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Um novo tempo!

Um novo tempo!

Há algum tempo, venho reclamando da falta de vontade para com a Bahia em se tratando de shows vindos de fora. Sempre disse aqui na coluna que faltava no mercado baiano um incentivo cultural ou interesse em se ter uma cena alternativa de bons shows que não fossem agregados às parcerias dos blocos carnavalescos, e nossas bandas.
 
Mas eis que de um tempo para cá ressurgiram no nosso universo musical produtoras que voltaram a investir forte no movimento pop/MPB local. Mesmo sem o dito incentivo cultural, o que era antes visto como esporádico, vem começando a se tornar aos poucos, um cotidiano na vida dos que querem ouvir outros sons, que não os das nossas tradicionais estrelas da terra.
 
E graças a Deus esses sons têm inundando nossas pradarias, refazendo um caminho a muito perdido, em que nossa terra recebia todo tipo de artista e de show, fosse dos grandes expoentes, as novidades da musica brasileira, todos vinham de forma continua tocar em Salvador, o que abria um leque respeitável de opções, para todos os gostos e tribos.
 
E o interessante nisso é que o cenário criado com essa “nova onda” fez uma mistura entre velhas e novas figuras empresariais. Lógico, como não poderia ser diferente, velhas figuras trazem também a colo velhas praticas infames, como por exemplo: o calote nos prestadores de serviço - coisa que sinceramente é deplorável - , o trato ruim com a imprensa, e até mesmo a falta de educação e o rei na barriga de certas criaturas (cruz credo!). se bem que a tendência hoje é que o caloteiro (a) comece a ser  escanteado por não estar sozinho (a) no mercado, e tendo o prestador outras opções que não somente ele.
 
Mas e as nova figuras deste mercado? Vão muito bem obrigado. E vieram para ficar, diga-se de passagem, pois além de não repetirem os vícios das velhas raposas, ainda trazem na bagagem uma nova concepção de negócio, com uma visão menos fria e calculista.
 
E é essa galera que vem fazendo a diferença nesta nova roupagem da vida musical de Salvador. Pra citar um exemplo veja a moçada da Tritour (leia-se a empresária artística Virginia Lins) que faz o projeto Conceitocom, que tem se notabilizado em trazer pra salvador artistas de conceito - como bem diz o projeto -  numa constante regularidade como: Lenine, Zeca Baleiro, Vanessa da Mata, Zeca Pagodinho, dentre outros, em eventos sempre muito bem produzidos, e tendo como diferencial a qualidade de produção.
 
Citei uma empresa como exemplo, mas poderia passar um dia falando de empresas e de pessoas que tem conseguido modificar e enriquecer nosso cenário de shows populares.
 
O importante nisso tudo é que a coisa não pare. Que os entraves burocráticos, e os interesses pessoais não façam com que boas iniciativas como essa, sejam barradas e extintas. O importante é dar aos que comandam o espetáculo, as condições para que, de forma justa e honesta, possam oferecer à nossa cidade o que dela mais exala: a cultura. Proporcionando a seu povo diversão e arte, sem cerceamento de ideias ou manifestações contrarias ao livre direito de expressão, apenas para fazer mídia com fins sabe-se lá quais.
 
Como bem disse um amigo meu... Ele esqueceu a frase, e eu também. Vai sem frase mesmo (risos!)


 

Luis Ganem
[email protected]
twitter: @luisganem