Existe vida após o axé

Foi confirmada uma banda internacional em Salvador essa semana. A situação, para alguns, mostra que Salvador está evoluindo. Para outros, o show só vai acontecer na capital porque a banda fez sucesso cinco anos atrás. Para mim, pode ser uma boa oportunidade para grandes produtores e patrocinadores perceberem que existe público e talvez exista uma variação de estilos musicais na cidade.
Existia um monopólio voltado a três estilos musicais, que apesar de ter seu espaço, é perceptível que está perdendo o “privilégio exclusivo”. Neste ano, a cidade recebeu um festival voltado à música eletrônica em um espaço aberto e o evento teve um público grande, algo que não acontecia em Salvador com frequência.
Apesar de a cidade viver um momento de decadência e violência visível, aparentemente as empresas de eventos têm se mostrado vivas. Existe uma lenda em Salvador de que se você vive de arte em geral, comunicação ou alguma área ligada às ciências humanas, mude para algum local que o mercado seja menos “fechado”. De perto, essa lenda quase não existe, e por isso que muitas vezes perdemos grandes talentos.
É possível reverter todas essas questões e a cidade está caminhando positivamente. Cidades como Recife e Rio de Janeiro começaram desta forma. Público para festas diversas, a cidade provou que já tem. Questionam que shows internacionais em Salvador não lotam, mas a logística e circunstância em que foram apresentadas quase nunca são favoráveis para shows internacionais, como um show em dia de semana, por exemplo.
