Curtas e Venenosas da Semana - Natalia Comte - 18/02/2009

* Quem tem padrinho não morre pagão. Pouca gente sabe, mas, nos bastidores, há uma guerrinha fria entre Durval e Bell do Chiclete. E agora, neste carnaval, Durval apóia Ivete com a música "Dalila" e Bell apóia Claudinha com "Beijar na Boca".
* Por falar em Claudinha, nossos leitores ficaram sem informação de sua coletiva porque a sua assessoria resolveu não nos convidar. Falta não fez; nem para eles e nem para nós.
* Aliás, dizem que seu bloco na Avenida, o Internacionais, até a última segunda-feira só tinha vendido 1.100 abadás.
* E por falar em vender pouco abadá, diferentemente do que Quinho Nery disse ao Holofote, que não há crise no Carnaval, temos certeza que há sim. Veja o caso dos blocos Frenesi e Beijo. Aliás, ficou feio para ele - depois de afirmar aqui e em vários órgãos de imprensa local que a crise não tinha chegado ao Carnaval da Bahia - dar entrevista para a Folha de S. Paulo 'disdizendo' ele mesmo.
* Amigo nosso disse que a música do Carnaval não vai ser nem "Dalila" e nem "Beijar na Boca". Do jeito que vai, a música vai ser "Quebra aê".
* E por falar em "Quebra aê", Quarta-feira de Cinzas Eduardão DuAsa e Zé Eduardo (Bocão) embarcam para Disney e Nova Iorque. Perigo Eduardão ser confundido na Disney com o Shrek e Zé Eduardo em Nova Iorque com um terrorista, já que ele é cinza e mais parece um indiano.
* A velha raposa voltou. Para quem não sabe, Eliana Dumet, depois de transformar a Emtursa numa produtora de eventos e fracassar como secretária de Turismo de Itaparica, foi contratada como consultora da Setur para ajudar na organização do Carnaval.
* Como diz Mário Kertézs: "o diabo é diabo porque é velho". Com anos de experiência no Carnaval da Bahia, Jonga Cunha e Andrezão estão dando show de conhecimento no Roda Baiana, na rádio Metrópole. Quem também está dando show é Marrom, com seus 35 anos de jornalismo junto com Maurício Habib.
* Esta é a pior época para donos de blocos e camarotes. Não pelo trabalho que requer, mas pelos amigos do passado, sobrinho da tia, colega de infância da irmã e brother de colégio que aparece para pedir cortesia.
* O mais incrível nisso tudo é que nós nunca vimos ninguém pedir um remédio ao dono da Estrela Galdino, um plasma a Luiz Carlos da Insinuante, uma pasta de dente a João Gualberto do Hiper Ideal, mas ligam para os empresários do axé para pedir seu único produto de venda: camisas de camarotes e abadás. Um amigo desta coluna chegou a petulância de dizer: "quem compra abadá é pobre, a gente é VIP, ganha".