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Segunda, 18 de Outubro de 2021 - 11:30

Ildazio Jr.: Um verão diferente!

por Ildazio Jr.

Ildazio Jr.: Um verão diferente!
Foto: Jotta Fotográfo

O que esperar deste verão 2021/2022? Pois, ao final das contas, nenhuma das estações representa tanto nos baianos, tanto nos vende para todo o mundo e nos traz emprego e renda como nossos ensolarados dias de pouca roupa, muitas cores e muito remelexo! Mas indo às festas, vivemos um momento interessante no mercado do entretenimento, pois existe um cabo de guerra em que, cansados de roer osso, os players partiram a todo vapor para exigir – por sinal, de maneira coerente – um célere retorno de festas e eventos e seus protocolos, principalmente de olho não só no verão, mas no carnaval que as autoridades desejam. 


E, apesar da corda ainda estar esticada, o horizonte é menos nebuloso. Mas existe, sim, uma guerrinha velada: de um lado o prefeito de Salvador, Bruno Reis, com toda boa vontade e tomando as justas dores do trade, e do outro o governador Rui Costa, extremamente cauteloso, como prova a decisão de liberar torcida nos estádios ou em relação à festa da virada. Rui se mostra claramente inseguro, jogando para o lado mais cético!

 

Falando nela, a festa da virada servirá de evento-teste para o carnaval. E, hoje, escrevendo a coluna dia 16/10, o prefeito ainda não bateu o martelo, estendendo para o fim do mês o prazo para sua decisão em relação à rua. Mas uma coisa é certa: os empresários vieram se planejando para esse novo momento no entretenimento e as festas já se iniciaram com a permissão do governo para 1.200 pessoas; os cruzeiros estão liberados; e pelo estado o pau está comendo em diversos eventos.

 

E vou repetir aqui que, se o Camarote Salvador se instalar na Arena Fonte Nova, irá lotar. Se o Gigante fizer o Baile de Carnaval da Santinha no Wet, seu quintal, vai arrebentar. Se o Camarote Skol for para a barraca de Pipa, vai vender tudo. Pois, depois dessa doideira da pandemia, não se tratará mais de Barra, Avenida ou Pelourinho, e sim de produto, engajamento e demanda reprimida e a tal mão invisível do mercado agindo. A vida é assim mesmo, cheia de incertezas, muda rápido, e com o entretenimento não poderia ser diferente!

 

Todo santo dia sou questionado por minhas colunas aqui no BN, por minha opinião diária no Programa Conectados FM (transmitido simultaneamente em lives no Instagram), quer seja por leitores, ouvintes, players mais próximos, ataques de fakes no meu Instagram ou agentes do mercado que insistem em confundir e entender o que escrevi como uma espécie de profeta do caos! O que posso dizer é: amadureçam e aprendam a interpretar textos. O que defendi foi que, sem vacina, nada teríamos, que se tratou sempre de saúde pública, e que um carnaval (falo Brasil) em moldes antigos, milhões de pessoas nas ruas, com um presidente negacionista e uma guerra política polarizada, seria quase impossível. Com a vacinação o quadro muda, mas não volta ao passado, e sim surge o novo! 

 

Não é possível que as pessoas acreditem que vamos tratar esse horror provocado pela pandemia com 600 mil mortos como um “nada a ver” e, de repente, não mais que de repente, tudo volta como dantes no quartel de Abrantes, em um passe de mágica nada aconteceu! Olha, graças à ciência hoje os números são muito aquém do caos, mas ainda existe uma doença. E liberar daqui a 5 meses milhões de pessoas transitando pelo país ao mesmo tempo, nas ruas curtindo, bebendo, se beijando, mesmo com uma capacidade de controle dos protocolos total, penso que demanda dúvidas nos governantes e certezas dos cientistas. Tanto que estão aí na mídia todos os dias a opinar que acham precipitado o tal “liberou geral”! 

 

Penso que os empresários junto com os poderes públicos irão, pelo menos na Bahia, fazer um verão e um carnaval (graças à vacina) o mais plausível de controle possível. E isso só acontecerá com a redução do público aglomerado!

 

Que venha o novo, que todos ganhem e que a alegria volte a imperar na Bahia!

 

Axé

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