Entre muitas coisas...

Coisa mais chata esse lance de dia da mentira. Vá lá que até de vez em quando vale uma pegadinha mais ou menos, mas passar todo o dia primeiro de abril, recebendo telefonemas que de tão medonhos chegam a ser chatos, é um saco.
Vá lá que nesse nosso meio se fossemos medir tudo que se fala e não se escreve, veríamos que o dia da mentira era todo dia, até por conta da quantidade de picareta que esse meio tem tentando aplicar golpe e contando lorota nesse negocio não está no mapa. Alias em se tratando de dia da mentira, tem umas situações que acontecem nesse meio que, amigo se você não estivesse vendo acontecer, diria que era mentira.
Mas mudando de assunto, dia três de Abril, fui prestigiar o troféu Castro Alves, diga-se de passagem, o único troféu voltado ao carnaval da Bahia que ainda continua em atividade, já que o troféu Dodô e Osmar acabou. Mas enfim, lá fui eu prestigiar a entregas dos prêmios.
Uma coisa que posso dizer: o peso de um troféu se mede pela quantidade de fãs que ficam na porta, e isso o Castro Alves tinha de sobra, e pela quantidade de artista famosos que comparecem para prestigiara o evento e isso também tinha.
E por falar em artistas, que bonito também a homenagens que foram feitas a dois grandes expoentes da nossa música: seu Orlando Tapajós e a Luís Caldas. Alias em se falando de seu Orlando, creio que a melhor homenagem que se possa fazer a quem muito fez pelo carnaval como ele, seria patrocina-lo sempre, o que já seria um grande respeito a quem fez com que essa festa chegasse a onde está.
Alias em se tratando de respeito, somos o povo que menos respeita seus ícones, que menos preserva sua memoria. Se o carnaval da Bahia tivesse sido criado nos EUA, mesmo que se tornasse uma coisa engessada, haveria respeito aos seus criadores, a coisa é de uma má vontade tão grande, que se formos vê a forma com que o personagem que da nome ao troféu é cultuado e reverenciado, já se diz tudo.
Mas enfim voltando ao evento em si, o que pra mim foi mais que significativo, é que a apuração foi totalmente transparente, ao ponto de se chegar a conclusão que artistas do porte de uma Ivete Sangalo, não poderiam mais concorrer a melhor cantora por exemplo, até para dar lugar as outras que sempre tentavam e nunca conseguiam ir a lugar algum(risos!).
Mas, olha sendo muito sincero, algumas coisas já precisamos mudar. Creio que o troféu já tenha porte de ir partir para um espaço maior. A impressão que tive foi que o local já está bastante pequeno. Fora isso, acho que alguns formatos devem e com certeza serão repensados no decorrer desse anos pela organização do evento.
Agora uma coisa a de se convir. Ainda bem que ainda existe o empreendedorismo e a vontade de participar de alguns pioneiros da mídia baiana, se não, estaríamos apenas fadados a um troféu dado pelo reconhecimento da mídia externa, o que seria lamentável.
Viva o Castro Alves, viva o carnaval da Bahia.
Luis Ganem
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