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Coluna

VACILOU, DANÇOU

 

 

 

 

 

 

 

 

Ia começar meu texto desta semana falando sobre o novo circuito do carnaval baiano que tinha sido homologado pelo prefeito dias atrás. Mas eis que fui pego de surpresa com o falecimento do cantor Germano do Olodum aos quarenta e nove anos encontrado morto em sua casa.

Logico que sei que a morte faz parte da vida é um fato que não podemos questionar. Mas fiquei me preguntando os porquês do sucesso e do fracasso e como as pessoas(artistas) lidam e administram essa alternância.

Engraçado é que nessa história de ser artista e em se tornando “famo$o” (risos!) quase todos acabam acreditando que serão eternos, que sempre serão jovens e que a fonte nunca vai secar e caramba! Não se preparam pra nada, não constroem nada e por mais que sejam profissionais no palco, fora dele se mostram puros amadores.

Sempre digo quando sou consultado por algum artista ou até mesmo em alguma conversa reservada com algum deles que não usem o dinheiro que ganham somente para viver no luxo e na vida fácil (risos!). Tudo bem, usem um pouco por que é bom (risos!) mas como sei o quanto o sucesso corrompe, digo que por conta disso ao menos produzam ou criem algo para os dias ruins.

Fico vendo tanta gente que passou pela música, foi sucesso e desapareceu sem um trocado no bolso, que teve a oportunidade de ter algo na vida até pelas chances que o sucesso trás e deixou escorrer pelo ralo.

Olha pra não falar somente do mundo da musica não vou muito longe. Muller, jogador da seleção Brasileira de Futebol, do São Paulo futebol clube, e de alguns times internacionais deu uma entrevista a uns dias atrás falando sobre o “vacilo” que deu na vida e perdeu tudo por conta dos erros cometidos durante a carreira, ou seja não planejou a vida e babau.

Se estivéssemos falando dos primórdios do movimento axé music quando tudo era novidade e havia um certo quê de romantismo no ar tudo bem, até se poderia entender a falta de percepção quanto ao futuro. Mas nos dias atuais ainda existirem cantores(as) aventureiros(as) com a ideia lúdica e romântica da sua profissão sem pensar no futuro é idiotice.

Sei que esse assunto é chato e até repetitivo, mas nunca é pouco voltar a ele, ainda mais quando vejo um artista como Germano que teve tudo na vida falecer num quase ostracismo, é triste.

Por isso amigo, você que esta ai começando sua trajetória de vida artística se ligue no seu futuro, não seja mais um "cego" arrogante e metido quando o sucesso chegar. Viva o presente mas Faça sua parte e se prepare pra quando a onda passar, por que ela sempre passa e como passa.

 

Luis Ganem

[email protected] / twitter @luis_ganem