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Coluna

Greve nos olhos dos outros é refresco

Por Adrielle Coutinho

Greve nos olhos dos outros é refresco

A primeira greve do ano atingiu a maioria da população e foi muito comentada pela mídia, isso tudo porque os moradores de Salvador ficaram ainda mais reféns da violência e o direito de circular na cidade e sair para as festas foi praticamente suspenso. A greve da Polícia Militar foi o retrato de como nos importamos com o desconhecido, se o desconhecido nos atingir.
 
A greve dos rodoviários atingiu a parte da população e foi bastante comentada, houve pressão por parte das pessoas que são dependentes do transporte público e não demorou muito tempo para que acabasse. Toda essa movimentação das greves que atingem boa parte da população é contrastante com a greve dos professores.
 
A greve dos professores foi ignorada nos primeiros dias pela mídia e não houve comentários em massa ou qualquer tipo de pressão por parte da população para que houvesse resolução da situação. Isso tudo porque ela não atrapalhou a rotina da população que não depende do ensino público e educação é considerada algo não muito importante. Estamos por quase três meses de braços cruzados porque o que não nos atinge é refresco.