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Entrevista

Alinne Rosa fala sobre fama de 'namoradeira' e desmente rumor em 1ª mão para Holofote

Por Fernanda Figueiredo

Alinne Rosa fala sobre fama de 'namoradeira' e desmente rumor em 1ª mão para Holofote

Demorou, mas finalmente aconteceu. E muito longe de ter sido uma entrevista tensa. A cantora da banda Cheiro de Amor abriu as portas da sua casa para um bate-papo acolhedor com a Coluna Holofote. Aliás, não foram só as portas que Alinne Rosa abriu: a musa do axé escancarou seu coração. Falou sobre a fama de namoradeira, sobre o relacionamento com o piloto Antonio Pizzonia e também com o herdeiro do Banco Itaú, Bruno Setúbal. Aliás, sobre este último a cantora fez uma revelação em primeiríssima mão para esta coluna. E, como não podia deixar de ser, na véspera do carnaval, ela que vem se destacando e ocupando o mesmo patamar de divas como Ivete Sangalo e Claudia Leitte, falou sobre o figurino, repertório, segredos para manter o pique durante os dias da folia e sobre o comentário do seu empresário, Windson Silva que, em entrevista à Holofote, afirmou que Alinne ainda tinha muito o que mostrar. E muito, muito mais. Confira tudo sobre o carnaval, a carreira e o coração de Alinne Rosa nesta entrevista apimentada!





Coluna Holofote: Alinne, trio novo no carnaval, conta essa novidade para a Holofote?
Alinne Rosa:
Pois é, novíssimo. De cabo a rabo está tudo novo. Em cima está com mais espaço para eu rodar ele todo, para a banda também, para os convidados tem mais espaço. O camarim também está ficando lindo, está acabando, eu acho que hoje, Davi Bastos que está fazendo. Então, tudo... Uma coisa chique esse ano, viu? O negócio está bombando.



CH: Aliás, esse ano o Cheiro de Amor está cheio de novidades. Vocês vão descer um dia para a Barra, né?
AR:
Pois é. Terça-feira a gente desce para a Barra, – primeira vez em 30 anos de bloco Cheiro – eu estou super ansiosa, mas eu estou vendo, pela procura do bloco, que o povo aceitou muito. O folião gostou dessa descida e está todo mundo procurando a terça, sabe? Bacana isso. Eu vou adorar fazer um dia lá na Barra de dia, de frente para aquele marzão – porque eu nunca fiz, é a primeira vez, eu sempre tocava na Barra na quinta-feira e esse ano mudou tudo: eu vou tocar no sábado, no Yes (bloco) e terça-feira no Cheiro, na Barra, aí, tudo mudou.



CH: O Cheiro sendo um bloco tão tradicional, que desfila há anos no circuito Osmar, não vai de encontro com o projeto de revitalização do Campo Grande essa descida para a Barra?
AR:
Olhe, eu sou muito fã daquele circuito lá do Campo Grande, eu adoro, acho lindo a galera toda nas varandas de casa, colocando cartaz, eu amo aquilo ali. Mas eu quero muito que todo mundo volte a atenção para lá, porque não pode abandonar aquele circuito que é lindo, é maravilhoso. Realmente, ali é o carnaval de Salvador, que pouca gente conhece. Os turistas procuram mais a Barra, mas é o que está acontecendo. A gente precisa, também, dar o que o folião quer e muita gente estava querendo que a gente descesse um dia para a Barra, então a gente só deu o que os fãs queriam e os foliões estavam querendo também. Mas eu, particularmente, amo demais o circuito do Campo Grande.




"Claro que passa pela minha cabeça um Camarote Alinne Rosa. Quem sabe no ano que vem?"



CH: Mas existe algum risco do Cheiro descer mais dias para a Barra nos próximos anos, como fez o Chiclete com Banana?
AR:
Eu não sei, eu não sei. Só o futuro dirá, porque isso depende, não só de mim, nem da banda, nem de ninguém. Depende do governo, de muita gente. Eu, se pudesse, deixava o carnaval todo lá no Campo Grande porque eu amo aquele lugar lá, mas... Não sei, só o futuro dirá.



CH: Qual novidade o Cheiro traz mais para a folia?
AR:
Ai, um monte de coisa, viu? Um monte de coisa, minha filha.



CH: E convidados?
AR:
Eu estava conversando hoje com algumas pessoas que eu estava pensando em convidar, não posso ainda falar porque eu ainda não recebi a resposta, não posso ainda porque eu ainda não recebi a resposta de agenda, de datas que as pessoas vão poder vir, mas, com certeza vai ter muita gente especial, os figurinos que esse ano a gente deu uma caprichada.



CH: Pois é, fale um pouquinho dos figurinos...
AR:
Então, eu fiz ontem a última prova de roupas, os últimos retoques e está massa. Victor Dzenk, a equipe toda trabalhou. Ó, uma coisa que aconteceu: as roupas foram extraviadas, todos os figurinos. A equipe de Vitor Dzenk teve que refazer tudo assim, então, a galera deu um gás tão grande, trabalhou dia e noite, mas está tudo impecável, parece que nem aconteceu nada.



CH: E Alinne vai de que para a avenida?
AR:
Soltando as feras, soltando os bichos, soltando a... E me aguarde, minha filha, que esse ano eu estou retada. A gente fez uma brincadeira com estampas de bichos, de tigres e uma coisa meio futurística também. Um misto, sabe?  Não uma coisa muito caricata, não, só umas lembranças assim, sabe? Mas vem futurístico, vem com bicho e vem misto com moda também. E pouca roupa.



CH: Ah! Era isso que eu queria saber.  Você vai abusar dos decotes, vestidos curtinhos?
AR:
Calor, né? Calor demais na Bahia e ainda mais que eu vou cantar na Barra de dia e sei que vai ser calor, no Campo Grande também é calor, ano passado eu passei muito calor. Tô brincando, mas no carnaval a gente sempre dá um... Você vai ver, não vou ficar falando muito não.



CH: E como estão os preparativos de Alinne Rosa?A alimentação, muita malhação?
AR:
Eu estou procurando tempo para malhar agora. Porque, nesses últimos dias antes do carnaval é mais complicado, mas eu continuo na alimentação mais regradinha, comendo tudo direitinho, porque se eu engordar, o figurino estoura. Mas está tudo pronto para o carnaval, está tudo certinho. Antes do carnaval aqui em Salvador, a gente ainda viaja para Recife e para Minas Gerais na quinta e na sexta e no sábado a gente faz o carnaval aqui em Salvador. Mas já está tudo perfeitinho e no carnaval eu tenho uma dieta que eu sigo para me dar energia. Durante o trio eu como bastante carboidrato para não me deixar cair, como inhame (adoro!), como castanha-do-pará, passas, tem toda uma preocupaçãozinha.



CH: Qual o segredo para manter a voz potente durante tantas horas de circuito, por tantos dias?
AR:
Eu tenho uma fono que me acompanha, uma otorrino também que me acompanha desde agora até o final do carnaval e elas estão em cima, sabe? Avaliando como é que está a voz, se eu dei um espirro, já tomo remédio, porque eu não posso ficar gripada no carnaval. Ano passado eu fiquei com pneumonia, então pegou todo mundo de surpresa, despreparado, aí minha otorrino ficou louca, me ajudou pra caramba a segurar a onda, a fono também. Então, tem uma equipe que me dá esse suporte, sabe? E a nutricionista também, que não me deixa ingerir nada de derivados do leite, nada que tenha muita gordura, porque não é bom para a voz, então, toda essa equipe me dá essa base pra segurar a onda até o final.



CH: Sai ano, entra ano, o carnaval sempre traz a mesma disputa de sempre: a melhor música. Na sua opinião, qual vai ser o hit deste carnaval?
AR:
Ai, tem tanta música legal esse ano. De pagode a axé, a pop-axe, pop-rock.



CH: Das músicas que estão com tudo neste verão, quais você já incluiu em seu repertório?
AR:
Ah, eu coloquei um bocado de música legal. Coloquei a música de Tomate, “Eu te amo, piiiiii”; coloquei a de Ivete; do Asa; do Chiclete; da Timbalada; Parangolé; Harmonia do Samba; toda essa galera aí, Daniela, todo mundo, a gente está ensaiando todas essas músicas desse povo aí que eu adoro.




"Eu não gosto muito de ficar. Eu fico já querendo que a pessoa seja legal pra namorar"



CH: Mas você tem algum palpite de qual vai ser a melhor música do Carnaval 2011?
AR:
O que acontece no carnaval? Sempre, sempre tem surpresas. Você chega no carnaval achando que é uma música no carnaval e outra explode, vê qual é a música que causa mais reação no público e é aquilo ali... No carnaval tudo se transforma. Vai que é a minha, vai que é a de Ivete, vai que é a do Leva Nóiz, tudo é surpresa. No carnaval, tudo pode mudar, então, é muito cedo para dar esse palpite.



CH: Por falar em música do carnaval, os artistas da Bahia fazem bastante questão de colocar sua canção pelo menos, entre as concorrentes para a melhor do carnaval e o Cheiro pouco engata músicas para concorrer como melhor do carnaval. É porque vocês realmente não têm a pretensão ou porque o público não abraça o hit, qual o mistério?
AR:
Sabe o que é? A gente não tem essa coisa de “ah, vamos focar, porque a gente vai brigar pela música do carnaval”. Eu, particularmente, eu sou muito tranqüila com relação a isso, sabe? A gente fez um trabalho acústico, depois lançou o DVD “Axé, Mineirão”, então, essa coisa da briga da melhor música do carnaval de Salvador, eu sou totalmente de boa, eu não entro nessa onda, não. Se o povo gostar da música, está ótimo. Se não gostar também, a gente toca o que o povo gosta de ouvir e vai pra frente.



CH: Esse ano, Ivete Sangalo e Claudia Leitte estão com camarote no circuito Dodô. Você pretende dar uma passada por algum desses camarotes e dar uma canja?
AR:
Bom, se eu tiver tempo, eu vou sim, é lógico. Sempre que dava eu dava um pulinho no de Daniela. Agora com o camarote das meninas aí, se eu tiver tempo, eu vou. Mas esse ano vai ser muito corrido mesmo. Porque acabou a terça-feira eu vou para Porto Seguro e já faço quarta de cinzas lá, então, carnaval para mim, eu vou ter que me divertir lá em cima do trio, só.



CH: As musas do axé estão todas montando seus próprios camarotes. Você pensa, passa pela sua cabeça ter um Camarote Alinne Rosa na folia?
AR:
Passa, sim. Como é que não passa? Passa tanta coisa pela minha cabeça, minha amiga. Tanta coisa, tanto sonho, tanto coisa. Um camarote passa, sim, mas não é o foco, não. Meu negócio é música, sabe? Minha onda é cantar, minha onda é fazer show e já veio um papo de que eu ia fazer um camarote – no ano passado – mas não era verdade, não. Era uma boataria que surgiu, mas é uma boa ideia de receber meus convidados, ia ser legal, né? Quem sabe? Quem sabe no ano que vem ou no próximo, não tem essa pressa, não, mas seria uma boa ideia.



CH: Uma vez a Coluna Holofote entrevistou Windson do Cheiro e ele disse que você ainda estava verde, que ainda tinha muita coisa a conquistar. Hoje você acha que a visão dele mudou, que você está mais madura?
AR:
Mas eu acho que ele disse isso – ele até conversou comigo sobre isso – que ele falou não foi nesse sentido de eu estar verde ou estar madura, ou estar “de vez”, ou estar quase podre. Foi no sentido de que ele, como meu empresário e tipo assim, Windson, ele é meu parceirão, a gente é unido, se reúne para decidir o que é que vai fazer, então, ele acredita muito em mim e eu acredito muito nele também. Porque, nesses oito anos que eu estou à frente da banda Cheiro, a gente conquistou muita coisa trabalhando duro mesmo e eu acho que o que ele falou que eu tenho muito o que mostrar, na verdade é que o público tem que me conhecer mais, foram essas as palavras que ele não soube dizer, não sei. Mas eu acho, assim, a gente amadurece a cada ano, a cada trabalho novo eu sinto que eu cresço profissionalmente, pessoalmente também, é o normal da vida, né? Você pessoalmente passa por coisas na sua vida que te fortalecem e no trabalho é a mesma coisa. Quando eu entrei no Cheiro eu era uma menina, não sabia nem o que fazer, não sabia nem para onde olhar, “PN” e agora, também não sei, não.



CH: Já está ganhando troféu de melhor cantora...
AR:
Mas isso aí é tudo amor dos fãs, os fãs que me botam lá nesse patamar, nessa coisa de ser grande, de ser diva, a cantora. É tudo amor de fã, minha filha. Eu recebo isso de coração, mas eu sou totalmente tranqüila, sabe? O que vier para mim é lucro e Deus me coloca sempre no caminho certo, Ele sempre me guia. O que acontece de ruim aqui, foi porque aconteceu coisa pior ali.


 



Por Fernanda Figueiredo