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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Alex Lopes diz que sofreu por sexo, que Claudia Leitte já compôs pra ele e se declara a João Coelho

Por Fernanda Figueiredo

Alex Lopes diz que sofreu por sexo, que Claudia Leitte já compôs pra ele e se declara a João Coelho

Hoje ele está revolucionando a televisão baiana com o programa Universo Axé, que chegou, inicialmente para ficar apenas 1 mês no ar e acabou roubando a cena e entrando de vez para a grade da TV Aratu (SBT). Atualmente é o programa que mais cresce na TV Aratu, o único a ultrapassar a Rede Record na audiência e bater de frente com a TV Bahia (Globo). Alex Lopes, tido como o “Polêmico do Axé”, abre pela primeira vez o seu coração e conta como saiu do Rio de Janeiro para fazer história na terra do Axé. Amado e odiado, Alex a cada dia que passa ganha mais e mais admiradores, bem como desafetos. Num bate papo com a coluna Holofote, ele declara que já sofreu de compulsão sexual, que já foi pra cama com fãs e diz que mata e morre pelo patrão João Coelho. Confira!





Coluna Holofote: Como você começou a sua carreira no axé?
Alex Lopes:
Eu comecei muito despretensiosamente fazendo cobertura de festas, aquele velho esquema de bater foto só para poder entrar nas festas de graça. Eu mesmo ligava me passando por outra pessoa, me passando por um produtor e credenciava o profissional Alex Lopes, o fotógrafo profissional. Mentira, porque eu não tinha nem câmera, eu pegava emprestada, era engraçado demais. E era isso, comecei assim...



CH: Você não é daqui...
A.L:
Não, não sou daqui, sou do Rio de Janeiro. Tudo começou por lá...  Confesso que eu sempre fui muito intrometido em tudo. Nessas coberturas de fotos que eu fazia nos shows, comecei a fazer amizade com os seguranças e produtores, daí sempre pedia para entrar nos camarins – porque esse meu trabalho, na verdade, era para fazer foto do público, mas eu pedia para entrar nos camarins – para fazer foto do artista, puxava papo e acabava perguntando coisas inusitadas... por fim, na maioria das vezes acabava fazendo amizade com o produtor, o empresário e até mesmo com os artistas. Com o tempo comecei a ser convidado para viajar acompanhando as bandas pelo Brasil.



CH: Mas isso era em todo tipo de show?
A.L:
Só de axé.



CH: E por que o axé e não qualquer outro ritmo?
A.L:
Porque eu sempre fui louco por axé, fã mesmo, de carteirinha...



CH: Não foi porque você viu que era uma área mais rentável?
A.L:
Não, porque minha mãe é baiana. A família da minha mãe é daqui de Salvador, então eu sempre passei minhas férias aqui na Bahia e cresci escutando música baiana, entende? O axé fez parte da minha infância, da minha vida.



CH: Como você veio parar na Bahia?
A.L:
Com a história que eu falei de entrar nos camarins e fazer amizade com a produção dos artistas e com os próprios artistas, fui começando a pegar popularidade no meio musical baiano, eu era o “fotógrafo amigo de todos”, era alegre, divertido, contava piada, vivia sorrindo... Todo mundo gostava de mim. Nessa época eu era do Carnasite que, até então, era o maior site nesse segmento, era um site respeitado com sede em São Paulo, foi lá que eu comecei. Ele foi o pioneiro nessa onda de axé e isso há mais de 12, 15 anos, eu nem lembro (mas não bote isso, não, senão vão pensar que eu sou velho pra cacete, rsrsrs...). Acho que tem uns 12 anos mais ou menos. E aí eu ligava para eles pedindo para eles me deixarem fazer matéria das festas que eu ia, em princípio, somente fazer a cobertura fotográfica. No começo eles não permitiam não, era uma burocracia danada, mas com o tempo, acho que foram pegando confiança em mim e foram liberando aos poucos que eu escrevesse também. Então, eu comecei batendo fotos, depois passei a redigir matérias e, nesta época, eu cursava publicidade e propaganda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E aí eu falava “pô, eu faço faculdade de comunicação, me deixem fazer as matérias para vocês”. Como o Carnasite já tinha um nome no mercado, acabou abrindo muitas portas para mim. O tempo foi passando e eu ficando cada vez mais popular lá no Rio, já era amigo dos maiores contratantes da cidade, me achava “o cara”, rsrsrsrs... Não me lembro através de quem, mas fui convidado para fazer algumas matérias especiais para o programa “Se Divirta”, que era veiculado na Bandeirantes aqui da Bahia, era um programa de festas independente que fazia parte do casting da produtora Penta. Lembro que fiz algumas matérias interessantes, dentre elas a cobertura do DVD de Ivete no Maracanã, comprei até roupa nova para fazer esse trabalho, rsrsrsrs... Meu Deus que loucura! rsrsrs...  Quando eu menos esperava, fui chamado para fazer alguns programas de rádio lá no Rio e assim fui começando a me tornar ainda mais conhecido da galera. Nessa época da rádio eu já estava bem conhecido no meio da web, nos sites. Já tinha convites para outros sites, para trabalhar e tal, porque eu sempre fui muito nessa linha de falar o que penso.



CH: Sim, mas como você veio parar aqui na Bahia?
A.L:
Diogo Cunha era dono da Globall Entretenimento, que na época estava estouradaça aqui em Salvador, porque administrava a carreira do Motumbá, no ano que os caras estouraram com o empresário Carlos Pedreira. Carlos Pedreira quando me conheceu, me amou, me adorou e eu comecei a vir para Salvador toda semana para os ensaios da Motumbá, que era massa, eu ficava em hotel 5 estrelas, passava o final de semana inteiro aqui com tudo pago: passeio, restaurantes caríssimos... Eu tirava uma onda da porra. Foi Diogo que me apresentou a Carlos... Certa vez, lá no Rio, na mega cobertura de Carlos, altas da madrugada, Diogo, que já era meu amigão do peito virou para mim e falou: “porra, velho, vamos fazer um site?”. Eu já não estava mais na onda do Carnasite – porque o meu nome já tinha crescido mais do que o nome do Carnasite e eles já não deixavam mais eu assinar as matérias com meu nome (isso é uma coisa que ninguém sabe, a galera vai pirar)...



CH: Então, o Carnasite não queria que você crescesse?
A.L:
Não, é porque os convites passaram a vir só para mim. Por exemplo: tinham três jornalistas no Carnasite e tinham quatro shows no final de semana. Algumas vezes os quatro shows vinham para Alex Lopes. E quando o site queria que colocasse um outro jornalista para poder dividir – até para ter um funcionamento melhor do site – não rolava, porque os convites eram para Alex Lopes. Então, eles pediram, muito educadamente, para eu assinar como Redação e não mais como Alex Lopes. Não em todas, mas em algumas. Mas voltando para Diogo Cunha... Aí ele me fez o convite para vir morar em Salvador para abrirmos um novo site, que demos o nome de Folia Baiana. No começo eu ficava me dividindo entre o Rio e Salvador. Até que um dia eu me retei e falei para mim mesmo: “quer saber de uma coisa, velho? Vou vir de vez aqui para Salvador”. E vim, na cara e na coragem. 



CH: Como você enxerga hoje o Carnasite?
A.L:
Rapaz, não enxergo. Eu, pelo menos, não acesso mais. Tenho grande respeito pelos fundadores, mas depois que eu saí, deixando a modéstia um pouco de lado, muita gente deixou de acessar – não é querer puxar a sardinha para o meu lado não, mas a verdade é essa. Depois que eu saí o negócio perdeu visibilidade completamente, assim como os outros sites que eu também passei. O Carnasite, inclusive, foi posto à venda.



CH: Há quem diga que você está muito mais em busca de fama do que de dinheiro...
A.L:
Já aconteceu sim e até hoje isso acontece. Quer dizer, hoje em dia eu não sei mais não, sabe? Quando eu saí do Axezeiro.com para ir para a TV Aratu, por exemplo, fui ganhando menos, mas a TV ia me dar mais visibilidade. Eu nunca fui muito nessa onda de dinheiro não. Isso aí é bem sinceramente falando mesmo. Até hoje tem banda que oferece grana para ir ao programa, sabe? Primeiro que eu morro de medo de fazer essas coisas e depois ser penalizado e segundo que eu acho que não preciso disso, porque a TV Aratu foi sempre tão fiel a mim, tão bacana, tão legal. João Coelho (diretor da TV Aratu) foi sempre um pai para mim, que eu acho que, se eu precisar de dinheiro ou qualquer outra coisa eu vou lá e converso com ele... Ele nunca me deixou faltar nada, nada mesmo, sempre foi um excelente patrão, um grande amigo, que admiro muito e faço questão de falar para todo mundo saber da boa pessoa que ele é.



CH: Como é a sua relação com João Coelho? É uma relação de patrão/empregado ou de amigo mesmo?
A.L:
Olha, João Coelho é meu patrão, acima de qualquer coisa. E eu tento, sempre, vê-lo dessa forma. Agora, foi um cara que, apesar de ser mais novo do que eu, me adotou como um filho. Eu lembro que na época que eu estava no Axezeiro, muita gente falou para eu segurar minha onda lá no site porque se um dia eu saísse de lá, eu não teria outro emprego em lugar nenhum, por ser polêmico. E, em meio a essa confusão toda, ele foi um cara que olhou para mim, acreditou em meu trabalho, confiou e falou: “rapaz, eu vou pegar esse cara e vou colocar na minha empresa”.



CH: E aí você foi para lá para montar o site Universo Axé?
A.L:
Não, o site ainda não existia. Eu fui para a TV para ser repórter de festas e, em princípio, não ia ter mais site, eu não iria trabalhar mais em sites, seria somente repórter, mas o mercado começou a pressionar minha presença em algum site, que foi onde tudo começou na minha vida profissional. Acho que o mercado sentiu falta das polêmicas. Vocês do Bahia Notícias bem sabem o quanto isso dá audiência. Eu tenho certeza que, dentro do portal, uma das colunas mais acessadas é a Holofote e a mais acessada de todas é a “Curtas e Venenosas”. O povo gosta dessa coisa da verdade nua e crua, escrachada.



CH: Você se auto-intitula o polêmico do axé?
A.L:
Não me auto-intitulo, não. Foi depois que eu vim morar aqui que me deram esse título. Pelo contrário, não sou polêmico não, velho. Sabe o que acontece? Quando eu comecei a fazer entrevistas, eu perguntava ao artista o que “eu” queria saber e não o que o público queria saber. Eram as minhas curiosidades. Eu não fazia uma entrevista pensando no público. Eu chegava até Ivete e falava “pô, Ivete, você sabe cozinhar? Você já saiu já traiu algum namorado?”, eu perguntava essas coisas para os artistas, enquanto os outros jornalistas perguntavam sobre a carreira, quando seria lançado DVD, o que teria de novidades pela frente, essas coisas óbvias. Então, as minhas curiosidades acabaram gerando uma forma diferente de fazer jornalismo que, na época, em sites, ninguém fazia isso. Eu não fiz na pretensão de ficar conhecido, era porque eu queria saber mesmo. Os internautas, que não estavam acostumados com isso, passaram a prestar atenção nas minhas notas.



CH: Você se dá bem com os artistas baianos de um modo geral?
A.L:
Eu falo pra você de coração, que eu amo de paixão toda essa galera do axé, todo mundo me trata super bem, não sei se algum deles é falso, mas todos quando me vêem me tratam super bem, em especial Alinne Rosa, Ivete Sangalo – pô, não tenho palavras para falar de Ivete Sangalo, a galera fala que jornalista tem que ser imparcial, mas comigo não tem essa, quando eu gosto eu não escondo e não escondo de ninguém que eu amo Ivete Sangalo. Imparcial uma pinóia. Tenho um “puta” respeito por Daniela Mercury e gosto demais dela, é uma mulher que é pra frente, é ousada, mete as caras sem medo, sempre inovando, sempre trazendo uma novidade no Carnaval, dando a cara a tapa, sou fã incondicional de Daniela. Alinne Rosa, sensacional, veio do nada, trabalhava em barraca de caipifruta e hoje é uma estrela reconhecida em todo o país. Margareth é magnífica, voz marcante... uma presença de palco extraordinária... sem palavras para falar de Margareth...



CH: Falando em Margareth Menezes, vocês já tiveram um arranca-rabo, né?
A.L:
(risos) Rapaz, Margareth Menezes foi esses dias lá na TV e vieram me falar que ela comentou pelos corredores que não gosta de mim. Engraçado que eu sou fã demais dela, amo de paixão. Margareth tem uma voz inigualável, uma presença de palco que fica no mesmo patamar de Daniela Mercury. Sou fã declarado dela e nunca escondi isso pra ninguém.



CH: Relembre pra gente o que aconteceu...
A.L:
Eu não quero falar disso, não. Tá por fora, aí a mulher vai ficar com raiva de mim de novo.



CH: Para de besteiras, você não tem papas na língua mesmo, fala pra gente...
A.L:
Foi aquele episódio do pagode, que ela falou que não gostava do pagode, mas depois ela disse que não foi nada daquilo, que foi uma interpretação errada da galera. Alguém filmou tudo num celular e mandou o vídeo para mim e eu para não perder o furo publiquei no site. Nossa, foi uma confusão que eu nem gosto de relembrar, rsrsrs... Poxa, publiquei inocentemente, como qualquer um publicaria, não tinha idéia da dimensão que isso iria tomar. Foi estressante demais, a galera do pagode ficou chateada, depois ela ligou pra TV, foi complicado... Por fim, ela redigiu uma carta e eu publiquei no site, na íntegra, e tirei a outra matéria do ar.



CH: Se você tivesse que entrevistar ela hoje, será que ela toparia?
A.L:
Oxe! E você acha que eu já não entrevistei, não é? Vá achando que não...  No ano passado teve um show na Concha e eu fui cobrir. Aí, eu tentando agendar pra ir lá e falar com ela, mas não conseguia de jeito nenhum, já estava desistindo e indo embora com a minha equipe. De repente, vi uma movimentação e quando olhei era ela vindo correndo para o camarim para trocar o figurino, cheia de produtores do lado. Oxe! Não contei conversa... Putz! Lembro como se fosse ontem, eu fui com tudo pra cima dela, com microfone, tudo preparado, com câmera ligada, luz e o bocão gritando: “Margareeeeeth”. Aí, eu acho que ela não teve como dizer não e me tratou super bem. Na verdade ela é uma pessoa super educada e agradável sempre. E, sinceramente, eu acho que essa onda do mal estar já passou. No carnaval desse ano, eu fiz a maior declaração pra ela quando ela passou em cima do trio, em frente ao praticável do SBT Folia. Ela passou exatamente no Dia Internacional da Mulher, estava lindona, gata mesmo, com aqueles vestidos massa que ela usa. Ela passou e eu interrompi, pedi para parar o trio  e me declarei: disse que eu era fã, que ela era única, era exemplo tanto como mulher quanto como cantora, que era linda, vozeirão, corpão, mulher de atitude... Enfim, falei toda a verdade...



CH: E aí, qual foi a reação dela, ela respondeu ou passou batido?
A.L:
(risos) Você não ajuda, velho. Ela, na verdade (pausa)... Ela ficou espantada, porque ela não esperava escutar todos aqueles elogios de mim, então, ela ficou... Ela agradeceu, ela é uma pessoa muito educada, então, ela agradeceu e só. Já no dia seguinte, quando ela passou, aí ela falou comigo, mandou beijo e tudo mais. Só que eu quero deixar claro (e bote essa zorra nessa entrevista) que eu amo Margareth Menezes, acho uma das vozes mais bonitas do país, além de ser linda e tudo aquilo que já falei anteriormente. Enfim... sou fã!!!



CH: Quem são seus amigos de fato no meio musical?
A.L:
Olha, conhecidos são vários, agora, amigos de verdade são poucos... Márcio (Victor), do Psirico, é meu irmão. Um cara que sempre me deu força, me aconselha e sei que posso contar quando eu precisar, altos papos durante a madrugada pelo msn com ele, sem contar que foi ele quem fez a música tema de abertura do Universo Axé. O cara é um gênio, ele é fora de série. Belo é outro que é meu amigo particular, de me ligar de madrugada para trocar idéia, um cara que me deu e ainda dá muita força também. Perlla é minha amiga, Solange do Aviões do Forró, que admiro demais e que é um doce de pessoa... Mário Brasil do Troco é outro irmão que Deus me deu... O sacana até fez uma música pra mim que está fazendo um sucesso danado já... É duplo sentido pra variar né, rsrsrs... Mário é um cara do bem...  Eu amo esse “mulek”. Não posso esquecer de Katê, linda demais... Amiga de todas as horas... e Nara Costa... hehehe... Sou fã do arrocha...



CH: Você se considera uma estrela?
A.L:
Estrela?! Eu sou uma carniça, isso sim. Algumas pessoas já me orientaram, tipo “você é uma pessoa pública, não pega bem você fazer certas coisas”, mas eu faço. Teve um dia que eu estava indo para a TV de buzú. Porque eu sempre vou de táxi, de carona... Eu tenho um carro zero que ganhei mas não sei dirigir.. imagine aí... putz, nem era para eu estar falando isso aqui... tire essa parte viu, não publica isso não... Mas voltando, sempre vou para a TV de táxi ou então de carona e nesse dia não tinha carona e nada de passar táxi também... Eu já havia chamado um táxi, mas o corno não chegava... Como eu moro perto de um ponto de ônibus, acabei indo de buzú mesmo. Tomei um susto, a trocadora pedindo para bater foto comigo, fiquei tão sem graça... Parecia um extraterrestre, todo mundo me olhando de lado, me apontando, cochichando, outros me abraçando, batendo foto minha...



CH: Então, você se considera uma pessoa humilde?
A.L:
Eu me considero, não: eu sou uma pessoa humilde! A galera do Twitter fala que eu sou a única pessoa famosa (acho isso sensacional!) que responde todo mundo e eu respondo todo mundo mesmo, inclusive quem me trata mal. Não existe esse lance de famoso, não... Acho que pra mim, a ficha ainda não caiu. Só se for porque eu faço tudo de boa, vou à lotérica pagar minhas contas, vou ao supermercado, peço desconto... Tudo bem que fica todo mundo olhando... Aquele lance do extraterrestre que eu falei lá do buzú...



CH: Comigo você não fala...
A.L:
Você não fala comigo, sinhá carniça!



CH: O Universo Axé é um programa popular. Você se considera um cara do povo?
A.L:
Eu sou do povo. O programa é um programa extremamente popular e quero aproveitar mais uma vez para agradecer a João Coelho, que foi o homem que me deu a visibilidade que eu sempre quis ter. Eu não vou mentir que eu acho a maior palhaçada esses artistas que falam que não queriam ser famosos. Tudo mentira, velho. O artista que fala que não queria ser famoso é mentiroso. Porque se não queria ser famoso então porque foi ser artista? A verdade é que todo mundo que é dessa área queria sim, se não famoso, ao menos, ser reconhecido pelo que faz e eu sempre quis isso. Desde pequeno que eu falava que queria ser famoso, igual Claudia Leitte fala na música “eu quero ser muito famosa...”. Aquela música é minha! Aquela música ali ela fez pra mim! Então, eu sou do povo, sim, e tenho que agradecer a João Coelho por ter me dado a oportunidade de estar nesse programa e ter me dado a possibilidade de eu me mostrar exatamente como eu sou. Porque tem muito programa que é plastificado, a pessoa tem que incorporar um personagem porque a pegada é aquela. Aquilo que você ver no ar, no programa Universo Axé, sou eu mesmo e quem me conhece sabe que eu sou daquele jeito, sem tirar nem pôr. E o sucesso não é só meu não, viu? Eu não seria nada se não fosse a equipe... Equipe essa, diga-se de passagem, que trabalha arduamente para que tudo saía do jeito que a galera vê no ar. Tem Luís Ganem, Rômulo, Caio, Gilmar, César, Celiza, Palmeirinha, Luise e Javinha, que é linda, inteligente e que está roubando a cena nas matérias. Isso sem falar de toda a equipe técnica, que também tem sua importância em todo o processo.



CH: Você, como um cara popular, freqüenta os eventos da Bahia, as festas de pagode, de arrocha?
A.L:
Veja bem... Quando você me pergunta se eu sou popular, eu sou popular. Mas a questão de não freqüentar as festas da Bahia já é da minha natureza: eu sempre fui muito caseiro, muito caseiro mesmo, juro pra você. Todo mundo se espanta quando eu digo isso, acho que eu passo a imagem de que sou festeiro, que viro noites e tal... Que nada! Recebo convites de várias festas e eventos de todas as partes do país, mas de fato, sou muito caseiro. Sou pagodeiro sim, amo o pagode de paixão, o estilo que eu gosto é o pagodão mesmo, amo o axé, mas não sou muito de ir a festas, nesse ponto eu sou quieto até demais...



CH: Por falar em vida real, vamos entrar na sua vida pessoal? Você já se relacionou com alguém do meio?
A.L:
Já, sim. E não tenho problema nenhum em falar, por mim falaria numa boa, mas, em respeito a pessoa, prefiro ficar na minha...



CH: Então, foi uma única pessoa?
A.L:
  Ok. Vou consertar: em respeito às pessoas, eu prefiro não revelar, rsrsrs...



CH: E você já foi paquerado por algum artista?
A.L:
Se eu falasse que não, eu estaria mentindo. Já aconteceu, sim. Já fui paquerado tanto por homens como por mulheres famosas. Uma vez aconteceu um lance que nem gosto de lembrar, na boa mesmo...  Putz! Foi constrangedor demais essa parada... Eu fico nessa onda de usar sapatos coloridos no programa, usar sapato rosa, com detalhes de flores, cheio de frufrú, aí deu nisso... rsrsrs. Um dia, um certo cantor, conhecidíssimo, virou pra mim e largou na tampa da minha cara: “porra, Alex, eu não tenho preconceito não “man”, a galera não sabe de mim e eu sempre te achei gente boa, sempre te achei parceiro e tal...” e eu todo sem graça: “como assim ‘mulek’?”. O pior é que na hora eu realmente não estava entendendo. Foi quando ele explicou: “pô, tá a fim de dar um rolé, só eu e você sem compromisso? Tô meio carente hoje...”. Putz! Pense numa situação pra lá de constrangedora... Foi sinistro demais essa parada...



CH: Fala quem foi Alex...
A.L:
Rapaz, eu não posso falar, não. É muita sacanagem. Sem contar que os fãs iriam me matar! Nem rola, esqueça isso... Vc está demais hoje, viu Fernanda Figueiredo? rsrsrs...



CH: No seu twitter  você fala muito de sexo. Você faz muito sexo mesmo ou aquilo tudo é só marketing?
A.L: 
Meu Deus!Que pergunta é essa? rsrsrsrs... Olha, vou te falar que hoje eu estou sossegado, mas o passado me condena.rsrsrs... Putz! Há alguns anos fiquei preocupado porque eu pensava em sexo 24 horas por dia, era de manhã, à tarde, à noite e de madrugada... Só queria sexo, sexo, sexo... Procurei um médico, porque eu achava estranho demais aquilo... Fiz tratamento com florais de Bach para acalmar a minha libido. Mas que fique bem claro que sempre usei preservativo! Sabia que, na minha vida, eu nunca transei sem camisinha? É sério isso, nem sei o gosto...rsrs. Hoje sou de boa, estou quase um seminarista, mas foi barril.



CH: Você já namorou fã?
A.L:
Eu já fui pra cama com fã.



CH: Então você tem fã, Alex?
A.L:
Era isso que eu ia falar agora... Não entra na minha cabeça essa questão de eu ter fã. Imagine, velho? A galera fala “Alex, eu sou seu fã”, tem fã-clube de Alex Lopes. Chega na TV presentes e mais presentes pra mim, bichinhos de pelúcia, chocolate, cartinhas.... Eu fico assim olhando, tentando entender isso, rsrsrs... Imagine fã de Alex Lopes??? Mas se eles estão falando que são fãs, quem sou eu para contrariar? rsrsrs... A ficha, de fato, ainda não caiu pra mim.



CH: E você e Claudia Leitte...De onde vem tanto ódio? Ou seria amor?
A.L:
Vamos mudar de assunto, velho?



CH: Afinal, o que aconteceu naquele dia?
A.L:
Então, velho... Se eu soubesse que aquele dia, aquele fatídico dia ia ser tão importante, tão comentado, eu juro que eu ia mais arrumado, porque, rapaz, eu estava com uma camisa tão velha, tão surrada nesse dia, cabelo grande, eu acho que eu ia alisar o cabelo, rsrsrs... porque deu uma repercussão que a minha vida virou uma loucura.  Eu acho que foi o quarto vídeo mais acessado do youtube
naquele ano, sabia?



CH: Mas o que aconteceu?
A.L:
O que aconteceu foi o seguinte: eu nem sabia que ia ter show da Claudia Leitte nesse dia. Eu era o repórter de festas da TV Aratu e fui lá fazer a cobertura do Sauípe Fest, Sauípe Folia, não lembro qual dos dois. Quando chegou lá que Claudia passou com o staff dela e me viu, olhou e passou batida. E eu sempre fui proibido de entrar em qualquer evento, coletiva de imprensa, qualquer coisa relacionado a Claudia Leitte. Nesse momento eu estava com Wanda Chase da TV Bahia conversando do lado de fora e Claudia já com toda a imprensa pronta
para lançar a música “As Máscaras”. O que me contaram foi que ela falou para alguém: “Alex Lopes está aí fora, vá lá e chame ele para entrar”. Fiquei sabendo que todo mundo que estava lá, todos os jornalistas, ninguém entendeu nada...  E aí vieram falar comigo: “Claudia Leitte está te chamando”. Nessa hora Wanda tomou um susto: “Claudia está chamando Alex? Tem certeza?” e eu só olhando, aí
eu falei: “você está enganado amigão, não sou eu não” e o cara disse “é você sim” e eu disse: “já que ela está me chamando, diga que eu não vou não”. Passado um tempo veio outra pessoa: “Claudia está te chamando, está pedindo para você entrar”, e eu disse que não iria entrar. A própria Wanda falou: “oxe, o que é que Claudia quer com você Alex? Estão brincando com você, é óbvio que estão brincando”.  Eu só sei que, num dado momento, um cara chegou pra mim e falou: “Claudia Leitte está atrasada já, ela tem que começar a coletiva e falou que só vai começar a coletiva se você entrar e você está atrapalhando o trabalho de toda a imprensa velho, vai logo”. Isso foi um jornalista que veio me falar. Aí eu fui e aconteceu tudo que mostram as imagens dos vídeos do youtube.



CH: O marido dela chegou a lhe agredir mesmo?
A.L:
Entenda: quando eu cheguei a sala estava cheia de gente, ela super amorosa comigo, super agradável, com um sorriso sublime no rosto, me recebeu serena e falou: “até que enfim estou conhecendo Alex Lopes pessoalmente, Alex Lopes que todo mundo comenta. Você está bem, querido?”. Só que ela não lembra que eu já tinha a entrevistado na época do Carnasite várias outras vezes. Aí, ela me deu
um beijo, um abraço e me chamou para participar da coletiva: “venha participar da coletiva, você não é imprensa?”. Só que ela esqueceu que a produção dela me proibia de entrar e eu nem falei isso porque no dia eu estava de boa, não queria briga. Aí ela disse: “deixa eu te perguntar logo, Alex, numa boa: por que você não gosta de mim?”, todo mundo olhando pra minha cara, jornalistas filmando, tirando foto e anotando tudo... eu respondi: “quem disse que eu não gosto de você? Eu nunca falei que eu não gosto de você” e ela disse: “como não? Você só escreve mal de mim” e eu respondi “eu não escrevo mal, eu escrevo o que pra mim, é verdade”.



CH: Resuma...
A.L:
O negócio começou a pegar fogo quando ela disse “vou te perguntar mais uma vez, qual o seu problema comigo?” e eu respondi “eu nunca falei que não gosto de você, eu não gosto dos seus fãs” e quando eu falei isso o bicho pegou, foi uma confusão e deu no que deu. Vamos pular para a outra pergunta.



CH: Não. Na ocasião, você disse que Márcio Pedreira tinha lhe agredido. Ele realmente chegou a lhe agredir?
A.L:
Ele pegou sim no meu pescoço. Agora assim, ele chegou no auge da confusão, estava tudo atrasado, a Timbalada já estava repetindo o mesmo show e Claudia Leitte ainda estava toda desarrumada, ela estava atrasando tudo por conta dessa confusão toda. Na hora que o marido dela entrou, que mandaram chamar o marido dela, porque a produção estava puxando ela, chamando para começar o show e ela
lá querendo conversar comigo, batendo-boca e não queria sair de lá. Quando o marido entrou na sala e viu um monte de máquinas, fotos, flash, viu aquela confusão, eu já estava imprensado na parede e o que me disseram foi que ele quis apartar, entende? Como se tivesse apartando uma briga. Só que a mão dele, nessa de querer apartar, pegou no meu pescoço mesmo e pegou mesmo, ficou me apertando
contra a parede. E aí a galera já começou a falar que o cara me deu uma gravata, que me deu um mata-leão, imagine?rsrs...  Foi nada disso. Ele pegou, sim, no meu pescoço, e, com a mão, me pressionou contra a parede.



CH: E você sentiu medo?
A.L:
Medo? Nem um pouco. Que medo o quê, rapaz?



CH: Um dia você disse numa nota em seu site (Universo Axé) que ela tinha pernas de sabiá. Você acha mesmo isso?
A.L:
Ô, meu Deus... rsrsrs. Isso daí foi uma pauta da briga, que ela chegou aos berros dizendo “você falou que minha perna é de sabiá. Olhe aqui, minha perna aqui”. Rapaz, Claudia Leitte é linda, velho...



CH: E por que você chamou ela de perna de sabiá?
A.L:
Os fãs de Claudia Leitte na época fizeram uma foto-montagem de Ivete, disseram que Ivete era alguma coisa, eu não lembro qual foi a onda. Daí os fãs de Ivete, revoltados, começaram a falar que Claudia Leitte tinha perna de sabiá. É isso. Eu acho que disseram que Ivete tinha celulite nas pernas e os fãs de Ivete tomaram as dores e começaram a dizer que Claudinha tinha as pernas de sabiá. Eu, quando li aquilo, tive crises de risos, eu ri tanto e aí, eu peguei e botei no site. Eles colocaram um sabiá e uma foto de Claudia ao lado. A minha
barriga ficou doendo de tanta risada que eu dei quando vi aquilo...



CH: Qual foi a pior música de pagode dos últimos tempos?
A.L:
Uma música horrível? Uma que eu não tenha gostado? Tem, não. Eu gosto de todas.



CH: Qual a melhor cantora de axé, em sua opinião?
A.L:
Posso falar três? É Ivete Sangalo e Daniela Mercury e Margareth Menezes. Ivete, Margareth Menezes e Daniela... Não tem pra mais ninguém!



CH: E a pior?
A.L:
É tão complicado falar isso. Você está doida que eu fale Claudia Leitte, né? Mas eu gosto muito dela também. Não tem uma carniça, uma que seja ruim mesmo, não tem, sério mesmo.



CH: Quer Falar alguma coisa mais?
A.L:
Quero sim, quero agradecer mais uma vez à João Coelho e toda a diretoria da TV Aratu pela oportunidade que estão me dando. João é o cara que veio para mudar a minha vida e devo muito, mas muito mesmo para esse cara, que é um empresário visionário, ousado que está revolucionando a televisão baiana.


 

Por Fernanda Figueiredo