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Coluna

O DIA DO CIRCO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando era criança meu pai sempre me lavava ao circo. Era um momento especial quando íamos a um fosse ele pequeno ou grande. e por isso algumas imagens do circo sempre serão eternas.

 

 

Lembro bem também de cada ato que acontecia. Cada movimento era por mim acompanhando em todos os detalhes. No meu deslumbramento de criança o ápice da apresentação era quando os palhaços apareciam e faziam com que todos nós ríssemos dos gestos e das pequenas piadas engraçadas que eles faziam.

 

 

Mas cresci e me enveredei pelos caminhos da música e pude perceber também que ali existia um mundo mágico que fazia com que as pessoas se emocionassem, vibrassem, batessem palmas e demonstrassem entusiasticamente sua admiração pelos que exerciam a arte de cantar.

 

 

Mas eis que descubro que a nossa música, a música baiana também é um grande circo. E que temos o melhor dos picadeiros para todos que necessitam de um para saírem do ostracismo. Temos sim acreditem! Se você não estiver fazendo sucesso em lugar algum ou caso ninguém queira mais comprar nada seu e nem em você estando na televisão isso te render algum show só existem duas opções: ou parar de cantar ou falar mal dos artistas da Bahia.

 

 

Como a primeira opção quase ninguém quer(risos!), falar mal dos artistas da Bahia se tornou a mais fácil. Daniela Mercury mesmo foi a primeira a sofrer com isso. Mesmo sendo reconhecida em todo mundo pela sua obra, foi citada pelo eterno “fora de forma” e pseudo gourmet Ed Motta, que falou mal dela dentro da sua propriedade de "sumidade internacional da música brasileira" (sic!)

 

 

Agora mesmo a poucos dias o falastrão dublê de cantor e político Agnaldo Timóteo aquele que canta a música “mamãe” (que por sinal minha mãe odeia, risos!) resolveu dizer que Ivete Sangalo incita ao uso de drogas quando diz as pessoas para tirarem o pé do chão ou quando fala “vamos pular “

 

 

Agora me responda: O cara sai lá de São Paulo pra vir falar mal do estilo de ser de uma pessoa que ele nem conhece, apenas pela forma com que ela se comunica com seus fãs quando está no palco, e presume por  meio desta observação que isso leva ao uso de drogas? Me poupe.

 

 

Logico, sabemos pela decadência do moribundo que ele deve estar tentando ganhar seus quinze minutos de fama. O que sinceramente, acho que não deu certo.

 

 

Mas me colocando como um cicerone da música da Bahia devo dizer que o nosso “picadeiro” está e sempre estará a disposição dos “animadores de platéia” como Agnaldos, Fafás e Eds da vida. Em precisando o espaço deles estará garantido sempre. Em relação ao interprete de “mamãe” (risos!) digo que Entendo perfeitamente que deva ser desesperador quando se abre o pano e se percebe que o publico presente já não é mais o mesmo ou que o sucesso se tornou um passado em alguns álbuns de fotos ou filmes de arquivo de televisão guardados em um canto empoeirado do armário do quartinho dos fundos.

 

 

Oh Agnaldo! vou te dar uma dica forte, quer ficar famoso mundialmente? Fala mal do livro sagrado dos muçulmanos. Garanto que você vai ter seguidores para o resto da vida(risos!)

 

 

E amigo como disse sabiamente Mano Góes, se Ivete Sangalo em algum momento da sua vida fez apologia as drogas deve ter sido quando ela recomendou que se ouvisse algum disco de Agnaldo Timóteo(risos!)

 

 

 

Luis Ganem

 

 

[email protected] / Twitter @ luis_ganem