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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Netinho diz que Daniela não tem bunda, Ivete não é feliz e promete nova foto da sua genitália

Por Fernanda Figueiredo

Netinho diz que Daniela não tem bunda, Ivete não é feliz e promete nova foto da sua genitália

 


"Daniela Mercury é isso aí. Todo mundo queria cantar e ela (Daniela) não deixava ninguém cantar"


 

Coluna Holofote: Netinho, você já foi um ícone do axé e, de repente, caiu. O que aconteceu?
Netinho:
De novo? Repare: eu comecei há 21 anos. Comecei a cantar na banda Beijo e no primeiro disco já foi sucesso porque a gente lançou um LP para 3 mil associados do Beijo, só, para distribuir no bloco e a música “Beijo na Boca” foi música do carnaval, estourou. Esse ano, foi 89, nós fomos a primeira banda baiana a ir para o programa “Domingão do Faustão”, – ficamos 45 minutos no Faustão – ele entrevistou a banda inteira, cantamos várias músicas. Então, desde o primeiro ano da banda Beijo que eu conheci o sucesso e foi assim esses anos todos, até sete anos trás. Então, eu já tinha tudo que um artista poderia ter, tinha conquistado tudo que o sucesso de um cantor pode dar a uma pessoa e me sentia infeliz, eu não era feliz com a minha vida, entendeu?



CH: Por que não?
Netinho:
Porque eu não tinha vida pessoal. Eu sempre trabalhei muito, sempre me dediquei à música – que é o que eu mais gosto de fazer – e me dedico até hoje, só que de uma forma equilibrada, coisa que eu conquistei depois dessa parada que eu dei. Eu sempre digo aos meus amigos que eu não sei como seria a minha vida hoje, se eu não tivesse dado essa parada. Eu cheguei a um ponto com Misael, que era meu sócio nessa época, que eu comecei a brigar com ele, não queria viajar, não queria ver gente, não queria ver fã, – eu chegava e saía do aeroporto correndo, chegava no hotel e subia correndo – não queria cantar, não queria saber de show, até que um dia eu chamei Misael e disse “Eu preciso parar para arrumar a minha vida”. Ele “Ah, você não vai conseguir voltar, porque nenhum artista conseguiu voltar até hoje”, mas eu disse a ele que não era uma opção minha, eu estava sendo forçado àquilo pelo estado que eu estava, eu estava infeliz mesmo.



CH: Mas então, agora que você encontrou o equilíbrio, você não sente vontade de voltar a ser o Netinho de outrora, com todo aquele sucesso?
Netinho:
Deixa eu te explicar... Eu acho que a gente tem que ter equilíbrio em tudo na vida. Pra mim, a chave de uma boa vida é o equilíbrio. Claro que, o momento que Ivete vive hoje, por exemplo, eu passei um momento desse. Você não sabe o que está passando na sua vida pessoal. Ela acha que ela está feliz, que ela está vivendo a vida dela, mas eu passei por isso. Eu vejo as imagens todas dos programas de TV daquela época que eu pensava que era feliz, mas que eu já estava angustiado e vejo ali um artista extremamente feliz. Eu era feliz na televisão, mas por dentro, eu não estava feliz. Porque eu não tinha noção do que estava sendo a minha vida. Porque eu não tinha amigos, não via a minha família, não tomava sol, não vivia. Eu me sentia horroroso, não gostava de ver as pessoas, então, eu parei tudo durante 2 anos e alguma coisa. 



CH: Você resolveu parar e voltou como cantor de pop. O que não deu certo na nova vertente musical?
Netinho:
Pois é. Eu parei por esses 2 anos e, nesse ínterim, eu resolvi gravar um CD que não tinha nada a ver com o axé, mas que tinha tudo a ver comigo. Era um CD só de músicas minhas e que eu estava há um tempão querendo gravar. Na verdade, eu queria registrar. Só que, quando eu gravei, Marcos Maynart, que hoje é o empresário do Restart, ele era, na época, presidente da Maynart Music, ele era muito meu amigo. Ele foi lá em Guarajuba, na minha casa, ouviu essas músicas e ficou louco. Ele disse: “Netinho,eu quero gravar seu disco. Vamos lá em seu estúdio no Rio de Janeiro e a gente faz um lance só para registrar”. Aí, eu fui. Gravei. Quando eu vi já estava no Faustão.



CH: Pois é. Então, por que não deu certo?
Netinho:
Não. Esse CD eu já queria gravar há muito tempo para registrar, porque eu não sei fazer axé. Mas eu não tinha nenhuma pretensão. Inclusive, eu estou preparando um outro disco desse para daqui a um ano, dois anos, que são músicas minhas que não têm nada a ver com axé e que não entram nos meus discos de axé, porque não combinam.



CH: Então, lá vem um outro “Netinho pop” por aí?
Netinho:
Ou outro, ou outro, ou outro. Se eu quiser gravar um disco de forró, eu gravo ou do que eu tiver vontade. São coisas paralelas à minha carreira. O que embolou é porque quando eu lacei, eu estava parado. Então, pareceu como meu novo disco de carreira. Sem contar que eu apareci todo diferente: sem boné, em pé tocando violão, cantando “abra sua cabeça”.



CH: O que seus fãs diziam desse seu novo segmento?
Netinho:
Fã é fã. Fã você pode dançar arrocha, pode entrar nu no palco, fã é fã. Quando ama, ama. Mas teve uma resposta estranha da mídia, porque o que as pessoas queriam ver, na verdade, era aquele Netinho todo vestido de roupa colorida, de camiseta, todo forte fazendo coreografias, porque eu sempre fui um artista que fui muito para a TV, então, eu marquei muito aquela imagem. Então, quando eu apareci todo diferente foi um choque para todo mundo, inclusive para mim. Quando eu me assisti na TV, a gravação, eu disse: “meu Deus do Céu! É outro Netinho”.



CH: Quando foi que você viu que era hora de voltar para o axé?
Netinho:
O próprio Maynart, que produziu e lançou esse disco meu, ele me disse: “Netinho, eu tenho uma idéia para você. Você ficou dois anos afastado, um monte de gente já gravou DVD. Por que você não grava um DVD? Você não gravou nenhum DVD ainda e a mídia atual é DVD. Por que você não lança um DVD com todos os sucessos da sua carreira?”. Então, a idéia original foi dele. E aí, eu comecei a pensar nessa idéia e gravei o 1º DVD, que foi “Netinho por inteiro”, aqui na Concha, que teve a participação de Ivete Sangalo e esse DVD é o que conta toda a minha história e marcou o meu retorna à estrada com o axé.



CH: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas por você nesse retorno?
Netinho:
A primeira dificuldade foi a mudança do mercado. Porque naqueles dois, três anos o mercado do axé mudou muito, as micaretas mudaram, os shows mudaram, então, minha maior dificuldade foi essa: me readaptar a essa nova formatação do mercado que estava aí. As empresas aqui de Salvador fizeram parcerias. Quando eu retornei fulano tinha se associado a sicrano; três artistas aqui; quatro ali e eu sozinho. Porque, para fortificar o axé os artistas começaram a se unir. Como tem hoje: uma empresa com vários artistas em seu cast. Foi no período que eu parei que as empresas começaram a agir dessa forma. Então, quando eu voltei eu tinha desfeito minha empresa com Misael e eu não tinha empresa nenhuma. E aí eu fui para a Caco de Telha a convite de Ivete e de Jesus (Sangalo). Fiquei lá por dois anos.




"Ivete acha que está feliz, que ela está vivendo a vida dela, mas eu passei por isso"



CH: Pois é. Ivete te ajudou muito nesse retorno. Por que, afinal, você rompeu com a Caco de Telha?
Netinho:
Ivete me deu força demais. Mas eu saí da Caco de Telha para abrir a minha própria produtora. Porque eu sou um artista muito inquieto e eu sou muito rápido nas coisas, muito agoniado. E na Caco já tinham outros artistas também e eu comecei a me bater um pouco por causa disso. Aí, eu abri a Bem Bolado, que está aí até hoje.



CH: Mas e sua relação com Ivete?
Netinho:
É maravilhosa! Aliás, com Jesus também, com todo mundo. Klebão, a galera toda, adoro todo mundo. São meus amigos queridos.



CH: Em 2007, você se chateou durante o Festival Nacional da Música, que contou com vários artistas da Bahia. Na época, disseram que sua birra foi com Claudia Leitte, porque a cantora estava querendo aparecer mais que todo mundo, inclusive, você chegou a desabafar sobre o ocorrido em seu blog. Isso é verdade?
Netinho:
Não existe isso. Minha relação com Claudinha é maravilhosa. Eu sou amigo dela. E essa coisa de “Cidade Elétrica” que as pessoas falam hoje, no primeiro DVD dela no Babado Novo, ela me ligou e me pediu para regravar três músicas minhas. Ela regravou “Beijo na Boca”, “Preciso de Você” e “Barracos” no primeiro DVD dela. E quando eu fui regravar “Cidade Elétrica”, por uma sugestão de Manno (Góes) e de Jorge Zarath, os autores da música, que me ligaram sugerindo e eu liguei para ela: “Claudinha, tem algum problema?” e ela: “Nada, negão. Pode regravar, essa música é maravilhosa...”. Vocês fazem uma intriga da p... (risos)



CH: Nada disso. Mas as coisas acontecem e a gente quer saber...
Netinho:
Agora eu me lembrei da confusão. O que eu coloquei no blog foi sobre Daniela (Mercury). Sabe o que foi? Na Feira da Música, há uns dois anos, e todos os artistas iam cantar no final e Daniela pegou no microfone e não deixou ninguém cantar mais, ninguém cantou. Eu saí do palco. Ninguém cantou e eu falei que era ela, inclusive.



CH: Sim, você se chateou com Daniela e aí?
Netinho:
E aí que Daniela, se ela mudar esse jeito dela, não será mais Daniela. Daniela é isso aí, porra e é um patrimônio da Bahia. Ela é isso. Eu só coloquei no blog, porque ficou uma situação tão chata – todo mundo queria cantar e ela não deixava ninguém cantar. Pegou, começou a falar um monte de coisa, acabou a noite, ninguém cantou, sabe?



CH: (risos)
Netinho:
É sério. E era show de Pierre. Ela foi uma convidada, mas ela pegou o microfone, que nem Pierre cantou mais, velho. Nem Pierre cantou mais. Ficou uma situação estranha, sabe? E o axé já tem essa coisa, né? As pessoas ficam olhando para ver como é o relacionamento, então, ficou aquela coisa estranha, estranha, estranha. Alinne (Rosa) tentava cantar e não conseguia (risos). Foi estranho, estranho. Aí eu coloquei em meu blog. Como eu coloquei também de Claudinha, agora eu me lembrei o que eu escrevi de Claudinha.



CH: O quê?
Netinho:
Do Fortal. Há quatro anos, eu tava no Fortal e ia fazer o show na Arena Vip e lá estavam os trios do Chiclete e de Claudinha na Avenida e eles tinham brigado. Aí o trio de Claudinha começou a dar ré para o Chiclete não andar, foi um negócio horrível. Eu lembro até o pôster “Decanos no Fortal”, que eu falei que a música baiana não precisa desse tipo de coisa, se expor dessa forma, não é? Se tem uma ordem de fila, por que ficar se expondo dessa forma? Mas nós somos amigos, comigo não tem essa não. E eu sou muito sincero com meus amigos.

 

CH: E você tem algum problema com algum artista do axé?
Netinho:
Não. Já tive, que algumas pessoas disseram que eu tive numa época que, na verdade, eu não encontrava com as pessoas – naquela época que eu te falei que eu não vivia. Eu não saía, ninguém me via em eventos em Salvador, então, eu não me encontrava com as pessoas e isso fazia com que as pessoas ficassem inventando “Ah, Netinho brigou com Bell” e como eu não me encontrava com Bell, ficava aquela coisa no ar. Mas hoje, não. Eu falo com todo mundo, ligo pra todo mundo, não tenho problema com ninguém aqui, me dou com todos os artistas, todos.



CH: A gente vê uma série de novos talentos aí, tentando seu lugar ao sol, mas ta difícil estourar um artista ou banda no cenário da música baiana. Como você avalia a isso, o que está faltando?
Netinho:
Essa é uma resposta muito longa. Eu vou tentar resumir. Eu acho que a culpa é dos empresários. Porque, na minha época, quem era artista era quem tinha que ser artista. Um cara ia para lá atrás de um bloco porque tinha aquilo na veia, queria ser artista, a vida do cara era aquilo dali, mesmo sendo universitários, como minha geração toda era de universitários e partimos para a música. E outra: naquela época não tinha essa coisa de o cantor ter que ser bonitinho, de ter que ter olho verde, cabelo liso e ser todo malhadinho. A menina tem que ter peito grande, colocar silicone, não era... Daniela é uma mulher gostosa? Me diga se Daniela é uma mulher gostosa... Daniela não tem bunda, toda reta, não é um símbolo de mulher gostosa, como Ivete e Claudia Leitte são. E hoje em dia os empresários buscam os cantores por isso, por esse requisito. Quer dizer, muitos artistas estão perdidos aí em Salvador, sem oportunidade de chegar lá e artistas que, provavelmente, tornar-se-iam perenes até na música. Aí vem um bonitinho desse, fica aí um ano, lança uma música e desaparece. A banda some, troca-se o cantor... O axé está perdendo a continuidade. Na Bahia não tem renovação.



CH: Na sua opinião, existe a possibilidade do pagode tomar o lugar do axé?
Netinho:
Não, não vai tomar o lugar do axé. Aqui ninguém toma o lugar de ninguém. Mas, está crescendo bastante o movimento do pagode. Está crescendo muito.



CH: Mas você acha que esse crescimento do pagode tem a ver com o enfraquecimento do axé?
Netinho:
Com certeza. Com certeza. Eu não tenho preocupação nenhuma em fazer show em Salvador, sinceramente. E os artistas da minha geração também, fazem um show aqui, no verão, e o resto do ano passam todo fazendo show fora, ninguém tem a preocupação de ficar aqui. E os músicos do pagode estão o tempo todo em Salvador fazendo coisas, fomentando a música deles aqui o tempo todo. Então, quer dizer, cadê os artistas novos, a geração nova do axé para estar fomentando a música deles aqui? Levi Lima, que para mim é um cara talentosíssimo está aí e quem mais? Busque outra pessoa de talento realmente e você não acha.



CH: Tá. É disso que eu estou falando. Levi é da nova geração, tem talento, e por que não deslancha?
Netinho:
Porque uma andorinha só não faz verão. Ele está sozinho, está sozinho. E quantas bandas de pagode têm aí fazendo show, fazendo ensaio direto, observe isso. Mas a culpa é dos empresários. Tem empresário de axé lançando banda sertaneja, pô.



CH: Você gosta de pagode?
Netinho:
Algum, algum. Um ou outro. Por exemplo, teve um ano que eu toquei “Toda Boa”. Hoje eu canto, no meu show, que para mim é uma música belíssima, que é “Firme e Forte”. Para mim é uma canção que tem uma letra linda, tem uma melodia linda, eu canto e me emociono no show. Canto ela e canto “Rebolation” em meus shows. E tem Super Homem, Mulher Maravilha, que no carnaval é legal para fazer essa brincadeira. Mas no carnaval. Nos shows mesmo, eu não boto. No show normal ta “Firme e Forte” e “Rebolation”. Eu não gosto do pagode baixaria, eu não gosto. Eu não vou mentir que eu bebendo na minha casa, eu até danço, mas não são músicas que eu ouço no meu carro, por exemplo. E outra: eu posso até não gostar de pagode, mas respeito todos os artistas de pagode.



CH: Por que gravar um DVD em Aracaju?
Netinho:
Meu primeiro DVD eu gravei aqui em Salvador. Já está de bom tamanho, né? Eu fiz no ano passado. Foi um convite até do prefeito João Henrique, porque ele queria finalizar o projeto “Verão na Orla”, aquela coisa de iluminação, de policiamento noturno e ele me convidou para fazer o show de encerramento ali no Jardim de Alah e eu fiz uma prévia da “Caixa Mágica”. Nós até tentamos fazer show em Salvador neste verão, mas desistimos de fazer. Agora vai ter uma apresentação da “Caixa Mágica” aqui.



CH: E por que não conseguiu fazer show aqui?
Netinho:
Primeiro porque não tinha lugar para fazer, não tinha data para fazer aqui, muito ensaio também rolando aqui. Chegamos a encostar, fazer ensaio no mesmo dia de outro e aí, nós desistimos.



CH: Pois é. Por que você parou com os ensaios?
Netinho:
A gente fez há dois anos. Ia fazer esse ano, mas... Primeiro, é muito desgastante fazer ensaio aqui em Salvador; mas a gente vai fazer, a gente vai fazer. A minha carreira hoje, eu to construindo degrau por degrau, sem agonia, dentro das condições que eu tenho, essa é a minha meta, nada de agonia, nem de afobamento, tudo na hora certa.

 



CH: E como é que veio a ideia da “Caixa Mágica”?
Netinho:
Veio com minha filha. Numa viagem para a Disney no ano retrasado. Eu nunca tinha levado Bruna para a Disney e ela é canceriana igual a mim, então, ela viaaaaaja. Então, foi lindo ver Bruna lá e lá nasceu essa ideia. E eu sempre usei balé, sempre usei cenário, sempre usei performance, então, já estava tudo meio encaminhado para fazer esse DVD. Aí eu comecei a escrever as minhas idéias lá mesmo. E Bruna acompanhou tudo. Ela viu a gravação. Na verdade, a ideia que eu tive é uma trilogia: o primeiro “Netinho e a Caixa Mágica”; o segundo é uma viagem ao Egito, que vai ser gravado no final do ano que vem – eu fui ao Egito no ano passado e fotografei tudo que eu achei lá, tudo que eu queria de figurino, para o cenário, eu trouxe 6 mil e tantas fotos já pensando nesse segundo DVD.



CH: E onde vai ser a gravação?
Netinho:
Não sei ainda, mas vai ser no final do ano que vem. Talvez o nome seja “2012 – Uma Viagem ao Egito”, por causa dessa coisa do fim do mundo. Eu quero fazer esse paralelo, porque foi no Egito o começo de tudo e o final do mundo, que dizem que vai ser em 2012. Então, a ideia é essa. Até o repertório eu já estou pensando.



CH: E o terceiro?
Netinho:
O terceiro não tem nome ainda.



CH: Sim, mas qual vai ser o tema?
Netinho:
Aí eu ainda não posso revelar.



CH: E como está a aceitação do público com “A Caixa Mágica”?
Netinho:
Maravilhosa! Fantástica! E está tendo um apelo - que eu não imaginei e nem fiz nada para isso – das crianças. A gente nunca imaginou, nunca pensei nisso, mas está tendo um apelo fantástico da criançada. Não sei se pelo figurino, “Mister M”, que parece um palhaço, o balé, a maneira como dança, eu não sei. O colorido...Está bastante colorido o DVD.



CH: Isso te faz pensar num DVD infantil, como fez Ivete Sangalo e Saulo Fernandes em “A Casa Amarela”?
Netinho:
Não. DVD infantil, não. Talvez um show, uma matinê, um baile infantil, mas um DVD, não.



CH: Agora, deixa eu entrar um pouquinho na sua intimidade...
Netinho:
Entrar e sair...



CH: Você disse publicamente gostar de meninos e meninas e você já foi casado. Sua esposa, na época, sabia dessa sua preferência?
Netinho:
Quando eu me separei eu não tive uma relação legal. Eu acho que todo mundo que separa tem um momento crítico com a ex-mulher até que as coisas se ajustem. Mas hoje eu tenho uma relação maravilhosa, Bruna é uma filha nossa, não é nem minha e nem dela, é nossa e assim, esse assunto que você tocou é um assunto que não foi recorrente em nenhuma entrevista minha desde que eu dei essa entrevista com essa revelação. Foi um momento que eu tive vontade de falar, falei e como diz minha mãe “para bom entendedor, meia palavra basta”. Está dito, é aquilo ali que está ali. Agora, eu não vou dar uma entrevista para falar de um assunto desses sem falar antes com a minha família.



CH: Uma vez, caiu na internet uma foto sua sentado no vaso sanitário, e uma parte íntima sua chegou a aparecer. Aquilo te pegou de surpresa ou foi jogada de marketing para aparecer na mídia?
Netinho:
Eu estou procurando outra com o “pau ereto”. Porque, inclusive, me queimaram com aquela foto, porque aparece só uma pontinha e dá uma impressão de que é pequeno. Aquilo ali foi há quatro anos. Fui eu, Gegê – que é meu empresário – Klebão da Caco de Telha e fomos viajar. Só que a viagem da gente para show nos Estados Unidos (pelo amor de Deus!) é curtição o tempo todo. E aquilo foi no banheiro do aeroporto. Eu tava no banheiro e Gegê começou a fotografar a gente – ele fotografou Klebão no outro Box – eu tenho foto de todo mundo, porque quando eu saí, eu também tirei foto deles para sacanear. E Gegê mandou aquela foto para mim, eu achei divertidíssima e coloquei num bolo de fotos chamado “Fotos de Viagem” e botei aquele bolo no meu site, que eu coloco fotos de tudo lá e aquela foto estava no meio. Aí, pronto: no outro dia estava em um monte de sites, mas foi uma bobagem. Teve um site que usou o termo “genitália exposta”. Eu disse “rapaz, esse cara nunca viu uma genitália”, porque se aquilo é uma genitália, eu estou capado. Por isso, eu estou providenciando uma com o “pau ereto”.
 



Por Fernanda Figueiredo