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Coluna

GRANDES ARTISTAS E HISTÓRIAS

Aline Rosa, em uma das apresentações no Carnaval deste ano



Ficamos todos emocionados ao ver no palco nosso artista preferido cantar e comandar a todos; muitas vezes cantamos mesmo envergonhados, até por sermos fãs em uma demonstração de idolatria, que olha lá!  Em alguns casos beira até a insandice, mas você alguma vez já se perguntou ou sabe como é a historia do seu artista? Sabe o que ele passou para ser o sucesso que é atualmente? Portanto, vamos falar de um deles, mais precisamente sobre Aline Rosa.


Conheço-a há mais de quatro anos. Quando me apresentaram, Aline tinha praticamente começado no Cheiro de Amor, salvo engano trabalhava a divulgação de seu primeiro disco! Foi empatia à primeira vista, de ambas as partes, visto que àquela época ela já era essa moça bonita e simpática que vemos hoje. Acabamos construindo uma amizade descompromissada e bastante sincera, até porque não havia troca de interesses, já que temos apenas um, mútuo, que acontece até hoje: ir comer em restaurantes de comida japonesa (no meu caso, coisa de gordo - risos).


Pois bem, amigo! Pense em uma guerreira, pense nessa moça. Se engana quem pensa que a vida foi fácil para ela. Normalmente, temos essa capacidade de achar que o artista já vem pronto e que não ralou para chegar aonde está. Pois bem, amigo, Aline ralou muito. O começo foi lá em Itabuna, antes de se tornar essa grande estrela que é hoje, onde já cantava em coral de igreja e festa de quermesse. Enfim, tinha um espaço, lá estava ela cantando. Veio para Salvador somente aos 16 anos de idade, então, amigo, coloca ralação na historia! Quando começou a cantar aqui na capital era na condição de backing vocal.


Eu, que me tornei um conhecedor de suas historias, sei o que passou, e por conta disso que a admiro cada vez mais. Para vocês terem uma idéia, houve um tempo que ela chegou a vender capeta para poder curtir o carnaval; só parava de trabalhar quando seu ídolo TATAU passava, ai ela acompanhava o Araketu do começo ao fim do percurso. Talvez, penso eu, já acreditando que um dia seria ela quem puxaria aquele monte de gente atrás do trio.



O mais bonito da historia de Aline Rosa é que ela nunca escondeu o seu passado. Muito pelo contrário, sempre foi honesta para com ele. Certa vez, em uma conversa entre nós, me contou da caminhada que teve de dar entre a rua  Carlos Gomes até a avenida Tancredo Neves para fazer um teste em uma produtora. Parando para raciocinar, é longe, viu?! E, vou confessar. Fiquei emocionado pela sensibilidade de Aline ali, em minha frente, contando algo tão importante de sua vida particular; de uma forma humilde, relatando em alguns momentos com lágrimas nos olhos. Diga-se de passagem, nossos olhos, pois aos meus também vinham lágrimas. Estava ela ali, toda dada, de uma sinceridade explícita, mas sempre com um sorriso no rosto, não contando a historia com raiva, e, sim, com orgulho.


Confesso que, após as historias que ouvi, me tornei também fã de Aline Oliveira, pessoa física. Pois, mais forte que o artista ali em minha frente, estava o ser humano, e, mais que isso, uma vencedora; já que a artista fez, faz e é sucesso. O mais importante é que a historia de Aline serve também como base para todo e qualquer artista que esteja tentando um lugar ao sol, mas que, com as dificuldades do dia-a-dia, pense em desistir.


No pain - no game!!! ( SEM DOR, SEM GANHO)