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Coluna

OS “MARRENTOS“



Já faz um tempo que não estou no meio artístico. Não estou vírgula, estou sim! Só que de uma forma indireta. Hoje, mais do que nunca, me ponho a observar e opinar na medida do possível para a melhoria de um mercado que particularmente fez e faz parte de minha vida. Mas uma coisa eu realmente não entendo e acho que nunca conseguirei entender; a tal da “MARRA”, que nada mais é do que a síndrome do rei na barriga ou, como diz meu amigo Alfredo Santana, a síndrome de Deus. Pois bem, essa figuras existem e estão por aí.

Pergunte a qualquer pessoa normal que teve um amigo ou amiga que se tornou uma estrela. Seja em qualquer área do meio artístico, você vai ouvir a mesma coisa. Fulano? Se eu ligar, nem me atende. Ou então: Sicrano? Passou por mim e fez que nem me conhecia. Amigo, eu tenho a certeza que alguém aí já passou por isso. O pior de tudo é que normalmente o tal Sicrano ou Fulano (vou procurar saber o porquê de Sicrano e Fulano) no começo da carreira, seja ele como empresário, produtor ou artista, quando encontra com você na rua, nossa! Se puder, coloca o tapete vermelho para você pisar e sempre com o velho papo de “me ajude, você é o cara”. E você ali com o coração aberto, vendo que o até então amigo precisa e, claro, com o coração cristão responde que vai ajudar e não mede mundos e fundos para de algum jeito abrir algumas portas do seu círculo comercial para beneficiar o “filho de Deus” que suplica a sua ajuda.

Então, um belo dia, o mundo se abre. “Cabummm”! E o tal sujeito, aquele que tanto te pediu ajuda, que fazia questão de falar com você nas festas e sempre dizia que no sucesso estaria do seu lado, se torna uma grande estrela desta constelação dos notáveis artísticos. Pronto, era o que bastava. A partir daí, meu amigo, nem com reza braba se consegue falar com o tal sujeito. Se for empresário, o cara que antes andava pedindo a todo mundo ajuda, que vivia nas rádios, nem aparece mais, some igual a gato com medo de água fria. Se você vai no escritório está sempre em reunião. Se você resolve ligar, ou está viajando, ou com o ramal ocupado. Se for produtor e você encontrar na porta do evento, não fala, e ainda comenta. “Xi, vai pedir ingresso”. Se for pelo telefone, aff!! Está sempre viajando com a banda, sempre no estúdio com o (a) artista, e manda a velha frase "te ligo já" e nunca liga. Agora, se for artista, aí lascou. Aí, meu amigo, é tanta desculpa que dá pena. É um tal de "estou no ensaio e te ligo depois", ou "me ligue mais tarde" e quando você liga o celular já desligou. Ou então finge que a voz está rouca ou cansada e diz que queria “muito falar com você, mas não está podendo porque a voz está ruim, mas retorna”. E você, com seu grande coração, acredita no que ouviu!!!

Aí a gente se pergunta, pra quê? Olha, se fosse contar quantas pessoas se tornaram “MARRENTAS” depois do sucesso, teria que ter muitos dedos a mais nas minhas mãos. Mas gente, graças a Deus, toda regra tem exceção e algumas figuras são o que são pelo caráter que possuem. Poderia agora citar algumas, mas seria injusto em não citar todas. No entanto, tenho certeza que você que agora está lendo esta coluna, nomina os que são ou não ‘MARRENTOS”. Ou então se pergunta ou até mesmo afirma que você é a marra, sendo marrento ou não, pode sentar e colocar nomes no papel que a lista é grande. Eu já fiz a minha!

Tenha medo (risos)!!!