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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Jesus Sangalo fala de projetos e interrompe a entrevista quando o assunto é Marcelo Sangalo

Por Rafael Albuquerque

Jesus Sangalo fala de projetos e interrompe a entrevista quando o assunto é Marcelo Sangalo

Por Rafael Albuquerque

 

 


 


Coluna Holofote: Quais os principais negócios da família Sangalo e como é para você estar à frente desses negócios?
Jesus Sangalo:
Temos muitos colaboradores. Eu não estou à frente de tudo porque tem muita gente que me ajuda. Mas o principal negócio é a Caco de Telha.


CH: A Caco de Telha é uma empresa que começou meio que despretensiosamente ou o nível de negócios de vocês já era esperado?
JS:
Eu particularmente achava que ia crescer, mas não sabia que ia crescer tanto. Mas se você me perguntar se eu tinha certeza, eu responderia que não.


CH: Você é tido como o 'todo poderoso' do entretenimento baiano. Isso certamente se deve ao principal produto com que você trabalha que é Ivete Sangalo. Se fosse outro produto, outro artista, você acha que teria tanto sucesso?
JS:
Eu acho que não. Ela é uma grande artista e isso ajuda a difundir tudo. Se eu não fosse irmão dela, eu não sei se a empresa alcançaria tanto sucesso.


CH: Lidar com artista tem pontos negativos e positivos. Mas, na visão de empresário, qual o melhor e o pior de administrar a carreira de uma cantora como Ivete Sangalo?
JS:
O melhor disso é você saber que aquilo é verdade, e o pior é alguém dizer que isso não é verdade.


CH: Você revelou em entrevista que em abril de 2012 finalmente Salvador vai ganhar sua tão sonhada casa de espetáculos. Esse é um projeto antigo. Você acha que a casa sai mesmo em 2012?
JS:
A expectativa é que saia. Mas todas as vezes que eu tentei, não consegui. Eu não entendo muito da Lei Orgânica do Município, e não tem como fazer as coisas ao contrário, sem a lei. Uma casa não é um banheiro em casa que você muda de lugar. Agora, eu acho que Salvador tem condições de ter muito mais casas. A questão de construir fisicamente é muito fácil.


CH: Então, qual o principal impedimento para a construção da casa de shows?
JS:
Em minha opinião não falta nada.


CH: Mas você e Ivete ainda têm vontade de construir a casa?
JS:
Desculpa eu falar assim, mas vontade é coisa que dá e passa.


CH: Falando em projetos, como anda o filme “Ivete Stellar e a Pedra da Luz”? Vai ser uma produção nacional ou tem parceria com alguma empresa internacional?
JS:
Inicialmente eu pensava que a gente podia fazer sozinho, mas não há condições.


CH: Então o ideal é buscar parcerias para esse projeto?
JS:
Claro.


CH: A Caco de Telha chama atenção pelo sucesso e, principalmente, por abrigar, em diversas funções, membros da família Sangalo. Trabalhar ao lado da família ajuda muito?
JS:
Ajuda muito, é fundamental. É tudo muito mais fácil.


CH: Os conflitos pessoais não interferem no profissional, e vice-versa?
JS:
Claro que interfere. Te digo isso com toda tranqüilidade.


CH: E como é sua relação com Ivete como irmão e como empresário?
JS:
Minha relação com Ivetinha não é de irmão, não é de empresário. É de pai! Eu não tenho relação com ela de empresário, eu não sei ser isso.


CH: O que você acha dos comentários que saíram recentemente na mídia que atestaram que vocês tinham rompido?
JS:
A melhor coisa é você saber que a relação é de verdade, e a pior coisa é você saber que é mentira e não poder interferir.


CH: Para uma cantora como Ivete Sangalo, o que é mais difícil nessa vida de artista?
JS:
Na verdade, eu acho que o mais difícil é ser artista, ter inventividade.


CH: Você acha que a vida de uma personalidade como Ivete interfere na pessoal?
JS:
Interfere, sim.


CH: Ivete sempre foi muito espontânea e sempre disse tudo que vem à mente. Isso já causou grandes problemas?
JS:
Não causa problemas porque é espontâneo.


CH: É a verdade dela?
JS:
É a nossa verdade.


CH: Há muito assédio da mídia com toda a família Sangalo, inclusive com Marcelo, que é seu sobrinho...
JS:
(interrompendo a pergunta) Quem é Marcelo?


CH: Marcelo Sangalo, seu sobrinho.
JS:
Não vamos falar sobre isso.


CH: Mas eu só ia me referir ao assédio.
JS:
Não vamos falar sobre isso, tá (sic) bom.


CH: Certo, agora...
JS:
(interrompendo novamente) Valeu amigo velho, muito obrigado viu.


CH: OK, boa tarde!
JS:
Tchau.