, sabe? Eu sou natural. Se eu não sentisse admiração por ela você ia ver na minha cara, porque eu não consigo esconder, não. Falo na cara! (risos). Então, eu não estou preocupada quanto a isso e acho que não vai tomar essa dimensão, não.

 

CH: Claudia Leitte vai ser a sua Ivete?

Mari Antunes
: Como é? (risos). Deixa eu ver... Não sei. Assim, Ivete é Ivete e Claudia é Claudia. Acho que cada uma tem sua particularidade, mas as duas são pontos de inspiração pra mim. 

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