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Terça, 11 de Janeiro de 2022 - 11:30

Ildazio Jr.: Era necessário diminuir festas, mas a culpa não foi dos empresários

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Era necessário diminuir festas, mas a culpa não foi dos empresários
Foto: Jotta Fotográfo

Escrever para o BN é um desafio imenso, e não só pelos hercúleos números e qualificação da audiência, mas pela influência na opinião pública que ele exerce devido a sua credibilidade. Me sinto um privilegiado!  

 

Feliz Ano Novo a todos vocês!

 

Enfim... Enquanto escrevo esse texto, o mercado do entretenimento de grandes shows, festas e carnaval (digamos assim) mais uma vez recebe um duro golpe devido à contaminação geral que se abateu na população nesse período pós-grandes viagens. Entre o meio de dezembro e o início de janeiro, quando a grande maioria dos brasileiros sai a curtir suas férias por este vasto país, muitos deles chegam aqui na terrinha caindo na farra do caliente verão! Só que essa alegria nos deixou um aumento de 800% no rebote da Covid/Ômicron e Influenza, que estão aí a assustar todos, e levou o governador Ru Costa a baixar novo decreto diminuindo os 5.000 clientes – que, diga-se de passagem, é muita gente para a realidade pandêmica ainda – para 3.000. Assim, acabou frustrando os planos B, C e D dos empresários que já estavam com seus projetos indoors todos prontos para iniciar suas operações e faturar. Tudo apontava para tal!

 

Necessário comentar que o governador Rui Costa não foi muito feliz em tentar desviar os olhares sobre um problema de saúde pública e cultural para os combalidos empresários, que amargam vacas bem magras há um bom tempo e estavam em sua grande maioria seguindo as diretrizes do próprio governo, protocolos de saúde estipulados (as festas na Praia do Forte foram todas auditadas in loco e todos os dias por fiscais estaduais), e sempre estiveram abertos a seguir o que se fizesse necessário para reativar o setor. Mas daí a obrigar, em um país tão polarizado e mal educado, que em plena festa, bebendo, se envolvendo, se use máscara e mantenha distância é difícil. E pior: em um momento em que a nação está toda misturada de turistas em todos os cantos, principalmente no Nordeste! Não é justo com o setor essa pecha, mas não custa lembrar que o Comcar fez manifestação pública no Farol da Barra, com trio e o escambau, em uma clara pressão ao governo para acontecer o carnaval. E alguns dos empresários que agora reclamam também estavam por lá, têm um bom viés político aí também e daí, quando a bola sobrou na frente do gol, o governador não hesitou em agir! 

 

Temos ainda o caso dos cruzeiros marítimos, tidos como os mais fáceis de controlar porque só entrariam clientes testados, com PCR, passaporte de vacinação e tudo mais, e deu no que deu! De quem é a culpa? Porque contaminados embarcaram, de garçons a músicos, de tripulação a clientes. Até o marinheiro que, apesar de só, se acompanhou... da Covid ! E falar das festas de Réveillon e fim de ano beleza, mas e das praias pelo Brasil afora nesses 30 dias, teve controle do estado? E em todos os aeroportos e rodoviárias? Existe leniência de todas as partes e muitos são os culpados, desnecessário procurar um bode expiatório a uma altura destas!

 

Agora também criticar o Governador pela atitude rápida e eficaz não rola. Ao contrário, concordo em gênero, número e grau com Rui Costa! Existe uma tônica em suas ações numa linha dura há muito tempo praticada, sem esconder que defenderá veementemente as regras sanitárias e a vacinação com mão de ferro, doa a quem doer. Daí, agiu mais que certo e sempre assim o fez, na minha opinião! 

 

Mas o que de imediato me vêm à cabeça é uma frase muito popular quando a situação aperta, e que sempre alguém profere: Muita calma nessa hora! Mais uma “rearrumação” se faz necessária, pois ainda temos muito a aprender com essa doença! 

 

Sim, pode acontecer muita coisa ou até mesmo nada. Essa onda aí pode baixar. Foi nesta específica semana que explodiu o reflexo de 1 mês de farra generalizada por todo país (ano passado foi assim, e sem vacina). E, claro, em locais mais visitados como a Bahia há mais gente contaminada! Vamos esperar aí mais 15 dias e daí, se nesse período se conseguir vacinar muita gente (inclusive crianças), diminuir o fluxo de gente rodando pelo país, aglomerar menos e combater os que confundem liberdade individual com egoísmo e burrice, teremos razoáveis festas para o momento! 

 

Alea Jacta Est 

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